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terça-feira, junho 06, 2006

666. Ou a maldição minhota

Afinal o tal desígnio demoníaco desta madrugada – anunciado sob as seis horas seis minutos e seis segundos, a seis de Junho (seis) de 2006, cobriu de negro apenas a cidade de Barcelos – e o seu maior emblema desportivo.

Os fantasmas levantaram-se da terra e decretaram a despromoção do Gil Vicente para a Liga de Honra, em troca com o Belenenses – protegido da maré das trevas por uma providencial Cruz de Cristo. (este post perde, por isso, sentido!)

A conclusão da história, que ainda contará, certamente, com recurso gilista, até é prejudicial para a minha Académica (que lá terá de aturar os pastéis, sempre duros de roer), mas não me deixa de causar satisfação.

É bom constatar que, afinal, no espaço de uma vintena de anos, o país do futebol conquistou a maturidade que um dia faltou para que os regulamentos fossem cumpridos, tal como deve acontecer sempre.

N’Dinga(s) nunca mais!

segunda-feira, junho 05, 2006

Holanda: talento de décadas

Ontem à noite, passou na televisão um programa sobre a presença da Holanda nos campeonatos do mundo de futebol, com destaque, como não poderia deixar de ser, para o grupo liderado por Johan Cruyff – em 1974 e 1978.

À tarde, a “laranjinha mecânica” batia a Ucrânia e sagrava-se, pela primeira vez, campeã europeia de sub-21. Em poucas horas, cheguei a três conclusões (minhas, como é óbvio):

1. – Disputar um Europeu de futebol em casa não compensa. Os ucranianos encarnaram o papel de anfitriões e foi o que se viu;

2. – Klaas Jan Huntelaar – o jovem que marcou 33 golos em 31 jogos no campeonato da Holanda – é um craque. Não aceitou ingressar no FC Porto de Co Adriaanse, ainda no início desta época, e ainda bem;

3. – O futebol sobrevive com um erro histórico, ao não atribuir, nem que fosse com uma “mãozinha de Deus”, um título mundial à Holanda – já que a “laranja mecânica” (a própria), era bem melhor que qualquer Alemanha de 1974 ou Argentina de 1978. Não podendo estar lá Cruyff, terá de se arranjar uma outra referência já para este ano: o meu favorito é Arjen Robben.

Portugal já está na Alemanha

O futebol não é apenas um jogo de 11 contra 11. Se alguém tem dúvidas, basta ver as impressionantes imagens da recepção à selecção portuguesa em Marienfeld (na Alemanha).

Apesar de haver opiniões divergentes em relação a este grupo, temos de admitir que foi um episódio bonito. Só espero, no final da competição, não desejar que tivesse sido esta comitiva a ter sido recebida, em apoteose, na ex-colónia portuguesa de Timor-Leste (outra chegada que nos enche de orgulho). E ainda dizer algo como "até os militares da GNR faziam melhor figura".

domingo, junho 04, 2006

Mas alguém discorda?

"Felipão tem de cabeça a curta lista de desafetos:

Um diz que é cineasta [o Vasconcelos do Benfica]. O outro, o pai dele foi um grande escritor O pai, né, porque [a mãe, idiota... Sophia de Mello Breynner; filho Miguel Sousa Tavares].ele é uma bosta. Um terceiro ganhou uma herança do tio e ficou rico [Rui Santos, donzela ferida d'A Bola]. E tem uma mulher famosa aqui que diz que é a Marília Gabriela de Portugal [Jorge Gabriel, o Asno que sonha treinar o Sporting]. Só. Não entendem nada. Me criticaram porque coloquei a seleção a treinar num clima de 27ºC. Nós treinamos às cinco e meia da tarde, aí está uns 23. Quando formos jogar na Alemanha, com 15 graus, os jogadores vão estar voando."

- Scolari, na mouche.

sexta-feira, junho 02, 2006

What the fuck?

"Os adeptos dos clubes de futebol, ignorando o que são os verdadeiros contornos de uma indústria em decadência, a qual vai resistindo aos inúmeros escândalos que vão rebentar com ela a prazo se não for colocado um travão (os dinheiros do futebol deixaram de ser insuficientes para alimentar uma máquina megalómana, que paga a peso de ouro, muito acima do razoável, jogadores, treinadores, dirigentes e comissionistas das mais variadas espécies, e é por isso que, através de outros dinheiros, continuamos a assistir a contratações multimilionárias, um verdadeiro atentado à lógica de sobrevivência fomentada pelo próprio capitalismo em todo o globo terráqueo), os adeptos dos clubes de futebol, dizia, lá vão rejubilando de contentamento quando, como foi o caso do Benfica esta semana, uma das suas antigas vedetas, Rui Costa, entretanto transformado em emigrante, por razões óbvias de mercado, regressa a casa mai-la sua trouxazinha e uma lágrima ao canto do olho para, aos 34 anos, com o seu nome, prestígio acumulado e a disponibilidade física e mental que um jogador em fim de carreira pode exteriorizar, ajudar o seu clube do coração a consumar aquilo que parece aos olhos da ‘nação encarnada’ um processo de devolução do Benfica aos benfiquistas, se é possível entender assim as recentes chegadas do treinador Fernando Santos e do jogador Rui Costa à Luz."
- Rui Santos, o novo Saramago.
Sintacticamente falando.

quinta-feira, junho 01, 2006

O Euro 2006 e Ricardo Quaresma

A actuação dos nossos sub-21, num campeonato à partida ganho, continua bem presente na memória colectiva dos adeptos portugueses.

Tanto, que hoje disputam-se as meias-finais da competição – Holanda-França (17H15) e Ucrânia-Sérvia e Montenegro (19H45) – mas ninguém, nem sequer o jornalismo especializado, faz grande alarido com o assunto. O que se quer agora, em tempos de frustração, é dar e vender uma boa entrevista com o novo timoneiro benfiquista – para alegria (praticamente) geral.

O que vale, para não deixar cair os erros em saco roto, é que vão sempre surgindo os "inteligentes", género Ricardo Quaresma, com declarações que, analisando a fundo – isto é, sem esquecer o que foi a prova –, abrem sempre um capítulo para mais uma ou outra troca de argumentos.


O melhor jogador do último campeonato português – a par de Pepe, Lucho Gonzalez e de outros que não entram para esta história (“azul-e-branca”) – considera que “há jogadores [colegas] que se calhar não estavam preparados para o Europeu”. Uma entrevista que não deixa de causar espanto, uma vez que, e tendo em conta as esperanças em si depositadas, não me recordo, assim de repente, de ninguém tão pouco inspirado – simplesmente em dias menos bons ou com a cabeça noutro lado – do que o próprio Quaresma.

E já agora: o melhor é não destilar demasiadas críticas a outros campeonatos, mesmo que correctas – como até é o caso. Há-de sempre aparecer alguém a criticar, identificando uma “dor num sítio qualquer…”. E a justiça tarda, mas não falha! (ok, só às vezes – mas eu ainda sou um optimista)

Shevchenko no Chelsea


A partir de hoje, com ou sem José Mourinho, como é possível alguém não gostar do Chelsea? *

Petr Cech;
Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, John Terry e ?;
Makelele, Franck Lampard e Michael Ballack;
Joe Cole e Arjen Robben;
Shevchenko.

* e "roubar-lhe" um título, numa prova de regularidade?

quarta-feira, maio 31, 2006

Private post

O projecto europeu de Manuel Machado em Coimbra esbarra num Medeiros que, além de ter agredido, selvaticamente, um jogador academista [o “capitão Paulo Adriano] na última visita à cidade, somou a notável marca de oito jogos na edição 2005/2006 da Liga portuguesa.

Foram 590 minutos, que, e além do cartão vermelho de Coimbra, lhe valeram a amostragem de mais três cartões amarelos.


Então vamos ver se entendi: a Académica quer discutir por um lugar europeu, recorrendo a um reservista de uma equipa que desceu à Liga de Honra. E que, para lá dos oito jogos que fez no ano passado, actuou por mais 37 vezes em quatro (!) anos de Guimarães. E o técnico da Briosa, que, ao que parece, tanto gosta dele, utilizou o rapaz (já com 29 anos), apenas por 12 vezes, na época 2004/2005, em detrimento de atletas como Paulo Turra e Cléber.

Há aqui qualquer coisa que não bate certo– talvez a política desportiva conimbricense, não sei. Ou será que vamos albergar todo os “infiltrados”?
(como gostam de chamar ao academista Dário os homens lá de cima)

Scolari: algum mérito

Se é possível encontrar algum mérito – sem contestações de maior – no trabalho de Luiz Felipe Scolari ao serviço da selecção portuguesa, esse, passa, essencialmente, pela capacidade em ligar a equipa ao resto do país.

Após décadas de afastamento, visível ao longo de uma série de campanhas falhadas, mas também no apoio efectuado junto do grupo de Humberto Coelho – que, na tarefa mais difícil dos últimos anos, bateu o pé à França campeã do mundo, na meia-final do Euro’ 2000 –, os adeptos uniram-se em redor de um grupo que, mesmo não sendo consensual, ninguém quer ver perder.

A felicidade em receber uma competição como foi o último Europeu, onde os nervos andaram sempre ali, à flor da pele, permitiu arrancar com uma cultura de identificação nacional, sustentada no fenómeno desportivo – algo raro, por cá.
Portugal tornou-se, e tal como já devia acontecer há muito, uma verdadeira bandeira do país.

Ontem, em Évora, a recepção à comitiva de Scolari, na câmara municipal da capital do Alto Alentejo, tornou a merecer destaque, com uma excitação máxima que chegou a roçar, diversas vezes, a histeria colectiva. Ali, não só para as crianças, mas também para muitos adultos, estão mais que jogadores de futebol. E essa mística é indispensável – se é que queremos ser mais que uma equipa de bons rapazes, já neste Mundial da Alemanha.

terça-feira, maio 30, 2006

Bases para Saltillo(s)

É devido aquelas notícias, que entram pela porta das casas das pessoas adentro, que o tal jornal, que todos criticam, mas que ninguém passa sem saber qual é a manchete do dia, não pode, infelizmente, ser apenas o rosto do combate pela liberdade e protecção das “fontes” no jornalismo português.

É também o veículo que manipula as mentes mais fracas, que destrói ilusões ou sonhos, quase sempre sem necessidade.

Ontem (dia 29), descobriu, em primeira mão, as causas da derrota - ou más exibições individuais – no Mundial da Alemanha.

Os jovens foram divertir-se na folga, sábado à noite. Eu também, ontem à noite. Eles hoje já trabalham. E eu também. Amanhã eles falham e a manchete de dia 29 vai estar presente, nas conversas de rua e de café. Já eu nunca falho.

