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sexta-feira, julho 17, 2009

Voltou o sonho



Caros internautas, o Futebol Pensado voltou. Parei de escrever numa altura em que nem tinha vontade de ver futebol - quanto mais, escrever acerca do tema. O Benfica de Quique caiu a pique, assim que foi retirada à equipa a hipótese de agarrar o primeiro lugar, e nunca mais voltou a acalentar esperanças de que faria uma boa época, a nível de resultados. Isto, porque a nível de exibições já se tinha constatado que Quique não conseguia meter a equipa a jogar à bola. Enfim.

Em relação ao processo eleitoral, vou dar o benefício da dúvida a Luís Filipe Vieira. Não gostei que tivesse antecipado a data do sufrágio, mas prefiro acreditar que os motivos que apresentou são legítimos. Os resultados e a afluência às urnas são esclarecedores.

Enter 09/10. Com Jorge Jesus, o workaholic, ao leme, foi criada e alimentada a ilusão de que esta equipa iria jogar o dobro da equipa do ano passado. Não chegará. Tem de render o triplo. Gostei de apresentação do treinador, e acho que é o homem certo para o lugar. Também as contratações parecem ter sido adequadas às necessidades da equipa - veremos se os jogadores estarão à altura.

Gostei de que se tivesse dado nova oportunidade a Fábio Coentrão (voltou com maior maturidade para a posição). O português deverá partilhar a zona atacante da ala esquerda com Di Maria - um despique que só poderá trazer benefícios para a equipa. Quanto ao lado direito, mistério. Sepsi e Moretto também mereceram uma oportunidade recomeçar em pé de igualdade.

FORÇA, BENFICA!

PS: Shaffer é daqueles que não engana. Podem guardar este post para memória futura (se me enganar, dou a mão à palmatória), mas acho que temos jogador.

quinta-feira, junho 04, 2009

Obsessão recorde

Álvaro Pereira demorou quatro minutos a assinar pelo FC Porto. Menos 60 segundos que o seu compatriota Cristian Rodriguez.

segunda-feira, maio 25, 2009

Acho bem...

...muito bem, aliás, que não se torrem 5 milhões de euros em indemnizações em danças de treinadores. (aqui). Independentemente de quem treina a equipa - até porque acho que não terá apontado uma arma à cabeça de ninguém, para que se redigisse um contrato.

sexta-feira, maio 15, 2009

Não há respeito.

A propalada troca de treinador do Benfica, para a próxima época, para a próxima época, é mais um sinal de fraqueza moral por parte de quem gere o destino do meu clube.

No passado recente, basta recordar o despedimento imbecil de Fernando Santos, à primeira jornada, depois de um empate com o Leixões. O facto de se lhe ter deixado planear a temporada durante o Verão (e meses que o precederam, como é óbvio) não contou para o desfecho desta relação profissional - para Fernando Santos, terá sido uma relação passional, ele que é assumidamente benfiquista.
Ele, que podia ter sido campeão na última jornada, apesar de ter ficado sem Simão e Manuel Fernandes ainda durante o estágio de pré-temporada, sem ter havido reforços de igual categoria. Os dirigentes acharam que não bastou. Estão no seu direito, e foi para tomar decisões que foram eleitos pelos benfiquistas com poder de voto.

Fernando Santos foi despedido à primeira jornada, depois de um Verão em que o presidente do Benfica passou as férias com Camacho que, curiosamente, sucedeu a Fernando Santos. Relevante.