P.S.: em 99,9 por cento dos casos, a razão dos nossos erros deveria ser encontrada no valor do adversário. Aliás, com KGB no mercado não há-de ser por aí que se perde com a, b ou c.

segunda-feira, maio 29, 2006

JVP: jogador do Sp. Braga

Já pude explanar, aqui, a admiração que tenho por João Vieira Pinto.

Acredito, que o veterano jogador, perto de completar 34 anos, está no topo da tabela dos grandes futebolistas portugueses das duas últimas décadas, a par de nomes como os de Figo, Rui Costa, Fernando Couto e Paulo Sousa (só para citar alguns).

A opção por permanecer pelo burgo retirou-lhe a visibilidade que um jovem prodígio, de águia ao peito, fez por merecer (sobretudo nas épocas de 1993/1994 e de 1994/1995). Mas não há-de ser por esse facto, por ele ter preferido jogar contra o Gil Vicente (sem desprimor para os minhotos) do que contra o Manchester United – e com menos tilintar de moedas nos bolsos – que o génio de um craque, como foi e é o de JVP, deve, ou pode, ser desvalorizado.

O meu post anterior* descreve bem a minha opinião em relação ao atleta e, por isso, não me irei repetir ou alongar. Como apaixonado do futebol, apenas posso revelar enorme satisfação por este jogador continuar a pisar os relvados portugueses.

Segue-se o Sp. Braga.


* clicka naquele "aqui", da primeira frase.

Troca na baliza

Deus escreve certo por linhas tortas!

Ou o único dizer popular pró-católico adaptável aos tempos que correm (e ao futebol que temos).

O rapaz que justificou a chamada do seleccionador - pelo que fez no campeonato português -afinal sempre vai à Alemanha, depois do infortúnio do guarda-redes dos sub-21, Bruno Vale, lesionado no jogo contra Sérvia e Montegro (0-2, isto correu mesmo mal).

O futebol é assim mesmo e, desta vez, coube a Paulo Santos o tal "prémio carreira" em forma de convocatória (aquele que Kenedy desperdiçou, em 2002).

Mas mais interessante que o desfecho, é sem dúvida o episódio que relata a viagem do jovem guardião do E. Amadora (e FC Porto), do Norte para junto da comitiva reunida em Évora. A ressonâcia magnética realizada numa manhã, não identificou (!) uma fractura num tornozelo - como se isto fosse possível - e, de imediato, os homens do corpo médico federativo deram o rapaz apto para a grande competição de Verão. Chegado ao Alentejo, aquilo que era apenas um toque impeditivo para um jogo no dia seguinte, tornou-se numa lesão grave, para mais de um mês.

Agora, e como eu sou muito criativo, tenho uma teoria: tentaram levar o Bruno Vale lesionado para Alemanha (uma vez que não iria jogar e, por isso, ninguém se aperceberia), camuflando a lesão impeditiva e poupando Luiz Felipe Scolari a uma substituição indesejável. Pinto da Costa fica a saber e não vai na conversa, ameaçando com um género de "ou dizem vocês ou digo eu!". O rapaz é dispensado, já que não é possível esconder a verdade do patrono portista e Paulo Santos, em forma de pedra no sapato, entra nas contas do seleccionador - que remédio.

É só uma teoria ficcionada! Vale apenas isso!

Mais e menos de Portugal sub-21


Mais:
Bruno Vale;
João Moutinho;
Varela;
Adesão do público;
Raul Meireles (o seu último jogo foi muito positivo).

Menos:
Quaresma;
Agostinho Oliveira;
Defesa de Portugal.

sexta-feira, maio 26, 2006

Portugal - 0 Sérvia e Montenegro - 2

Assim que vejo um lote de jogadores deste nível, como o da selecção portuguesa de sub-21, perder de maneira tão clara, gosto sempre de reafirmar que o futebol não se joga apenas com artistas. Não é novidade para ninguém, mas não custa sublinhar.

Esta geração – com nomes como João Moutinho, Manuel Fernandes, Ricardo Quaresma e Nani – dificilmente não constituirá, num futuro já próximo, e com uma ajuda de um Tiago ou de um Cristiano Ronaldo, uma das melhores equipas do mundo. Agora, que esse grupo vai ter um individuo rotulado de “caceteiro” – pelos adversários internos –, disso ninguém duvide.

Dá sempre jeito ter um petit companheiro, para ajudar na sombra. E seja ele quem for, que venha a ser ridicularizado por portistas e sportinguistas.

P.S.: E já agora, Portugal perdeu com um país que já não existe (o que seria mau) ou só perdeu porque jogou contra dois países (e isto não deveria ser ilegal)?

quinta-feira, maio 25, 2006

1.º reforço

Estádio da Luz, 20H30.

(enquanto destilam veneno e procuram - por entre roto, velho, trapo, acabado, lento, arrastado - o melhor, ou pior, neste caso, adjectivo para qualificarem o melhor "n.º 10" da história do futebol português, seria uma boa ideia começarem por arranjar alguns relvados deste país, normalmente em condições precárias para receber jogadores deste gabarito).




Euro 2006: balanço negativo

A 1.ª ronda do Campeonato Europeu de sub-21 terminou ontem e, para desilusão, ficou longe de se revelar benéfica para o nosso futebol.

1. Se é que ainda não se sabia, passou-se a ter a certeza, que Portugal não tem “estofo” para este tipo de coisas, ou, melhor, para vencer este tipo de coisas. Se esta característica se revela até nos mais velhos – na forma de derrotas caseiras com a Grécia –, mais fácil se torna olhar para os miúdos, alguns pouco habituados à alta-roda, num esforço inglório de contrariar o destino.

2. Nem sequer me dei ao trabalho de os contar, mas, pelo que me tem chegado aos ouvidos, numa ou noutra notícia, tenho reparado que não é caso raro haver quem ande, por estes dias, a fazer o “aquecimento” para a grande competição do Verão.
Uns podem, outros não! As explicações dos responsáveis lusos ficam para qualquer dia – aguarda-se que não surjam no rescaldo do jogo com Angola.

3. Os estádios ainda não encheram (nem no jogo Portugal-França, onde havia clareiras do lado da central onde está a imprensa). Os responsáveis federativos andaram para aí a assustar a malta e a corrida às bilheteiras resume-se, para já, e com relativo entusiasmo, aos jogos das selecções da casa: Portugal e Ucrânia.

4. A TVI, televisão que, como todas as outras, promove o serviço público, resolveu dispensar meios (financeiros) para assegurar os direitos para a transmissão da prova. Claro que, à partida, poucos ficaram felizes, uma vez que, agora, além de termos de aturar os (maus) comentários na Liga portuguesa, ainda tínhamos de suportar a incompetência numa grande competição. Mas até aqui tudo bem. O real problema é quando, entusiasmado, dirijo-me ao aparelho mais próximo para ver o jogo de abertura do campeonato e deparo-me com… “Morangos com Açúcar”. Vejo Portugal, espero um dia e… “Morangos com Açúcar”.
Resumindo: Portugal e, suponho, meias-finais e final. Pobre cobertura!

quarta-feira, maio 24, 2006

É preciso muito azar!

TRINIDADE E TOBAGO: Russel Latapy

O imaginário academista, dos tempos da "travessia no deserto", reuniu incontáveis personagens, uma das quais Russel Latapy. Ele está de "volta", para o Mundial.

Ninguém poderia imaginar que, tantos anos depois, os adeptos de Coimbra (e do país), ainda fossem ter a oportunidade de vibrar com a alegria contagiante, na hora de tocar no esférico, de Russel Latapy. Aquele rapaz pequeno e franzino (de um 1,70 metros) que, um dia, vestiu a camisola da Académica está de volta, não à cidade – que se tornou demasiado pequena para tanto futebol –, mas no Campeonato do Mundo da Alemanha, onde vai vestir, aos 38 anos (que fazem dele o jogador mais velho da competição), a camisola da selecção de Trinidade e Tobago.

Tal como acontece com os reais "craques", Latapy tornou-se imortal, nas memórias de adeptos que guardaram o seu nome numa galeria recheada de "gigantes" da bola e apenas, aos poucos, perderam a esperança de o ver de regresso. Passaram anos e mais anos. Até que, finalmente, o "cheiro" daquele futebol se torna, outra vez, acessível.


Depois da "aventura" conimbricense – sempre pela divisão secundária -, o "cérebro" ofensivo seguiu mais para Norte, onde representou o FC Porto (1994 a 1996) e o Boavista (1996 a 1998). Nas Antas viveu momentos de glória, como a consagração como bi-campeão , e de tragédia, caso daquele penálti falhado, numa eliminatória europeia com a Sampdoria, que significou a eliminação portista da prova.

De "xadrez" ao peito, Latapy somou mais glórias (como uma Taça de Portugal, em 1996/1997) e admiradores, até abandonar, de vez, o território nacional. O médio, oriundo de uma desconhecida Laventille, era, agora, um homem e sentia-se preparado para descansar, nos derradeiros anos da carreira, no modesto Hibernian (da Escócia).


Mas quem lhe mandou não saber jogar mal, ao ponto do colosso - sobretudo, de carteira -, Glasgow Rangers o convocar, mais uma vez, para a alta roda do futebol europeu. Os adeptos do país das Terras Altas renderam-se e, na entrada para a reforma, ainda passou por Dundee United e Falkirk (onde, actualmente, acumula os cargos de treinador e de jogador).

Descansado, jamais deixou de servir a nação que o viu nascer. Quando já poucos acreditavam, talvez nem mesmo ele, Russel Latapy recebeu o mais valioso (e justo) prémio de carreira, com o apuramento do seu país para um Mundial de futebol. A veterania no mundo da bola não é factor de desconfiança, muito menos quando a qualidade está lá. Por isso, nem passou pela cabeça do seleccionador Leo Beenhakker abdicar do "craque" na hora da convocatória. Ao lado do mediático Dwight Yorke, Latapy vai marcar presença onde todos querem estar.

Desta vez, de vermelho e... preto. Para matar saudades.

Jogada de antecipação

Durante a época 2006/07, Ivanildo vai lesionar-se ou estar incapaz de jogar durante dois jogos do campeonato.
Ambos contra o FCPorto, claro...

terça-feira, maio 23, 2006

Euro 2006: Portugal - 0 França - 1

Portugal perdeu, outra vez, na abertura da Eurofesta nacional.

A desilusão não é exclusiva dos mais velhos e, por isso, os rapazes decidiram repartir as tristezas das estreias pelos portugueses de todas as idades. Desde já, agradeço atenciosamente.

O mister Agostinho Oliveira, que até tem em mãos um grupinho jeitoso, não consegue, dê por onde der, transformar um número de elementos talentosos num colectivo competitivo. Esta noite, conseguimos observar um espectáculo onde, em 90 minutos, apenas através de pontapés para a frente, estilo distrital conimbricense – da mais baixo –, se conseguiu chegar perto da baliza gaulesa.

O meio-campo “morreu” cedo, à hora do intervalo, e, a partir daí, foi fácil aos rapazes de Boloni… perdão, René Girard, meterem num bolso sem fundo os três preciosos pontos.

Agora, levantem a cabeça! Não são assim tão maus, apesar de não serem, também, tão bons quanto dizem. Grande França! (menos porrada e seria o ideal)

P.S.: Se este Europeu se converter numa desilusão, a quem se poderão assacar responsabilidades: ao seleccionador ou ao chefe.

Assim se fez um campeão


Podem tirar o som, a música espanhola é uma merda.

segunda-feira, maio 22, 2006

A real desilusão deste mundial...

...é a não convocatória de Deivid para a selecção das quinas :(
Parecia fácil, hein, cara?
Tudo jóia...

O homem em quem "ninguém" acredita


A análise dos factos consegue ser cruel com um treinador.

Antes de vir para o SL Benfica, Fernando Santos tinha sido o treinador que, apesar de quatro campeonatos consecutivos do FC Porto, ainda conseguiu um quinto. É responsável por esse feito: não ganhou os quatro anteriores, mas conseguiu o quinto. Quantos clubes ganham mais do que cinco campeonatos seguidos? Poucos, quase nenhuns. Entretanto, Sporting e Boavista ganharam os seus títulos, o que não surpreendeu ninguém, dada a rotatividade normal na lista de vencedores, no mundo do futebol português. Fernando Santos seguiu para a Grécia, onde conseguiu fazer muito com pouco, grangeando prestígio e reconhecimento internacional. No Sporting, deixou fugir o título e o segundo lugar nas últimas jornadas, em que perdeu mais jogos do que no resto do campeonato todo, numa altura em que estava francamente limitado de hipóteses para o miolo do terreno.

Hoje, Fernando Santos é treinador do Benfica e a História reescreve-se. O "grego foi lá para fora e quase não ganhou nada (ganhou uma tacita, mas, isso, quem é que não ganha?)", "deu cabo do meu Sporting... aquele jogo contra o Camacho foi um ultraje! e o Genclerbirligi para a UEFA? e o Setúbal da segunda divisão para a Taça? ", "não conseguiu o fácil 'bi-tri' (hexa, para os nortenhos portistas), ou até mesmo um hepta, tão acessível a uma equipa com Drulo, Za, Jardel, etc.!".

Por favor, respeitem o futebol. Já chega. Fernando Santos é um treinador respeitado e que, apesar de não ter sido primeira escolha, será o comandante da nau benfiquista durante os próximos dois anos, de acordo com o seu contrato*. Não precisará certamente de dois ou sete meses para se adaptar ao futebol português e trabalhará com amor ao clube (juntamente com o seu brio e honestidade profissional). Cometerá erros: substituições tardias, pouca rotatividade no plantel, etc. Será contestado. Será ainda mais contestado por ser português. Jamais será o treinador consensual que a nação benfiquista ambicionava - mas esse nunca mais treinará o glorioso.

Boa sorte, Fernando Santos. Pior que o Koeman, será difícil, principalmente nas primeiras jornadas.


*Duvido que sinta um apelo para treinar o clube do seu coração em Espanha, um chamamento da família, que está na terra natal, ou que alguém pague para o levar. Pior, duvido que o despeçam, pois Veiga iria atrás - e a dupla VV é eterna...

Para quem se importa com futebol a toda a largura!

Da Liga de Honra para a 2.ª Divisão descem:
Moreirense, Sp. Covilhã, Barreirense, Marco, Ovarense e Maia.

Da 2.ª Divisão para a Liga de Honra sobem:
Trofense e Olivais e Moscavide

Da 2.ª Divisão para a 3.ª Divisão descem:
Valdevez, Vilaverdense e U. Torcatense (série A); Al. Lordelo, Pedras Rubras e Sanjoanense (série B); Benfica Castelo Branco, U. Coimbra e Oliveira do Hospital (série C) e V.Setúbal B, Silves e Oriental (série D).

Da 3.ª Divisão para a 2.ª Divisão sobem:

Bragança e Maria da Fonte (série A); Vila Meã e Lourosa (série B); U. Lamas e Avança (série C); Eléctrico e Mirandense (série D); Atlético e Machico (série E) e Estrela de Vendas Novas e Messinense (série F).

Da 3.ª Divisão para as distritais descem:
Vinhais, Monção, Valenciano, Correlhã e Valpaço (saérie A); S. Rio Tinto, Padroense, Cinfães e Tarouquense (série B); Cesarense, Estarreja, Fornos Algodres, Marialvas e Arrifanense (série C); Beneditense, Fundão, Vigor da Mocidade e Amiense (série D); Vialonga, F. Benfica, Ouriquense, Vlilafranquense e Tires (série E) e Aljustrelense, Sesimbra, Castrense, Monte Trigo e Farense (série F).

Ah, grande Mirandense!

sábado, maio 20, 2006

Fernando Santos no Benfica

E ao fim de tantos nomes lançados ao ar, que ao longo de semanas induziram em erro a massa adepta benfiquista – incluindo o nosso próprio blog – o escolhido para dirigir o Benfica é o técnico Fenando Santos.

Há vantagens nesta escolha, sobretudo depois de outros candidatos, sobretudo os de maior visibilidade (casos de Carlos Queiroz e Seven-Goran Ericksson), terem já sido alvos das piadinhas adversárias ao longo dos últimos dias. Fernando Santos, esse, saiu incólume.
Vou agora sair de casa, já com o ombros bem esticados, pronto a receber as piadas que, certamente, vão descrever o novo treinador “encarnado” como um derrotado.

Para mim está tudo bem. O homem conhece o futebol português, a cidade e o clube. Não haverá revoluções, apenas contratações cirúrgicas para três/quatro posições e, depois, um colmatar das saídas, caso se confirmem as pretensões de outros com argumentos poderosos (ou caso o “Mundial corra bem aos seis ou sete jogadores do Benfica - o caso australiano ainda não é certo - que lá estarão presentes). Eu estou confiante no trabalho daquele que ainda muitos conhecem como o "Engenheiro do Penta".

P.S.: o Rui Costa rescindiu esta tarde com o AC Milan.

sexta-feira, maio 19, 2006

É galo!

E agora avivem-me a memória.
Quem é que, este ano, desceu da Liga à Liga de Honra?

Um Penafiel, um V. Guimarães, um Rio Ave e...

P.S.: E daqui, das duas uma: ou sai justiça ou o N'Dinga regressa do túmulo.

Carlos Queiroz no Benfica (há quem diga)

Após semanas de espera, há quem coloque as mãos no fogo que Carlos Queiroz, actual técnico-adjunto de Alex Fergunson no Machester United, está a caminho do Estádio da Luz.

O português – um dos mais conceituados treinadores do futebol europeu – será o substituto de Ronald Koeman, tendo até já assinado, ontem à noite, um contrato de dois anos (informação SIC Notícias).

Numa reacção ainda a frio – a notícia saiu na Lusa à meia-hora – só me consigo recordar dos percursos pouco felizes em Alvalade (aquele inesquecível 3-6) e em Madrid (num Real impossível de controlar).

As experiências como técnico principal, a lidar com homens de barba rija, não foram as mais felizes, mas, neste momento, e depois de acumulados tantos anos de carreira (e consequente conhecimento), não me parece que esta seja uma má opção. Talvez um Mourinho agradasse mais aos benfiquistas, mas isso…


Da lista de possíveis técnicos ficaram afastados Sven-Goran Eriksson e José António Camacho. O espanhol até poderá regressar um dia, mas o sueco despediu-se, para sempre, de uma massa adepta que não se esquece dos sucessos de finais de 80, princípios de 90. Esperemos que esta seja a única despedida, um tal retorno que não se concretiza, desta temporada.

quinta-feira, maio 18, 2006

FC Barcelona!


Honra ao vencidos, glória aos campeões.
O FC Barcelona é o novo campeão europeu. Pelo segundo ano consecutivo, há uma reviravolta numa final da 'Champions: fantástico!
Se o Barça ganhou, este ano, contra o Henry... nem quero imaginar como irá ser a meia-final da época que virá, contra o Chelsea, com Henry!

quarta-feira, maio 17, 2006

A quem possa interessar...

Gelson , Danilo e Nuno Piloto renovam pela Académica!

Depois destes jogadores terem passado por meio país e por um quinto da Europa o desfecho foi... a renovação.

E a notícia é: ainda bem que a Briosa já consegue lutar com os milhões dos outros; ou então ninguém os queria e havia por aí amigos jornalistas a promover rapazes sem qualidade.

E já agora! Isto são boas ou más notícias?

Começou... I

Até agora, Rui Costa e Marcelo Carrusca.

terça-feira, maio 16, 2006

Sem surpresas?

A convocatória de Scolari:

"Os 23 de Portugal:

Guarda-redes: Bruno Vale (E. Amadora), Quim (Benfica), Ricardo (Sporting)

Defesas: Fernando Meira (Estugarda), Miguel (Valência), Caneira (Sporting), Nuno Valente (Everton), Paulo Ferreira (Chelsea), Ricardo Carvalho (Chelsea), Ricardo Costa (F.C. Porto)

Médios: Deco (Barcelona), Petit (Benfica), Costinha (sem clube), Hugo Viana (Valência), Maniche (Chelsea), Tiago (Lyon)

Avançados: Cristiano Ronaldo (Manchester United), Hélder Postiga (St. Etienne), Boa Morte (Fulham), Figo (Inter), Nuno Gomes (Benfica), Pauleta (PSG), Simão (Benfica)."

- Ricardo Costa? Porquê? Ricardo Rocha não seria melhor? Em que é que o Costa é melhor que o Rocha?

- Bruno Vale? Então e Paulo Santos?

- Do meio campo, apenas Deco, Petit e Tiago foram titulares dos seus clubes, ao longo da época que agora acabou.

- Quaresma? Em relação à "concorrência" que o extremo poderia ter (considerando que o estilo de jogo que a nossa selecção tem apenas requer a convocatória de quatro extremos), penso que apenas o cigano apenas poderia competir com Boa Morte.
Na cabeça de Scolari terão pesado a importância do campeonato inglês, em comparação com o português, e a experiÊncia de Boa Morte na Selecção.
Scolari não quer queimar etapas a Quaresma, que terá um Europeu sub-21 para brilhar. Estar convocado para ambas as competições seria um disparate... ficamos todos a ganhar.