Com Camacho na Luz, as coisas não melhoraram. O espanhol, pago a peso de ouro e de forma desproporcional para o seu currículo, não fez nada na Luz, foi-se embora dizendo que aquele Benfica não era o mesmo que tinha vencido a Taça de Portugal em 2004 - aí, tinha razão. A começar pelo facto de a direcção do Benfica ter achado normal definir publicamente (pelo não desmentir) que o próximo director desportivo do Benfica estava, à época, a pisar os relvados com o Manto Sagrado.
Rui Costa foi colega de equipa de uma data de jogadores que não sabia se ia ficar, sair, ver o seu salário melhorado, ser emprestado - decisões a tomar pelo gajo que tomava duche com eles, no final dos jogos. O podre a que Camacho se referia talvez tenha que ver com isto. A saída de Camacho aconteceu quando o Benfica ainda tinha uma palavra a dizer na Taça UEFA. Com Chalana no comando até ao final da época, numa situação desprestigiante para si e para o clube que representa, o Benfica foi eliminado e acabou a época sem troféus, em quarto lugar, e a uma distância obscena para o segundo lugar, quanto mais para o campeão. Os dirigentes acharam que era o que tinha de ser feito. Estão no seu direito, e foi para tomar decisões que foram eleitos pelos benfiquistas com poder de voto.

Entra 08/09. Rui Costa é o pára-raios de Vieira e tem um budget do tamanho da ilusão dos adeptos vermelhos. A dupla Vieira/Costa tenta a contratação de Ericsson e falha. Para liderar o futebol do Benfica, contratam Quique Flores e o seu reputado staff. O treinador (mais um espanhol pago a peso de ouro) tem escola, imagem, foi jogador de top e tem ambição. É a sua primeira grande oportunidade, fora de Espanha.
Enquanto Quique estuda e se ambienta Portugal, o Benfica e tudo o que envolve o campeonato português, o Benfica mantém-se à tona das ambições caseiras e atinge, inclusivé, a liderança. Quando a liderança é escandalosamente roubada ao Benfica, a direcção não demonstra censurar o trabalho de Quique, mas também não protege o espanhol, que vai ficando cada vez mais desamparado à medida que a temporada progride e os insucessos de acumulam.
Desde que o título se tornou missão impossível para o Benfica, o treinador ficou numa posição que se pode caracterizar como sendo de uma fragilidade tremenda. Terá a sua quota parte de responsabilidade neste insucesso, mas não a terá toda. Se a aposta da direcção era ganhar no ano de estreia do treinador, devia ter-se contratado um treinador que não necessitasse de tempo (que o clube não tem) para se ambientar e conhecer a particular moldura do nosso clube e do nosso campeonato. Foi como apostar um balúrdio num cavalo de que só conhecemos a reputação (desconhecendo a real solidez da sua competência). Correu mal - para as expectativas criadas, entenda-se.
Os dirigentes acharam que era o método que se devia utilizar para ganhar. Estão no seu direito, e foi para tomar decisões que foram eleitos pelos benfiquistas com poder de voto.

Antecâmara da época 2009/2010. A estória (ou, pior, a História) repete-se: ainda a presente temporada não acabou, e já Quique Flores tem o terreno minado para a temporada que se avizinha. Fragilizado pela imprensa avençada - não apenas pelo poder vermelho, mas também por todos aqueles que ficam a ganhar, década após década (e já lá vão três), com um constante "ground zero" do futebol encarnado a cada ano que passa -, a posição de Quique tem o destino traçado.
Pior; o treinador que se aponta é aquele que na próxima jornada irá defrontar o Benfica. Onde está a moral desta gente? Onde está o respeito pelo clube adversário e, acima de tudo, pelos adeptos do próprio clube? Estará o Benfica assim tão desesperado por uma solução que não pode esperar mais umas semanas? Ainda Quique não foi despedido, ainda Jesus não foi apresentado como o próximo treinador do Benfica, e já existe esta pressão sobre o seu potencial.
Mas, novamente, os dirigentes acham que este é, agora, o método que se deve utilizar para vencer. Estão no seu direito, e foi para tomar decisões que foram eleitos pelos benfiquistas com poder de voto.

Paremos para pensar. O que pensam os benfiquistas deste sucessivo turbilhão de insucessos desportivos ao nível da equipa principal de futebol? Pode enganar-se muita gente durante muito tempo, mas não se pode enganar toda a gente durante todo o tempo. Se uma empresa, mesmo depois de reabilitada economicamente por uma dada equipa, não apresentar resultados, cabeças terão de rolar. E o método de rolo-compressor sobre os treinadores já está provado que não resulta. Quando é assim, a culpa de quem falha quando aponta alternativas para o caminho para o sucesso, é de quem está lá em cima, a mandar-chuva. O que os benfiquistas não parecem entender é que foram eles que elegeram quem toma estas decisões. Não se pode dar mais tempo a quem já demonstrou que não é de tempo que precisa - é de competência.

Ao surgirem com alternativas, ao colocarem esta direcção em cheque, estão no seu direito, e foi para tomar decisões, de forma democrática, que os benfiquistas têm o tal poder de voto e podem traçar o destino do clube.

domingo, maio 03, 2009

Alguém me pode dizer...

Qual seria o resultado do Nacional-Benfica se, num golpe de mágica técnico-táctica, Manuel Machado substituisse Néné e Ruben Micael aos 58 minutos?

terça-feira, abril 21, 2009

Lições (do professor) sobre seriedade

"O futebol português chegou a um momento em que as grandes decisões têm de ser tomadas. Se serão, não sei, porque não há trabalho para trás, ninguém antecipou nada e a estratégia é montar as coisas antes delas acontecerem", prosseguiu Jesualdo Ferreira.

Concordo completamente. Para se falar menos e fazer mais poderíamos, por exemplo, começar por atribuir importância a certas visitas nocturnas e escutas telefónicas que, já admitidas e provadas como verdadeiras, identificam e acusam os protagonistas do sistema. Ou então, absolvem-se todos e vamos palrar sobre grandes decisões e estratégias.

E agora? Já acreditas no Pai Natal?

segunda-feira, abril 20, 2009

Há males que vêm por bem

Pensei em deixar, apenas, um post com imagem e título. Seria o suficiente e esclarecedor. Porém, sob o risco da dúvida, decidi contextualizar, com recurso a um pequeno texto:
na minha opinião, David Suazo foi o flop do ano. Não tem, mesmo com a comunicação social esforçando-se por nos convencer do contrário, qualidade para jogar no Benfica. A força e velocidade não chegam; também é preciso saber tocar na bola. Argumentam, os apoiantes do hondurenho, com o seu currículo italiano. Eu respondo que o Génova ou o Cagliari – já nem sei, mas também não me dou ao trabalho de procurar na net – não são o Glorioso. Aliás, nem o Inter o é; apesar da sua equipa actual merecer, obviamente, o nosso respeito e cobiça (que inveja é palavra e sentimento feio).
É, assim, importante perceber o que levou Quique Flores a descartar, durante grande parte da época, aquele que é, objectivamente – falo de futebol e estatística (que a relação qualidade/custo é até obscena referir) –, o nosso melhor avançado. Óscar Cardozo regressou. O mesmo aconteceu a Quim. Todavia, já não podemos dizer o mesmo de Léo. Foram estes, na minha opinião, os pecados maiores do treinador do Benfica, desde que chegou à Luz: "perdeu" ou "quase perdeu", de forma muito duvidosa, mais-valias importantes, ou até mesmo decisivas, da nossa equipa. Porquê? Rejeitou a qualidade e, sobretudo, a estabilidade, gaantes fundamentais para a conquista de vitórias e títulos. O Benfica deu passos atrás... para depois correr e suar a recuperar terreno, provavelmente, tarde demais.
De resto, a infelicidade – e algo mais – afastaram-nos dos nossos principais objectivos. Os jogos caseiros com Guimarães e Académica (só para falar dos mais recentes) deveriam, porque o Benfica merecia-o, ter valido seis pontos que, por esta altura, modificariam completamente as nossas perspectivas. Enfim, é preciso seguir com o projecto. Com os mesmo protagonistas e sem os erros do costume – falo de correcções, em detrimento das supostas revoluções –, antigos ou recentes.