A partir deste momento, acabaram-se-me as queixas.

Força, jogadores!
Façam o melhor que conseguirem, e que a sorte esteja convosco!

Inteligente.

Até gostava de ver como seria...

segunda-feira, maio 15, 2006

mais um...

Fernando Santos...

FC Porto confirma superioridade

O FC Porto conquistou ontem a sua 13.ª Taça de Portugal – igualou o Sporting, no número de vitórias na prova –, consumando, e tal como se esperava, a 5.ª “dobradinha” do seu historial.

Num ano atípico, bastou ao FC Porto errar menos que os outros para se assumir, sem dificuldades de maior, como a melhor equipa portuguesa do ano.
O técnico Co Adriaanse nunca teve arte para convencer os adeptos, que apenas cessaram com os ataques de fúria à medida que os outros candidatos iam ficando para trás - principalmente o Benfica, transfigurado de fora para dentro. Mesmo não acreditando na versão 2005/2006 do FC Porto – sobretudo no que diz respeito à disposição táctica, que considero ser facilmente ultrapassável – há que concordar que os portistas foram os melhores.

Para o ano há mais!

P.S.: No futebol é preciso sorte e o Adriano, como melhor reforço de "Inverno" do país futebolístico, foi uma ajuda preciosa.

Sá Pinto marca na própria

Sá Pinto volta a calçar uma bota bem apertada ao técnico Paulo Bento –após meses sem pressão, num ano em que ninguém lhe podia exigir o título (sobretudo, dado o mau arranque de José Peseiro) –, que, agora, tem pela frente o seu primeiro verdadeiro desafio.

O homem que trouxe ao Sporting novo fôlego, que se prepara para atacar o título de campeão, está, pela primeira vez, numa posição desconfortável, depois de tomar uma decisão que muito dificilmente reunirá consenso.

Mais que o estatuto do “capitão” leonino, vale a adoração de sócios e adeptos e, com certeza, o apoio de muitos membros da actual direcção. Sá Pinto encenou a despedida, voltou atrás – como se fosse o Sporting a necessitar dele – e afirma, com naturalidade, junto da entidade patronal, a legitimidade de auferir mais uns milhões durante a próxima época.

A verdade é que Sá Pinto já não tem pernas para um “grande”, talvez nem mesmo para alguns dos “pequenos”. Mas insiste! E, assim, até terá perdido a oportunidade de exercer outras funções no "seu" clube de (quase) sempre.

Paulo Bento surpreendeu, apareceu com aquele rosto determinado de sempre, afirmando à frente de câmaras e de microfones que não conta com o jogador. O presidente FSF apoiou o técnico e, se isto não acabar ao murro, é provável que se esteja a colocar, neste episódio, a primeira pedra para o sucesso.

P.S.: Espero que Sá Pinto não se chateie a sério com o homem. Desta vez, não há Rui Águas para ajudar.

sábado, maio 13, 2006

Até agora... 4

- Erickson;
- Zacheroni;
- Camacho;
- Trapatonni...

...and the list goes on!

quinta-feira, maio 11, 2006

O incrível acontece!

O Sevilha ganhou a taça UEFA!
A parte incrível não é essa, uma vez que até o FC Porto já ganhou a versão rasca desta 'UEFA de segunda cuja final o Sporting atingiu, o ano passado.
O incrível, mesmo, foi Luís Fabiano ter contribuido... com um golo!
No futebol, tudo é possível...

quarta-feira, maio 10, 2006

Mentalidades... a mudar

Quando o Benfica foi campeão, houve uma tentativa de enfraquecer um dos campeonatos mais renhidos das últimas décadas. Que foi o FC Porto que perdeu muitos pontos em casa, diziam as mentes mais atrasadas... como se o FCP fosse campeão por defeito (podem ler com duplo sentido, se quiserem...), e que terá dado uma "abébia" aos de Lisboa. Sim, os azuis dos três treinadores numa época, que perderam uma data de pontos em casa.

Pensando assim, este campeonato foi uma merda e o Benfica terá dado uma abébia ao clube regional mais a norte. Ridículo, não? Memórias curtas. Menos leite, nesse café, talvez ajude a refrescar esses neurónios...

Benfica 2005/2006 (em BD)


Em Portugal, nada de novo...

- O FC Porto "tira" o lugar a dez titulares para abrir caminho aos vizinhos. Valente atitude, não? Siga...;

- O mesmo FC Porto que beneficiou das verdadeiras fraudes que foram as lesões de Nuno Valente ou Bruno Vale (que vergonha!), ou das fictícias opções tácticas que foram as exclusões de Maciel e Marco Aurélio, por parte dos treinadores do Leiria e do Belenenses, respectivamente;

- Belenenses que desceu. Atirado para a "segunda" por um homem com experiência na matéria - Couceiro. O génio que quebrou a longa série de jogos seguidos de Marco Aurélio para ajudar o clube que havia treinado meses antes. Sem glória nem mérito, uma vez mais. Luis Campas? Qual quê, o Couceiro é que está a dar;

- O Guimarães desce, depois de ter prometido a Europa quando se encontrava duas vezes na zona de despromoção - a primeira, antes do campeonato começar, a segunda, já pela segunda volta "adentro". Só espero que o outro senhor não tenha comprado as sapatilhas para ir a Fátima;

- Entretanto, estende-se o tapete ao benfiquista Pimenta Machado, que mais fez pelo clube que este presidente, que se viu livre do outro Machado (o tal benfiquista que colocou o Nacional "do campeonato do Sporting" na Europa. Último dos primeiros, primeiro dos últimos... um criativo, este Rui Alves...);

- Koeman decide inventar uma vez mais. O Benfica perde e fica em terceiro lugar, pela primeira vez em três anos. Lá começará a época dos vermelhos bem mais cedo que a de todos os outros. Para o melhor e para o pior - o que vale é que esta nova terá somente 30 jornadas...;

- o holandês já teria a cabeça no "p.s.uvê". Deixa noites europeias de glória - impensáveis, há anos atrás. Ajudou o clube a encher os bolsos com golos de belo efeito - os únicos campeões com quem o Benfica jogou foram o Barcelona (de Espanha) e o Liverpool (da Europa). Mérito de Koeman, mas também de Veiga e Vieira, que conseguiram "vender" o homem que marcou mais de 130 golos ao longo da sua carreira como "central". Impensável, há uns anos atrás - a parte da venda de um treinador dos vermelhos. Terá dado para pagar a borrada que foi Moretto?

- Outra vez Koeman: faz mais pontos que Trapattoni e fica em terceiro. É obra;

- Na segunda divisão, um jogo entre serranos e algarvios empata a 5 (!). Há um lance que evitaria a despromoção dos da Covilhã, mas que o árbitro DA REGIÃO PORTUGUESA ABAIXO DO ALENTEJO decidiu anular. Que beleza, tudo jóia...;

- Paulo Bento renova. Carlos Martins deverá abandonar o clube para o qual o presidente recém eleito projectou "a manutenção dos jovens valores saídos da Academia". O mesmo presidente que dá a "palavra de honra", para depois "mudar de opinião". Como deverá mudar Sá Pinto, que deverá acabar a sua época novamente expulso... ou lesionado, pois claro;

- Douala quer sair. No entanto, Peseiro ainda não tem clube. Haja esperança, Roudolph...

E mais, muito mais. Assista-se, agora, à dança de treinadores do Benfica, que substitui a novela que foi "a contratação do novo ponta-de-lança do Benfica", do ano passado. "Aí vem ele, Tom Tom Tom Tomasson"...

PS: será que Koeman se riu das facilidades com que o Benfica consentiu os golos frente ao Paços? Eu sei que não.

terça-feira, maio 09, 2006

Força Belém

Não sou de lamentar desgraças alheias, para mais quando tudo é tão mal pensado que o desfecho trágico se torna justo.

No entanto, a despromoção do Belenenses, clube que, normalmente, recolhe simpatias unânimes, não deixa de manchar a história recente do futebol nacional. O primeiro que se atreveu a combater o domínio dos “grandes”, ainda na década de 40, e que revelou ao país nomes enormes de craques inesquecíveis – Matateu é daqueles mitos que tenho pena de não ter podido presenciar – deixa um espaço vazio, que nunca poderá ser ocupado por qualquer Naval, Gil Vicente, P. Ferreira, E. Amadora, Beira-Mar ou Desp. Aves.
Claro que, todas estas equipas, não são culpadas dos erros contrários, nem poderiam abrir caminho ao estatuto, prejudicando-se a si mesmas – isto é que seria fair-play, ah!?.

As gentes (correctas) de Belém, a história deste emblema, merecem um regresso rápido à alta-roda do desporto-rei português. Para o ano, também sou “azul”.

P.S.:
Marco Aurélio;
Amaral, Péle, Rolando, Rui Jorge;
Ruben Amorim, Sandro Gaúcho (Rui Ferreira);
Paulo Sérgio, Zé Pedro, Silas;
Meyong.
(como é possível descer com esta equipa?)

Memórias curtas

As coisas andam realmente confusas, para os lados do berço da nação. Se já não bastava ter de viajar até Portimão na próxima época, ainda anda por lá um grupo de associados a querer perpetuar a permanência minhota no escalão secundário.

Memórias curtas!

O que vale é que, no campeonato que aí vem, já não descem seis equipas – como aconteceu este ano. Senão, ainda se arriscavam a chorar mais uma vez e a terem de visitar um Trofense ou um Dragões Sandinenses (clubes que muito respeito).

E termina aqui o capítulo “Guimarães” – isto, para ninguém me acusar de estar a ficar obcecado. Até qualquer dia!
(nunca mais seria preferível; mas dificilmente possível)

segunda-feira, maio 08, 2006

Finalmente, a justiça chegou!

Nos finais da década de 80 roubaram-nos o lugar, ilicitamente, num caso de comprovada corrupção – que ficou conhecido como N’Dinga, após uma inscrição pela porta do cavalo do ex-jogador vimaranense – que, um dia, foi apelidado por um dos altos dirigentes desportivos do burgo como “o maior escândalo da história do futebol português”.

Nem que seja só por um ano, mas, admito sem hipocrisias, a despromoção do V. Guimarães sabe-me bem, como uma das minhas vitórias desportivas pessoais que guardarei, com prazer, nas minhas memórias.