Tradição

Quase me comovi ao ver, ontem, a jornada da Liga respeitar tradições e costumes tão antigos e queridos. Aqueles “15 minutos à Benfica” (repartidos em quatro ou cinco partes), em Setúbal, e aquela “vitória à Porto”, em Coimbra, são por demais evidentes do esforço e competência de (alguns) protagonistas do nosso futebol em manterem as coisas exactamente como estão, já lá vão 30 anos.

sexta-feira, abril 17, 2009

Golão de Grafite

Sim, já foi há mil "anos de internet" (tipo semana passada?). Vejam:


domingo, abril 12, 2009

É preciso ter karma...

SL Benfica 0 - 1 Académica OAF
Liga Sagres 2008/2009

O Benfica voltou a perder em casa para o campeonato. Tal como havia acontecido contra o Guimarães, duas jornadas antes, uma exibição convincente não chegou para marcar, sequer, um golo.

A Académica soube aguentar a vantagem, se bem que só não se deixou empatar pela falta de pontaria dos jogadores do Benfica aliada à incompreensível imaginação do árbitro do encontro. Ele foi o David Luiz isolado (duas vezes), o Aimar e o Cardozo a jogarem ao poste, o Peskovic "on-fire"... para acabar em beleza, o árbitro parou um lance de golo do Benfica (que teria dado em golo, de facto) sem uma legitimidade aparente para ter marcado falta.

Em suma, o Benfica produziu o suficiente para humilhar a Académica e obter uma vitória bem confortável, que permitisse alimentar o sonho do acesso à Champions. Ao contrário do que acontece em jogos como o da Amadora, na semana passada, em que se joga mal e há bons motivos para procurar fazer a habitual crucificação do treinador, desta vez prefiro culpar os protagonistas dos lances que já listei.

Acontece que, na Amadora, o Benfica venceu e ontem perdeu. Não importa como se jogou, os adeptos irão mostrar os seus lenços no final do jogo, espetando novo prego no caixão da força anímica dos jogadores, de si já suficientemente massacrada pela falta de apoio durante o jogo - quando o apoio pode fazer a diferença. O adepto que mostra o lenço depois de um jogo como o de ontem é míope e não sabe o que é o futebol. O adepto que leva um lençol para a Catedral, no fundo, deseja que a equipa se afunde para fazer o seu número de stand-up. Com amigos assim...

Não é o fim do mundo; Quique tem de continuar a trabalhar e a treinar o Benfica para que o seu contrato seja cumprido. Porque foi assim que foi planeado. Foi assim que se delineou uma estratégia para alcançar a vitória. De forma ponderada. Nova revolução no futebol do Benfica seria de uma falta de inteligência atroz.

sexta-feira, abril 03, 2009

A "caixa de Pandora"

O castigo aplicado a Lisandro, curiosamente previsto pela lei, abre um precedente polémico: de agora em diante, os jogadores que fizerem batota serão punidos.

Nada será como dantes, de facto...

PS: a conferência de imprensa do Jesualdo Ferreira a justificar a simulação do argentino foi hilariante, de ridícula. Vai enganar outro, ó meu!

quinta-feira, abril 02, 2009

Censurem-me à vontade

Sou uma pessoa que tem grande facilidade em "deixar passar" as pequenas coisas que, em dados períodos de tempo, me enervaram "à grande". Daí conseguir viver tão bem comigo próprio e com aqueles que me rodeiam.

Tendo dito isto, gostava de dizer que gosto do trabalho que o senhor Carlos Queirós está a realizar, e da forma como a Selecção de Portugal está a jogar. Quero que a barba se dane, que as apreciações ao seu discurso e postura vão para as urtigas - interessa-me o que vejo em campo. A equipa está em renovação (uma renovação com recursos humanos bem diferentes daqueles de 2006, por exemplo), e está no caminho certo.

Se gostava de ver o Prof. a treinar o Benfica? Mas o que é que isso interessa, agora?

sexta-feira, março 27, 2009

Alfredo Farinha: 1925-2009



Morreu um dos mais emblemáticos jornalistas portugueses. Na lucidez da sua velhice, tantas vezes troçada pelo boçal Serrão nos "Donos da Bola", avisou acerca da embrulhada em que os clubes se iriam meter com o falso oásis que seriam as SAD. Hoje é o que se sabe.

Que a sua alma descanse em paz.

quinta-feira, março 26, 2009

Já está...

Todas as escutas 16 Abril 2004
Hora: 10.56
Intervenientes: António Araújo e Augusto Duarte
(cumprimentos iniciais)...
António Araújo (AA) - Olhe, logo à..., precisava, logo à noite, de jantarmos,queria que o amigo jantasse aqui por estas zonas, porque eu tinha aqui, tinha aqui uma obra para ser vista...
Augusto Duarte (AD) - Hum... Hum..
AA - ... e eu precisava, porque... vem o...
AD - O engenheiro para ver isso?
AA - Exactamente, não é?
AD - Pois, mas é que eu logo à noite eu tenho o curso de árbitros, meu querido...!
AA - Logo?
AD - Logo, exactamente. Não tenho hipótese nenhuma...!
AA - E então e amanhã, e amanhã?
AD - Amanhã joga o meu “Braguinha” em casa com o Benfica...” Tem que se levar a mulher
ao futebol...!
AA - Pois é...
AD - Ó meu querido, tenho que levar a mulher ao futebol, senão...
AA - Ah, pois é, pois é, pois é...!
AD - ... senão ela despede-me!
AA - E então, mas é que o senhor engenheiro, o senhor engenheiro máximo...
AD - Hum, hum...
AA - ... faz questão de coisa, porque não sei quê, porque... e...
AD - Pois. Hum, hum...
AA - Hã?
AD - Como é que vamos fazer isso?
AA - Não tem nada a ver, não tem nada a ver com..., com o dois. É o número um, não é... ?
AD - Pois, exactamente.
AA - Que é o... que é o gerente de caixa, não é...?
AD - O gerente de caixa, exactamente. Não sei como é que nós vamos fazer isso então, meu querido... É que eu logo não tenho hipótese nenhuma porque tenho o curso de árbitros e agora estamos quase na fase de exame, de hoje a oito, não é?
AA - Exacto...
AD - Portanto, não posso, não posso, de maneira alguma... estar. Amanhã, prometi à mulher que a levava à bola, portanto... Como é que, estamos a ficar apertados...!
AA - Pois é! Pois é!
AD - Pois é!
...(conversa sem interesse para os
autos em investigação)...
AA - E o almoço?
AD - O almoço é capaz de dar, mas o almoço não, não assim muito para o clarão?
AA - Não, porque depois nós vamos ver uma casa...!
AD - Ah, está bem! Está bem! Podemos então combinar isso...! Para o almoço?
AA - Nós vamos ver a casa, vamos ver a casa, a ver se...
AD - Ai vamos, aproveitamos e vemos... Também é mais de dia, consegue-se ver melhor...!
AA - Pois, exactamente, vamos ver a casa...!
AD - Está bem. Está bem. Podemos combinar isso para o almoço...!
AA - E eu agora, agora eu, eu não posso almoçar com um amigo?
AD - Ah, então, pode e deve! Até, você tem, tem que almoçar comigo, que temos que ver aquele negócio, senão nunca mais resolvemos aquele problema!
AA - Exactamente!
AD - Olhe, eu estou a ficar é sem bateria.
AA - Pronto...
AD - Se entretanto for a baixo, liga-me para o outro, que eu estou no outro!
AA - Exactamente! Então fica marcado..., então eu amanhã, eu..., a gente vai-se encontrar a quê? Meio dia, meia hora, uma hora...?
AA - É isso, uma hora!
AD - Ok amiguinho! Aqui, aqui, nesta zona daqui. Eu falo, então. Está combinado!
AA - Está bem. Está combinado, então...!
(cumprimentos finais).