Esta imagem é mais um exemplo de paixão clubística

A Académica, sempre bem maior que qualquer Guimarães – em todos os aspectos, incluindo o número de adeptos, dentro e fora dos estádios –, caiu numa 2.ª Divisão, tinha eu oito anos, e arrastou-se, com falhanços incríveis na viagem pelo regresso, por lá durante uma década. Quando pude ver a Briosa no seu lugar já tinha atingido a maioridade e, comigo, crescido um desejo insaciável, comum a quem conhece a nossa história, de ver aqueles indivíduos “morrer, lentamente, dentro do campo”.

E se tivesse sido feita justiça? E se tivesse sido o Vitória, a descer à 2.ª naquele ano? E se os erros academistas não fossem exclusivos e afundassem, de uma vez, a malta vimaranense? “Se’s” que pouco interessam, por agora. A justiça fez-se dentro do campo, tal como nós sempre gostámos que acontecesse.

P.S.: “Que adeptos fantásticos tem o V. Guimarães”. Ou outro elogio do género, comum, hoje em dia, do observador do futebol português. Para mim, é o comentário mais ignorante que pode haver.
Um aninho, pelo menos um, sem cadeiras pelo ar; sem porrada à porta do estádio (e isto dá para os jogadores das outras equipas, para os próprios atletas, para os adeptos adversários ou mesmo entre as falanges de apoio locais), sem medo de apoiar, qualquer que seja a cor; sem invasões de campo; sem agressões verbais a tudo e a todos; sem esperas antes e depois dos treinos e jogos; sem visitas a casas de atletas; etc....

A nossa Liga está mais “limpa”!

Académica 2005/2006: para esquecer

A Académica pintou, ontem, um fiel retrato daquilo que foi o seu campeonato, na edição deste ano da Liga portuguesa. Acabou com as “calças na mão”, à espera de milagres, como os momentos de inspiração do ex-proscrito Joeano (13 golinhos, em pouco mais de meia competição) ou do moribundo Penafiel. Valeu o goleador, numa partida onde, mais uma vez, a atitude dos funcionários do clube de Coimbra esteve longe de ser a melhor.

Como cereja em cima do bolo, só mesmo ter ficado atrás da Naval – no ano de estreia dos figueirenses no principal escalão – o que, diga-se, é desfecho inteiramente justo pelas diferenças de posturas (e orçamentos) das duas equipas.

Para o ano há mais. A quinta temporada consecutiva na 1.ª Divisão, onde se espera, finalmente, que a Briosa aproveite o potencial que tem ao seu dispor (sobretudo humano, como ontem se pôde ver num estádio com 26 mil sofredores), para consolidar o lugar no topo do futebol nacional – é preciso acertar, de uma vez. Com mais qualidade e menos brasileiros. A Académica torna a jogar para a Europa!

sexta-feira, maio 05, 2006

Alerta de choro e colinho!

Senhor Luis Filipe Vieira... então você não sabe que quando diz que "Liedson é um vulgar jogador"(que é), a imprensa vai alimentar o ódio de muita gente, que vai ler "Liedson é um jogador vulgar"(que também o é)?

E aqui vamos nós...

Adivinha...

Que nome se dá ao que um casal faz, de mãos dadas, quando atravessa o hall de entrada e entra na sala de estar, em Guimarães?

Solução:
Seleccionar texto daqui --> Passar da primeira para a segunda divisão <-- até aqui.

quarta-feira, maio 03, 2006

Ok, está confirmado...

...Koeman está de saída.

Azares acontecem (II)

Enfim...

Nani e Tonel chegaram quatro minutos atrasados. Quatro. A um local que fica um patamar abaixo do terreno de jogo. Onde teriam de chegar com um documento identificativo.
O processo demorou meses.

Quem está a gozar com quem?

Miccoli...

Chegou, marcou quatro golos, e agora querem cinco milhões por ele.
Mais dois milhões de salários, por ano.

Acreditam que se consegue bem melhor, em Portugal, só pelo preço dos salários do italiano? Não se ganha em prestígio, de forma a atraír outros estrangeiros, mas... so what? O Benfica sempre ganhou tudo com jogadores portugueses.

Arrivederci, bambini...

terça-feira, maio 02, 2006

Paciência...

...também o Manchester United desceu de divisão.

Cheer up... há vida para além do futebol.

Fait-divers... já?!

"Vamos continuar a lutar. Mas vi os golos do jogo entre o Rio Ave e o Sporting e foram situações cómicas. Se vão ter as coisas assim tão fáceis até ao fim vai ser mais complicado para nós"
- Ronald Koeman, acerca do jogo dos rivais Sporting.

Quando encontrar a parte de que todos se queixam e acerca da qual está um quarto do Portugal desportivo pasmado, prometo que me junto ao coro.
Até lá, acho que o holandês não disse nada que não tivesse acontecido e não previu nada que não possa vir a acontecer.

Tristes deveriam estar os benfiquistas, que têm um treinador que baixou os braços depois do jogo contra o Sporting, da segunda volta do campeonato. Foi um ponto de viragem "mental", e a partir daí a equipa nunca mais se encontrou na competição interna.

Por falar em Sporting, alguém do Rio Ave disse que Koeman "não questionou a defesa do Benfica quando o Liedson fez o que quis"
. Acho que até foi o infeliz que marcou um autogolo e talvez quisesse sacudir a água do seu capote furado, que tanta água meteu durante o jogo. Auto-flagelamento para se tentar defender é coisa hilariante... Misturar mérito do ataque (Sporting na Luz) com o baixo nível da defesa e um jogo com situações extremamente ridículas (para ambos os lados, em Vila do Conde) foi a coisa mais estúpida que se disse acerca do caso... e não foi pouca!

Sorriram os sportinguistas, todos contentes, pois o Benfica não lhes ganhou nem empatou, esta época. Benfica que vergou o agora campeão por duas vezes... são campeonatos "diferentes", já dizia o outro (que tem a sua Nacional equipa a reemergir, vá lá...). Rivais de Lisboa, acordem: não ganhar nada é que é grave - a Supertaça são "trocos".

segunda-feira, maio 01, 2006

domingo, abril 30, 2006

Parabéns, Mourinho

Todos os anos, há festa no balneário deste senhor. Primeiro, no FC Porto, onde foi bicampeão (apesar dos cafézinhos e meias-de-leite) nacional e europeu (em duas competições diferentes). Agora, no Chelsea, consegue o bicampeonato e vai acrescentando umas taças aqui e ali.

Faltou a Champions... outra vez. Talvez no Milan?

PS: Parabéns, Pauleta ;)

sexta-feira, abril 28, 2006

Depois dos jogadores do FC Porto...

...os insultos no futebol português continuam. Desta vez é Ricardo, que chama deficiente ao colega Sá Pinto:
"Ricardo: «Coração tão grande que está perto da boca»"

Triste :P

O discurso de Guilherme Lemos

blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto, blablabla, portanto... PORTANTO, PORTANTO, FODA-SE!

Baril!

O Scolari lê o nosso blog!

Ou então, o Scolari não terá gostado assim tanto da proposta da Federação Inglesa que lhe foi dada a conhecer... à hora do almoço. Depois de vista, a nega tornou-se mais fácil. Por quê, não sei. Temos Scolari a 100%... boa!

Se alguém tem muita parte da culpa em relação ao que se está a passar, não é Scolari, nem a Federação Inglesa. É Gilberto Madaíl. Se não quer renovar, tem de deixar o brasileiro planear a sua vida. Não se pode ter assim o destino de um trabalhador na mão...
Se não acredita em Scolari para depois do Mundial, talvez seja boa ideia começar à procura de outro. Ninguém leva a mal (veja-se o caso inglês)... só em Portugal.

Numa selecção sem strikers, gostava de saber qual é a opinião de LFS em relação à situação de Nuno Gomes, da mesma forma como opinou em relação a Costinha e Simão Sabrosa. No entanto, não me importava nada de não saber o que ele pensa, desde que o avançado do Benfica já o saiba.



Congelado no tempo:
"Quem organizou tudo isto está de parabéns. (...) Para o Benfica, eu não vou!"
- Scolari, Junho de 2004.

Cravos para Alvalade

E assim nasceu a democracia, num acalorado 28 de Abril de 2006.

A linhagem dos condes caiu, finalmente, ao fim de 17 anos.

Viva a República!
Viva a escolha popular!

P.S.: O desfecho até já se podia anunciar. Tareia é, com certeza.
Promessa: Amanhã há um artigo de opinião sobre Scolari

quinta-feira, abril 27, 2006

Teoria da conspiração.

Há dois anos, o Benfica namorou Scolari. Houve casamento marcado, mas não anunciado. Os sussurros ecoavam de forma ensurdecedora, na comunicação social - Scolari deixou bem claro que não seria treinador do Benfica.

Um par de anos depois, a Federação inglesa sussura o matrimónio com o seleccionador mais pé-quente dos últimos anos. Entendo que Scolari não queira negar, para já, que será patrão da selecção inglesa: afinal, se Mourinho se for embora para outras paragens (*cof* rossoneri *cof*), quem irá fazer a papinha por ele? Sim, estou a falar do melhor Europeu de sempre...

Bom dia!

Aparece o “Dragão de Ouro”, fabricante do título perdido há uma década, a dizer que o contrato com o treinador é, afinal, para cumprir. Quer o homem fique em 2.º ou 3.º, o que revela que, muito provavelmente, até poderia ficar em 4.º ou 5.º, ou até em 6.º ou 7.º - que os objectivos desportivos são apenas fait-divers e, agora, o que interessa é não rasgar acordos, mesmo que eles não nos interessem para nada.

Depois, ao início da tarde, vêm os senhores da “Bola Branca” – o mítico naco da informação desportiva diária da RR – a informar o universo futebolístico nacional que o veterano Robert Pires já não vem para Lisboa e prefere ficar pela pacata Villarreal, com menos de metade dos habitantes de Coimbra.

São só boas notícias.

1. O Benfica cumpre os contratos – que isto não é o tempo do Vale e Azevedo;

2. O Robert Pires já é bom jogador outra vez, já não está acabado, continua um craque para tudo e para todos (que, ainda ontem, havia 40 por cento da gentinha nacional que o chamava de “podre”).

P.S.: "Podre" agora é só Rui Costa. A estragar aquela equipa de génios da bola como o Costacurta, o Maldini e o Cafu.

O sistema atacou*

É para nos deixar a todos indignados, sim senhor!

O director desportivo do Sporting, Carlos Freitas não pode, juntamente com toda Direcção demissionária e o restante universo leonino – de milhões –, calar a revolta perante uma situação que nos deixa a todos envergonhados.

Com que então o capitão indomável levou com dois jogos, mais 2.400 euros de multa, na sequência da expulsão no jogo de domingo, frente à Naval?