Hora: 14.37
Intervenientes: António Araújo e Pinto da Costa
(cumprimentos iniciais)...
António Araújo (AA) - Olhe, o... o “intendente” tem, tem que..., portanto, tem a responsabilidade de..., lá da vida dele de curso...
Pinto da Costa (PC) - Serviço, sim...
AA - ... e..., portanto, ficou amanhã, ele vem, vem almoçar comigo e depois então a gente encontra-se.
PC - Está bem. Está combinado.
AA - Está certo para o senhor?
PC - Está sim senhor.
(cumprimentos finais).

Hora: 17.09
Intervenientes: António Araújo e Pinto da Costa
(cumprimentos iniciais)...
António Araújo (AA) - Ó senhor presidente! Dava para logo, dava... A pessoa, estive a falar com a pessoa novamente... Ele ligou-me agora, e ele...
Pinto da Costa (PC) - Sim, sim...
AA - ... Já dava para logo à noite.
PC - A que horas?
AA - Portanto, eu dez horas para,para as dez e meia, eu estava lá, como, como ontem ficou combinado.
PC - O senhor liga-me antes
AA - Exactamente.
PC - Está combinado.
(cumprimentos finais).

Hora: 21.43
Intervenientes: António Araújo e Augusto Duarte
Augusto Duarte (AD) - Estou?
António Araújo (AA) - Então amiguinho?
AD - Estou a chegar...
AA - Portanto, você já está a chegar aqui na cidade, não é?
AD - Exactamente.
AA - Pronto... e então, eu... eu daqui por um bocado já estou na, na cidade mesmo, está bem?
AD - Está bem, está.
AA - É o tempo de eu sair daqui e estar lá, não é?
AD - Está bem, está. Até já, então.
AA - Está amiguinho? Até já.
AD - Até já.

Hora: 22.18
Intervenientes: António Araújo e Pinto da Costa
Pinto da Costa (PC) - Estou.
António Araújo (AA) - Estou presidente?
PC - Sim...
AA - Tudo bem?
PC - Como está?
AA - Olhe! Eu virei aqui, eu virei aqui, portanto, para a zona da Madalena, não é?
PC - Sim.
AA - E agora, eu viro depois aonde? Que eu vim só no dia do seu aniversário...
PC - O senhor virou onde diz “Madalena”, não é?
AA - Exacto.