Carreira notável, sem mácula. Só um ou dois episódios menos dignos, mas igualmente insignificantes. Recordo-me, vagamente, da alegada agressão a um seleccionador nacional – mas, atenção, isto aconteceu num âmbito estritamente pessoal – e uma ou outra expulsão (pelos relvados nacionais, espanhóis e bascos) por “bocas”.

Dois jogos e 2.400 euros de multa. E termina assim uma carreira!

Que perseguição! Que roubo! Que sistema! Que horror! O horror, o horror…

* existe uma pequena possibilidade deste post ser um produto do meu sarcasmo banal e sem piada, não representando, portanto, em nada, a minha opinião acerca deste caso.

quarta-feira, abril 26, 2006

Barça na final!

Depois do penalty não assinalado contra o Barcelona, novo "caso" naquela caixa mágica em Camp Nou. Golo limpo de Shevshenko... não validado.
Fez lembrar os jogos contra o Benfica: os portugueses podiam ter passado, mas não mereciam.

Antevejo uma real humilhação, em Paris.
A festa será catalã, com perfume brasileiro.

Ufensas.

"Ufende-me (sic) só a ideia de alguém pensar que me comprava com um relógio!"
- Valentim Loureiro

O futebol português é um poço de brindes "inufensivos".

Ainda o Pro Evolution*...

Dida

Maldini e Nesta
Serginho e Cafú (que renovou por mais um ano!)


Pirlo
Gattuso e Jankulovski
(Ambrosini e Seedorf estão out)

Kaká

Sheva e Pippo.

Forza, Milan
la squadra piu forte
Vinci per noi.

* vocês não andam a dormir, pois não?

terça-feira, abril 25, 2006

Portugal é o Paraíso.

A sério... senão, porque e que haverá tanto anjinho na Justiça portuguesa?
Quem anda no mundo do futebol sabe melhor acerca da verdade desportiva das últimas décadas do que qualquer juíz português.

Chelsea sem antídoto

O Liverpool - aquela equipa dos subúrbios do futebol europeu, ainda campeã do continente em título - mandou o "nosso" Chelsea outra vez para casa, desta vez a contar para a Taça de Inglaterra. Parece que o prodígio português começa a perder gás e, depois de uma temporada com inéditos altos e baixos, terá de se contentar com a (fantástica) conquista de mais um campeonato inglês. A mítica Taça, essa, fica para depois.

Os "reds" fizeram a festa que, diga-se, e depois de encontrado este vídeo, que merece ser visionado com atenção, foi electrizante. Além da perpetuada "Liverpool song", aquela versão do "La Bamba", a fechar, dedicada ao técnico Rafael Benitez, está brilhante.

Ouve com atenção

P.S.: Será que Simão nos deixa para resolver problemas a Mourinho ou para não criar mais a Benitez? Ou não será nenhuma destas hipóteses?

Briosa K.O.

Rolo compressor made in Bairrada passou por Coimbra.

A felicidade fica guardada para os próximos capítulos. Ou então, não...

segunda-feira, abril 24, 2006

Força malta!

Hoje é para arrumar a questão! Às 20H30!

E agora uma pergunta pertinente em relação ao jogo: será que o mister Scolari se vai dar ao trabalho de passar duas horas com os olhos sob o "Cidade de Coimbra"? É que esta sempre seria a melhor oportunidade para escolher qual dos dois seria o suplente e o terceiro guarda-redes na competição de Verão, a decorrer na Alemanha. Isto tendo em conta que o Ricardo deverá ser sempre titular.

FCP é campeão de Portugal

O FC Porto é o campeão nacional 2005/2006.

Este não é um blog feito por adeptos “azuis-e-brancos”, mas também não pretende, necessariamente, passar sem as suas visitas. Por isso, na hora da vitória ou da derrota, a malta é bem-vinda, independentemente da cor que defende.

O FC Porto ganhou o campeonato – o 21.º – e consolida, cada vez mais, o peso do seu historial, construído, sobretudo, ao longo das duas últimas décadas (onde conquistou 13 títulos, contra cinco do Benfica e dois do Sporting). Agora, até na hora dos festejos é possível ouvir as buzinadelas pelas ruas de Coimbra – “já cá chegaram”, pensei. Foi como constatar um cenário pouco provável, não de há muitos anos: O regionalismo passou à história.

O FC Porto esteve longe de reunir consenso – basta recordar as interacções entre adeptos e treinador à saída do Olival – mas foi, sem muitas dúvidas, o melhor, numa competição que tornou a estreitar diferenças entre os melhores e os piores.

Para conseguir a vitória, bastou aos portistas recorrer à receita benfiquista da temporada transacta, onde se inclui uma despedida precoce da (exigente) Liga dos Campeões e ainda um aproveitamento (quase) perfeito das escorregadelas adversárias.
A Sporting e Benfica faltou pulmão – como até se pôde ver ontem, com mais dois pontos desperdiçados –, normalmente frente a quem nem sequer conta para o totobola.
Para a história fica o nome do campeão: FC Porto!

Na minha memória ainda haverá espaço para guardar a caminhada do Benfica na Liga dos Campeões; ou o trabalho de Paulo Bento, que fez de uma equipa “acabada” um real candidato ao título.

P.S. C. (post scriptum clubisticum): Este Benfica devia e podia ter feito mais! Não se pode ganhar a Manchester United, Liverpool ou fazer frente a um super-Barcelona e, no mesmo ano, perder em casa 14 pontos para o campeonato nacional. Três contra o Sporting e 11 contra os “aflitos”. E o homem até tinha, pelo menos, mais uma dúzia de ovos que Trappatoni.

Estranho

Confesso que já tinha ouvido falar de roubos, em relvados, mas nunca tinha visto uma equipa a ser assaltada em campo... pelos próprios adeptos!

sábado, abril 22, 2006

What goes around... comes around!

Como se sentirão hoje os vimaranenses, que precisavam de pontos como de pão para a boca, mas tiveram de jogar num campo completamente encharcado, em noite de temporal?
Ainda por cima, sofreram o golo do adversário ainda cedo na partida, por um Boavist(inh)a que apenas teve de ver como uma equipa tecnicista se contorce para jogar "naquilo".

A isto, meus amigos, chamo Karma*.
A segunda é já ali...




*dejá vú também ficava bonito.

sexta-feira, abril 21, 2006

Ponte(s) para a "Honra"

O técnico da moda – tem todas as características de José Mourinho, apenas não sabe ganhar – Vítor Pontes “explodiu” após o resultado do Sp. Braga-P. Ferreira (e do irrisório golo de Júnior), que, caso a Naval pontue frente à U. Leiria, em jogo marcado para a próxima semana, deverá ter sentenciado a questão de quem fica ou desce na Liga deste ano.

É certo que os últimos resultados e, sobretudo, os “casos” mais recentes, não permitem afirmar, com certezas, quem chegará ao sucesso, apesar de ser igualmente correcto dizer que, neste momento, os vimaranenses estão numa posição bastante indesejada. E as coisas até podem ficar esclarecidas esta noite, caso o Boavista(o) consiga pontuar num recinto que, agora, é um autêntico Inferno… para os donos da casa.

A roupa da moda ou os tratamentos capilares, assim como a arrogância tida, desde a chegada de Mourinho à bola, como virtude, ainda deram espaço para que Pontes disfarçasse as limitações. Agora, sem espaço para trabalhar, desculpa-se com os árbitros, quando não conseguiu tirar do sufoco um teórico candidato europeu.
É certo que as palavras de Vítor Pontes têm fundo baixo, já que ninguém pode negar “a falta de verdade desportiva” em momentos deste campeonato, sobretudo na parte mais baixa da tabela. Agora, se há quem não se pode queixar são os vimaranenses que, como sempre, estão no grupo dos favorecidos.

Falta “verdade ao campeonato”. Que dizer da Taça.

quinta-feira, abril 20, 2006

Hã?!

in O Jogo
Ai, esse Português...


in DiarioDigital
Quanto?

terça-feira, abril 18, 2006

E porque até dou uns toques no Pro Evolution...

...se fosse Ancelloti, hoje jogariam:
Dida
Nesta e Stam
Cafú e Maldini

Pirlo
Gattuso e Seedorf

Kaká

Shevshenko e Gilardino

Depois, Kaladze e Jankulovski seguravam os pedaços (bem pequenos) do Barça.

E a "grande contratação" de Verão será...

Uma pergunta

Alguém me pode ajudar a recordar o que é que um gajo faz às terças e quartas-feiras à noite?

Futebol espectáculo

Um, dois, três uma roubalheira outra vez…

Já perdi a conta aos resultados fabricados, ou pelos homens do apito e das bandeiras, ou então pelo frete daqueles que, sem nada para ganhar – alguns nem mesmo os ordenados dos próprios clubes –, cometem pecados grosseiros, normalmente dentro das áreas.

Ontem foi o Paços (da AF Porto)! Amigos do Norte vos tendes de vos unir, carago!

Agora não se esqueçam: olhem para a tabela e reparem que, para se safar um, andam a lixar o colega do lado. É que se o Guimarães (shiuuuu!!!, como manda o Benachour) ainda ontem, com os tais dois triunfos caseiros, ultrapassava Académica, Belenenses e Paços de Ferreira, agora, depois desta jornada, só lhe resta mesmo a Naval.

E os figueirenses ainda fazem um joguito em casa, frente à U. Leiria. E, aqui, meto as mãos no fogo em como ainda são as camisolas que ganham jogos. Perceberam?

segunda-feira, abril 17, 2006

Briosa mais perto da festa

Depois da tempestade, a bonança. Que dizer da cultura popular tão apropriado para tamanha reviravolta, em apenas uma semana, na vida (e saúde) academista.

A goleada de sábado em Vila do Conde, além de, praticamente, confirmar a presença da Académica na próxima edição da Liga, afasta o “fantasma” que, depois da arbitragem no jogo contra a Naval, anunciava uma possível presença de “forças exteriores” para empurrar os de Coimbra para a Liga de Honra. É tudo tão mais tranquilo quando o Guimarães ganha.

O tosco Gelson, o proscrito Rui Miguel e o irregular Pedro Silva vestiram a pele de "matadores" e abriram as portas da manutenção, quem sabe concretizada já na próxima segunda-feira frente ao ex-candidato Sp. Braga - e assim, ainda se dava uma "machadada" na luta pela Liga dos Campeões.

De negativo apenas a lesão do craque Filipe Teixeira - perónio da perna direita partido - que o afasta dos duelos decisivos deste campoeonato. Paciência... para o ano há mais.

Flash-interview incompreensível

Porque será que Ricardo, guarda-redes do Sporting, se recusa a comentar assuntos que só dizem respeito ao FC Porto - por, como diz, não ser jogador dos dragões - e, segundos depois, se prontifica a “invadir” o balneário do Benfica, tecendo comentários acerca da situação do colega de profissão e de posto Quim?

Só vejo três hipóteses:

1. Ou fala na qualidade de adepto, o que lhe fica sempre bem, já que revela um acompanhamento do clube tal como se espera de um membro da claque Diabos Vermelhos;

2. Ou esta é apenas mais uma descarga de frustração por a escolha benfiquista nunca ter recaído sobre ele – e, agora, o “Quim já é melhor que muitos, profissional e pessoalmente”. O que, além de dignificar pouco a camisola que veste, é uma falta de respeito para os colegas Moretto e Moreira que também trabalham diariamente para ocupar um posto que, ao que parece, é bem mais ambicionado do que eu imaginava;

3. Ou este é apenas mais um capítulo no rol de episódios ridículos do titular da selecção nacional, onde se podem ainda contar inúmeros “frangos”, “perus”, traumas ou choraminguices (que até o empurrraram para a bancada) e a defesa de uma grande-penalidade decisiva sem luvas, nos quartos-de-final de um Campeonato da Europa.

Vou mais para a hipótese do segundo parágrafo.

Eclipse da escuridão

Custo zero, salário mil(hões)?
Assim, não... Ao menos, mostra que os mereces, Robert.
Se há coisa que me enerva num jogador de futebol (seja numa peladinha entre amigos ou num jogo de Mundial), é este não jogar aquilo que sabe.

quinta-feira, abril 13, 2006

Opinião sobre um opinador

O cronista ao serviço da última página do Record – o mais vendido e lido jornal desportivo português (o futebol tem destas coisas!) –, anda totalmente imparável, somando ao seu já extenso rol de asneiras, opiniões que, mais que vontade de rir, dão vontade de chorar.

Alexandre Pais, e a sua escrita – que é disso que realmente estamos aqui a falar –, tão lesta a coroar como a punir, varia ao sabor do momento ou, ainda pior, aos sabor dos resultados. Abastado ou pedinte em segundos – da noite para o dia – o personagem, quase sempre da bola, é um joguete nas mãos (na pena, que é bem mais poderosa) do jornalista.

Não pretendo deste texto extrair qualquer pretensão de ser dono da razão, muito menos equacionar não respeitar opiniões contrárias às minhas. Mas quem, numa semana, escreve que um Marcel inteiro [mesmo não se referindo ao avançado brasileiro pelo nome], “não vale um joelho do Mantorras”; ou, indignado, que o Sérgio Conceição teve uma pena leve (!) [com Sá Pinto, o do seleccionador Artur Jorge, ou J.V.P., o do “Mundial” 2002, a jogarem à bola, porquê tanta admiração?], já pouco respeito me merece.

Concluo que pouco ou nada percebe de futebol, nacional e internacional (talvez dos três “grandes”, mas pouco mais). E aqui tenho de sublinhar a questão do Marcel. Então um rapaz de 23 anos, da Selecção Olímpica do Brasil, a quem já vi marcar com ambos os pés e com a cabeça (em gestos técnicos perfeitos) e que, como “cereja em cima do bolo”, poderia até ser o melhor executante nos lances de bola parada (livres directos, entenda-se), caso o Simão e o Koeman deixassem, não vale um joelho estragado. Ahh!

Há, no entanto, uma ilação positiva a retirar desta escrita, no Passe Longo de Alexandre Pais. Ainda mais dificilmente nos esquecemos do Passe Curto, dado por Ferreira Fernandes.

quarta-feira, abril 12, 2006

Eleições leoninas I

HABEMUS CANDIDATUM!

Abrantes lança a primeira farpa. Verdade. Mas falta a credibilidade.

Sérgio Conceição: pena branda

Afinal tudo não passou de um pesadelo para Sérgio Conceição, suspenso pela Federação belga apenas por 4 meses e meio – bem menos do que pediam algumas “aves de mau agoiro”.

O acto irreflectido do natural da Ribeira de Frades (Coimbra), nome de estádio de Liga aos 27 anos, estará longe de perfilar nos manuais da história do desporto-rei, mas, como até já tinha referido, não haveria necessidade de “matar” precocemente o desportista.

E não pode deixar de orgulhar o adepto português, a sentença referir que o campeonato da Bélgica não “pode desperdiçar um valor” como o de Sérgio Conceição.

segunda-feira, abril 10, 2006

Soares Franco: as dúvidas

Tanto barulho só para justificar um volte-face que nem necessita de grandes explicações.

Se este é o homem certo para o lugar - e isto tendo em conta que as alternativas são medíocres -, para quê arrastar a situação, aproveitando mesmo para iniciar uma campanha eleitoral fora-de-horas?

Este homem está pensativo durante 48 horas

O "choradinho" dos notáveis é uma mobilização fatricida para os restantes candidatos, que cheira pouco a acto democrático.

Resultados da outra poll... e nova poll :)

Briosa em risco

A Académica atravessa um pesadelo cada vez mais difícil de contrariar.

Pelo segundo fim-de-semana consecutivo os estudantes desperdiçaram uma vantagem de dois golos, levando os adeptos ao desespero e dividindo-os na hora de imputar responsabilidades por um campeonato bem abaixo do exigível – e aqui refiro-me a orçamentos.

As gentes revoltaram-se ao ver três jogadores – Nuno Piloto, Andrade e Joeano – e o técnico Nelo Vingada expulsos pela dupla Jorge Sousa (árbitro)/José Ramalho (árbitro auxiliar). Tentaram mesmo invadir as quatro linhas. Cenas pouco dignificantes, injustificadas, mesmo que motivadas por uma clara encomenda com o objectivo de “empurrar” a Briosa para a Liga de Honra.

Ficam as perguntas:
1. – Como podem os responsáveis deste futebol “dispensar” a presença de uma Académica no escalão máximo do futebol nacional? (apenas se pede isenção)
2. – Quem são os responsáveis (internos, sobretudo) disto ter chegado a este ponto?
3. – Sem Joeano (castigado), quem marcará golos nas próximas jornadas?

E a Naval lá vai. Rogério Gonçalves pôs os rapazes a jogar à bola!

P.S.: Por falar em "roubados"... pobre Gil Vicente!

Lá na frente... tudo igual...

O FC Porto deverá ostentar as quinas de campeão nos equipamentos da próxima época: ganhou o jogo do título, que o Sporting voltou a perder, um ano depois. A passe de Adriano, que substituiu um menino mimado que devia ter sido expulso (assim não vais para a Alemanha, Ricardo...), Jorginho sentenciou o clássico e silenciou Alvalade. O brasileiro, mal amado pelo território do dragão, até vinha sendo uma nulidade, mas espetou uma bucha no sítio onde a coruja dorme... sem hipóteses para Ricardo (que grande exibição do "cão"!).

Sá Pinto despediu-se dos grandes palcos com uma expulsão, o que já não surpreende ninguém. O seu modo de ser tanto lhe traz grandes alegrias como enormes dissabores. Ao contrário do que sucedeu no Estádio da Luz, Sá teve de ceder a braçadeira cabisbaixo.
Resta ao Sporting procurar "ganhar" o segundo lugar ao Benfica e mostrar que aprendeu com os erros das duas últimas temporadas, em que não só deixou de lutar pelo título como também entregou o segundo lugar de bandeja.

E por falar em Benfica, alguém o viu por aí?

PS:
estranho, mas verdade: em Inglaterra e Itália ainda se vende a ideia que os campeonatos ainda mexem... estando Manchester United e AC Milan a 7 pontos de Chelsea e Juventus, respectivamente!

sexta-feira, abril 07, 2006

Dérbi regional decisivo

Quem poderia imaginar ao início que o Académica-Naval de domingo, em Coimbra, teria tanta importância. Pode não ser decisivo, mas uma derrota poderá (ou melhor, deverá) ser fatal – e num dérbi tudo pode acontecer.

A Académica entra para esta partida com a responsabilidade moral de vencer, muito devido ao seu estatuto no panorama desportivo distrital. No entanto, as sucessivas desilusões – como a que aconteceu no passado domingo, na Amadora – não têm permitido aos conimbricenses darem o tão ansiado “pulo” na classificação e, por isso, aumenta o “nervoso miudinho”.

Quando faltam disputar apenas cinco jornadas, a Naval visita a cidade em estado de graça, bem reforçada na época de Inverno – com Franco e Tiago Fraga e, principalmente, o técnico Rogério Gonçalves – e com um calendário bem mais acessível (recebe Gil Vicente e U. Leira e visita o despromovido Penafiel). E, é claro, com mais um ponto.

Por incrível que pareça, são os “condenados” que estão perto da manutenção. Mais um exemplo de como não são os orçamentos que ganham campeonatos; ou será a certeza da incompetência de alguns academistas?
(mas essa coversa fica para depois!)

Força Briosa!

quinta-feira, abril 06, 2006

O que me resta dizer acerca de "justiças"

O Benfica nunca foi equipa para vencer este Barcelona. Nas duas mãos da eliminatória, os portugueses devem ter tido três ou quatro oportunidades para marcar aos catalães. O Barça teve-as às dúzias!

No entanto, o futebol é emocionante porque dá hipóteses às equipas menos favoritas - neste caso, o Benfica seria a equipa que teria de aguentar as investidas do adversário e marcar nas escassas oportunidades que tem. Ser-se superior e merecer ir em frente também se vê na taxa de sucesso na finalização.

Falta dar os parabéns a José António Camacho, que começou o projecto que ontem ia dando (ainda mais) frutos.

Está na hora de começar a planear a próxima temporada. Manter jogadores nucleares é imperativo. No entanto, nuvens negras pairam sobre o plantel vermelho...

Barcelona, 2 Benfica, 0 - fora da Liga dos Campeões

Agora que a frustração começa a passar e como sempre detestei vitimizações acho que chegou a hora de uma análise pessoal (penso já estar em condições de a fazer, uma vez que os últimos anos me ensinaram a lidar com as desilusões) ao que ontem se passou, de bom e de mau – sim, há ilações positivas a retirar –, em Barcelona.

OS MENOS
Benfica.
Perdemos. Fomos eliminados. Quanto à justiça deste desfecho, e mesmo que o nosso benfiquismo ou, quero acreditar, nacionalismo nos possa toldar as opiniões, penso que ninguém discorda que eles, os catalães, foram melhores ao longo dos 180 minutos da eliminatória.
Jogámos contra a melhor equipa do mundo, dizem alguns. Desculpa de mau pagador! Então os melhores do mundo não somos nós! (quero mais…., quero mais…)

Meio-campo.