PC - E agora vem em frente, ...
AA - Certo.
PC - Vem, vem em frente e... sobe um bocadinho, não é?
AA - Sim...
PC - Sobe um bocadinho e o senhor vira à esquerda.
AA - Certo.
PC - Está a virar?
AA - Sim, sim...
PC - E depois vira à direita.
AA - Certo.
PC - E agora vem sempre por aí abaixo...
AA - Hum... Espere aí, então. Espere aí... Tem alguma, alguma tabuleta em especial, não?
PC - Não. Vem, vem sempre por..., em frente, por aí abaixo.
AA - ... Pela nossa direita, não é?
PC - Sim, o senhor vire pela direita, portanto, tem uma tabuleta que diz Porto, não sei quê, para esquerda...
AA - Hum, hum...
PC - ... e o senhor vira à direita, vem à..., continua em frente pela direita sempre a descer.
AA - Certo.
PC - Pronto, agora vai descendo...
AA - ...Espere aí. É que eu já tinha caminhado um bocado... Pronto, eu estou aqui, cheguei nesta rotunda.
PC - Qual rotunda?
AA - Eu... Tem a... que diz assim: Porto...
PC - Porto. Pronto. O senhor aí vem para baixo. Em vez de ir para o Porto, vem para baixo.
AA - Pronto, venho para baixo. Tem... E depois não tem uma rotunda, que até tem umas flores no meio?
PC - E o senhor vem sempre em frente para baixo...
AA - Venho sempre em frente. Continuo sempre em frente.
PC - Sempre em frente. Dá meia volta à rotunda e vem por aí abaixo.
AA - Certo. Vou à zona da Madalena, não é?
(ndr: as indicações continuam por largos minutos, apesar de Pinto da Costa ter dito em tribunal que desconhecia que iria ser alvo de uma visita)...
AA - Exactamente. À minha esquerda é o “Clube da Madalena”.
PC - E o senhor vem, vem aí e vai chegar à frente.
AA - É sentido proibido, tenho que virar à direita.
PC - À direita. É uma rua larga, estão aí muitos gajos aí parados e encostados,...
AA - É, parece que é “para a viola”...
PC - É “para a viola” e o senhor vem em frente.
AA - Exactamente.
PC - E nessa rua larga, vira à esquerda.
AA - Aqui já estou eu.
PC - Vira à esquerda.
AA - Já estou eu na, na esquerda
PC - E no fundo, vira à esquerda.
AA - Outra vez na esquerda.
PC - Outra vez na esquerda. E depois vai em frente...
AA - Já vou.
PC - ... e no fundo dessa rua tem uma (imperceptível) que diz praia...
AA - Exactamente.
PC - ... e o senhor vira à esquerda.
AA - Viro à esquerda. Aqui vou eu.
PC - E cem metros à frente..., o senhor vira à direita e é nessa rua, na casa que está iluminada.
AA - Ok. Isso já, já, já estou! Já estou a ver!
PC - Já está...

Ele vive

quarta-feira, março 25, 2009

Ia jurar...

...que esta não foi a primeira taça ganha com o contributo de um erro de arbitragem...

Amainem lá, leõezinhos.... há gente com memória...

Em defesa do Sporting

Correndo o risco de postar uma mensagem auto-flageladora, gostava de perguntar às pessoas que dizem que o Sporting é incoerente por não ser tão espalhafatoso a clamar por verdade desportiva quando é beneficiado pela arbitragem, se já viram alguma manifestação de pessoas agradecendo a governantes um qualquer pacote de medidas pró-emprego com a mesma pujança com que reclamam contra (as medidas dos?) políticos?

A pergunta é longa, mas sei que não escrevo para iletrados.

terça-feira, março 24, 2009

Sílvio Cervan



Há quantos anos é que o Benfica não estava tão bem representado num "show de bola" sem bola? Não sei precisar, mas respondo: desde que a Leonor Pinhão deixou de representar o Benfica nos "Donos da Bola".

Admito que detestava o estilo de Cervan enquanto deputado do PP, mas, para "O Dia Seguinte", a pinta é a ideal. Dias Ferreira e Guilherme Aguiar, velhos aliados, bem que tentam, mas Cervan não dá abébias: concorda quando estes têm razão, ou quando os factos são por demais evidentes (qualidade básica que os outros dois marretas já evidenciaram não possuir em diversas ocasiões), e mete o dedo na ferida quando a dupla bacoca tenta contornar o que é factual.

Um exemplo que me vem à cabeça ocorreu ontem, quando Dias Ferreira procurou apontar que durante todos os penaltis tinha havido movimentação irregular por parte dos guarda-redes. No entanto, o velhadas só dizia "olha ali, um passo à frente", tentando roubar mérito a Quim. Quando Tiago também avança, calava-se. Não faz mal, Cervan também lembrava "olha, passo à frente". No fim, o benfiquista ainda procurou dissipar as dúvidas: "então, mas estava a referir-se a todos os penaltis [depois de se verificar que Tiago também prevaricara, mas com muito menos eficácia e talento], ou só aos de Quim?". A resposta? Silêncio.

Quanto a Aguiar, recorre-se ao levantar do tom de voz, como animal que rosna mais alto para provocar medo, mas o aumentar de volume não lhe aumenta a razão dos seus argumentos (?).

Uma delícia.