Não percebo o que ontem falhou, ao ponto de, ao invés de “comermos” a relva, andarmos tão passivos pelo campo, nada agressivos. A 1.ª parte chega a ser confrangedora, principalmente para quem precisava de ter a bola nos pés para travar o talento adversário.
Petit, Beto e Manuel Fernandes (apesar do papel deste último nos permitir ser mais condescendentes) conseguiram destacar-se pela negativa. Mal a defender, pior a sair para o ataque. Pobre Miccoli, perdido lá na frente.

Simão Sabrosa.

Não vi o “capitão correr no Restelo. Andou parado, a jogar no quadrado, durante toda a 2.ª parte. Na altura disse: “Calma, vem aí o Barca”. Agora digo: “CORRE, porra!”

Ronald Koeman. É fácil imputar culpas ao treinador na hora da derrota, mas o que é que se pode dizer sobre quem teima em apostar em jogadores (e nem vale a pena referi-los) sem qualidade ou, no mínimo, características para actuar em determinados desafios. Depois, tarda em reagir desde o “banco”. É a imagem da falta de ambição e coragem do Benfica que, ontem, pisou o Camp Nou.
E parece que teremos de levar com ele um anito mais…

UEFA.
É certo e sabido que o emblema de Barcelona garante mais crédito (e dinheiro) à prova. O Benfica, muito devido ao peso do nosso país no panorama desportivo europeu, perde em força para os restantes membros de um futebol enriquecido, mais interessado no andamento da caixa registadora do que em resultados desportivos. Agora, os senhores da UEFA levarem as (possíveis) frustrações para dentro do campo, prejudicando quem gasta o seu quinhão de riqueza e gozando com milhões de adeptos, ainda por cima afectos ao vice-campeão da Europa de selecções, é que já é demais.
Este critério na hora dos penáltis (o de Motta, em Lisboa, e o de Petit, em Barcelona), ambos claríssimos, merecia uma posição dura por parte dos responsáveis pelo futebol português (em vez de andarem às turras, para ver qual das duas insitituições é a menos má).

OS MAIS
Benfica.
Não, não me enganei. Na minha opinião, o Benfica esteve ontem bem a uma escala institucional. Não levou sete como pensavam alguns ou como gostariam outros; não foi trucidado, humilhado, nem sequer goleado. Manteve a eliminatória em aberto até aos 178 minutos e falhou, muito por demérito de certas pedras-chave, desta vez em noite menos feliz.
Reforçou o estatuto na Europa do futebol e, acredito, deu mais um passo (sólido) rumo ao lugar que já foi dele.

Moretto.
“Vilão ou Herói?”, perguntavam uns! “Erros grosseiros”, diziam outros! “Nota 6 (de 0 a 10)”, escreviam os iluminados! É ele quem sai mais forte, no meio do turbilhão de críticas, ao realizar, no “inferno” de Camp Nou, a exibição mais segura com a camisola do Benfica. O seu estatuto sai reforçado, por entre colegas, adeptos e jornalistas – já que os outros restantes (técnicos e dirigentes) o defenderam –, com uma boa exibição individual, coroada com aquela grande-penalidade defendida. Por momentos, foi ele quem parou Ronaldinho!

Adeptos. Razão tem aquele que, ao comparar patrimónios, refere o universo benfiquista como a mais valia deste clube. Vale a pena dizer mais alguma coisa: ontem eram 6 mil, a puxar, a berrar, a gritar, até a suar mais que alguns dentro das quatro linhas.
Há quem diga que são 6 milhões! Há quem goze com esta afirmação! Concluo que, se existem 15 milhões de portugueses (com os 5 milhões de emigrantes), essa dos 6 milhões de apoiantes é mesmo para rir!

quarta-feira, abril 05, 2006

Parabéns Sporting

Se ainda restavam dúvidas quanto à onda de felicidade que, neste momento, atravessa o Sporting elas ficaram ontem desfeitas por completo.

Depois da saída de Dias da Cunha, da entrada de Paulo Bento e da consequente recuperação no campeonato português, só faltava mesmo este cenário para que a época termine em beleza.

O resto da notícia está aqui.

P.S.: E nós, os não-sportinguistas lamentamos.

Postas que arrepiam...

Aqui...

Basta de tangas...

O Benfica não precisa de ganhar ao Barcelona para ganhar o respeito da Europa do futebol.
Nem de empatar.
Nem de perder com dignidade.

Mais, se o Benfica não tem o respeito da Europa, que equipa portuguesa terá?

Força, Benfica.
Já ninguém se surpreende, se amanhã cair o Barça; podem é ficar em choque. Já aconteceu, quando o FC Porto ganhou a Taça dos Campeões (e a Liga). O mesmo se pode dizer da Grécia.

Como disse Mourinho, para se ganhar a Champions, não é necessário ser-se a melhor equipa; a sorte também tem um papel preponderante.
E olhem que ele é capaz de saber do que fala...

terça-feira, abril 04, 2006

Forasteiros exemplares

Celta–Benfica (1999/200). Balaídos, Vigo – 10.000;

Inter–Benfica (2003/2004). San Siro, Milão – 6.000;

Estugarda–Benfica (2004/2005). Gottlieb-Daimler, Estugarda – 7.500;

Lille–Benfica (2005/2006). Stade de France, Paris – 45.000 ;

Barcelona–Benfica (05.04.2006). Camp Nou, Barcelona – 5.100.

Os números não dizem tudo, mas dizem muito! Estes não são dados para consumo interno, mas um exemplo para o restante universo (e aqui refiro-me a uma escala global) desportivo.

Força GLORIOSO!

segunda-feira, abril 03, 2006

Académica em baixa

Ontem vivi um daqueles pesadelos desportivos – o auge destes episódios é um tal de 7-0 em Vigo – que, invariavelmente, me irá usurpar a mente ao longo das próximas semanas e ficar recolhido, para sempre, naquele canto “negro” da memória.

Quando, ao início da tarde, viajava até ao Sul, rumo à Amadora, não pude deixar de reparar que o Sol ficava para trás e, à sua frente, os céus cobriam-se de maus agoiros. Não só supersticioso, mas não fiquei indiferente aos anúncios divinos.
Continuei confiante: afinal era “esta” Briosa a jogar contra “este” Estrela, para, em apenas duas semanas – segue-se a Naval – “matar” o campeonato (e pensar noutro, mais ambicioso).

A tarde até começou bem para a Académica, com dois golos, de Joeano e Filipe Teixeira (que golaço), nuns primeiros 45 minutos tranquilos.

Todavia, os maus espíritos não deram descanso e, na 2.ª metade, tudo correu mal. À malta bastava deixar passar os minutos e, no momento certo, resolver o jogo em contra-ataque. E as coisas até correram dentro do previsto, a não ser o facto de o couro ter ido parar, na altura certa, ao sítio errado (entenda-se, aos pés de Gelson, que desperdiçou um golo feito).

Até podia ter sido uma goleada… só que não foi. Nem tareia, nem curto, nem vitória, nem sequer empate. Os locais são claramente mais fracos, só que, por vezes, os marcadores mexem-se ao sabor das atitudes e, nesse campeonato, o Estrela deu 10-0.


Os últimos minutos contam-se assim: aos 68’, Manu culminou com um golo um lance confuso, onde a bola ainda bateu, momentos antes, no poste de Dani; aos 89’, Manu saltou, Pedro Silva parou e Rui Borges empatou e aos 96’, o mesmo Rui Borges tocou, de cabeça, no poder dos seus 1,70 metros, colocando os visitados em vantagem. Para esquecer, professor!

P.S.: Não tenho nada contra os homens da Amadora, mas, de facto, sempre que me desloco ao "José Gomes" constato que este clube só pode actuar a este nível por engano.
Não tem adeptos (como é que é possível ser-se do Estrela com a Luz a apenas 5 minutos e Alvalade a 10) ; os que tem são, na maioria, mal-educados; tem um homem de cabeleira tricolor a cantar o Maria Albertina, ao vivo e desafinado, enquanto as equipas entram no relvado; não tem estruturas físicas para actuar na... 2.ª Divisão-B; não tem capacidade para receber a comunição social; tem uma equipa de futebol que, tirando dois ou três jovens lá da frente, dá vontade de rir.
Segue com 36 pontos e está a um passo da manutenção. Que triste!

Final em Alvalade

O Estádio José Alvalade recebe, no próximo sábado, a partir das 20H45, o jogo que coloca frente-a-frente os dois candidatos à conquista da Liga portuguesa 2005/2006. Podia desfiar aqui uma série de adjectivos que justificariam, do meu ponto de vista, o facto de uma destas equipas ser já a virtual campeã, à passagem da 30.ª jornada. Mas isso já seria, como se diz, chover no molhado. Por entre tantas virtudes, onde se inclui a sorte própria dos vencedores, pode-se sempre apontar o pragmatismo de Paulo Bento ou a audácia de Co Adriaanse. Falta saber quem tem (maior) estofo!

(O Benfica perdeu a carruagem cedo demais, mas para achar causas de tal facto basta olhar para dentro de casa!)

N'Doye: estilo urbano

Na passada quinta-feira, o jogador da Académica N’Doye cedeu uma entrevista ao jornal desportivo Record, onde, entre tantas coisas, falava um pouco do seu dia-a-dia à margem da sua profissão.

O senegalês, de 28 anos, confessou que, fora de campo, tem como maiores paixões a NBA (campeonato norte-americano de basquetebol) e o hip-hop e que, na verdade, nem gosta muito de assistir a jogos de futebol.

Até aqui tudo bem, mesmo não deixando de ser um modo de vida pouco habitual para quem é profissional da área. Estranho só mesmo a atitude do jornal que, na sua última página – onde promove diariamente um género de pódio –, atribui a medalha de lata (o escalão depreciativo da coisa) ao academista. A justificação inclui até o feliz termo "(...) é melhor procurar outra actividade".

Parece que os jornalistas daquela casa ainda não descobriram que existe vida para além da bola ou de manchetes fictícias por alturas da pré-temporada.

domingo, abril 02, 2006

Pensamento

Numa altura em que o campeonato só serve para assegurar um lugar na Champions League, torna-se maçador ver jogos do Benfica.
Parece que só servem para lesionar jogadores que poderiam dar o seu contributo noutras competições, em que até com todo o plantel apto o Benfica já seria a equipa mais fraca.

Quarta-feira, sem Nuno Gomes (talvez um dos jogadores mais respeitados no/do plantel), não vai ser fácil. Miccoli quer-se mostrar, mas não estou muito confiante.

Oh, well.