badge respira futebol

quinta-feira, novembro 27, 2008

Ontem, hoje e amanhã



...Dois dias depois do FC Porto ter vencido justamente o Fenerbace, na Turquia, (excelente recepção em manchete, a repetir um gesto técnico que já se vira o ano passado - o homem é especialista!)...

...Um dia depois do pior resultado europeu de sempre, em Alvalade (com direito a olés dos sportinguistas à própria equipa!! e cânticos do Benfica por parte dos adeptos catalães - momentos históricos à sua maneira)...

...o Benfica prepara-se para defrontar o Olimpiacos, da Grécia, num grupo da UEFA que tem tantos campeões nacionais quanto o grupo do Sporting, na Champions (já nem menciono o FCP, único campeão nacional do seu grupo).

Pela primeira vez em muitos anos, o Benfica tem possibilidades (e estatuto para se dar ao luxo) de ter um banco com alternativas credíveis aos habituais titulares, à excepção do sector direito do terreno. David Luiz deverá ser o substituto de Luisão, assumindo Nuno Gomes a tarefa de pensar e escoar as jogadas atacantes dos encarnados.

Apesar de não acreditar nos vôos europeus desta equipa (principalmente após o desaire contra o Galatasaray, em casa), pode ser que se repita a vitória de há nove anos, já Nuno Gomes facturava pelo Benfica. Continuo a preferir sonhar com o campeonato - e, mesmo assim, não o exijo.

Força, Benfica!
Boa sorte, Braga!

quarta-feira, novembro 26, 2008

Wallpaper do glorioso

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Tenho orgulho neste Benfica



...Não apenas orgulho no Benfica que é a única equipa imbatível nas ligas europeias, à data deste post;
...Não apenas pelas personalidades com cargos de relevo na estrutura benfiquista que não confudem as árvores com a floresta;
...Não apenas porque alguém, finalmente, deixa o melhor presidente das últimas décadas fazer o que melhor faz: trabalhar;
...Mas, também (e principalmente), porque ninguém pisa os calos desta instituição grandiosa sem ficar em sentido.

Nem é preciso dizer que acredito num projecto de futuro, cujos resultados se podem ver no imediato. Numa época difícil, em que a sociedade, as circunstâncias e a Justiça são particularmente agrestes e austeras para com o português que não consegue tomar gosto nem ficar feliz pelo que quer que seja, haja Benfica.

O que diz Aimar

terça-feira, novembro 25, 2008

Opiniões

«Cristiano Ronaldo é um jogador muito sobrevalorizado. Quando não marca golos, o seu papel no campo está muito limitado. Torna-se num jogador medíocre.»
Marcos Senna, jogador do Villareal

«Cristiano Ronaldo é o melhor do Mundo. O que fez na última temporada foi incrível, ao ganhar a Premier League, a Liga dos Campeões e a Bota de Ouro - Ronaldo é uma máquina e um jogador incomparável.»
Fernando Torres, jogador do Liverpool

segunda-feira, novembro 24, 2008

Rir é o melhor remédio

Lapidar

«Sim, creio que é justo [os jogadores de futebol receberem tanto dinheiro]. Infelizmente diz-se que os jogadores ganham muito sem merecerem, mas o futebol é um negócio que gera biliões de dólares. O centro desse negócio são os jogadores e nada mais justo que aqueles que fazem girar esse negócio serem remunerados justamente»

- Kaká, o melhor jogador do Mundo

domingo, novembro 23, 2008

Prova superada com tranquilidade

Liga Sagres
Académica 0 - 2 SL Benfica

(Ruben Amorim, Cardozo)



O Benfica foi (veio?) a Coimbra derrotar a Académica, um ano depois da sua última derrota em casa (contra o Benfica, registe-se).

O jogo foi relativamente equilibrado até ao golo de Rúben Amorim (que se estreou a marcar pelo Benfica) brilhantemente assistido por Nuno Gomes. O avançado português fez parte de um lote de jogadores que não são habitualmente titulares (como Cardozo, Rúben Amorim, Bynia e David Luiz) e que começaram de início . Aimar, Suazo, Jorge Ribeiro, Katsouranis, Di Maria e Carlos Martins foram jogadores que, por impossibilidade física ou por opção técnica, ficaram de fora do "onze".

O Benfica segurou a vantagem até ao intervalo, e a segunda parte começou com um penalty "cavado" por Reyes. O espanhol terminou um slalom por entre vários jogadores da Briosa com uma queda após alegado toque de Pavlovic. Como Rui Santos disse, este é um daqueles lances em que ninguém fica chocado se o árbitro assinalar pénalti - eu ficaria chocado se não assinalasse, registe-se... Óscar Cardozo facturou, e a história do jogo morreu ali. Vitória justíssima para o Benfica.

Com este triunfo, o Benfica continua a um ponto do Super Leixões (ainda com Wesley) e a cinco do Sporting. O Porto não jogou, pelo que está a sete pontos de distância, com um jogo a menos. Acho que, em 27 anos de vida, não me lembro de olhar pelo retrovisor e ver o FCP a sete pontos de distância...

Quique Flores poupou jogadores para o jogo de quinta-feira, contra o Olympiakos. Será um jogo muito difícil, e que provavelmente ditará o afastamento dos encarnados da Taça UEFA - ganhar na Grécia vai ser extremamente complicado. Sou da mesma opinião do Carlos Martins, que prefere ser campeão nacional pelo Benfica a ganhar a Taça UEFA.

Força, Benfica!


Mostrem que estudaram bem a lição* e levem de vencida a querida Briosa!
___
*Termo para cumprir a quota mínima de metáforas relacionadas com a vida escolar que qualquer tema relacionado com a Académica acarreta.

sexta-feira, novembro 21, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008

Brasil, 6 - Portugal, 2

Portugal perdeu 6-2. Fiquei acordado até às três da manhã – a ver o jogo e, depois, com insónias próprias de uma derrota pesada e humilhante. Apenas os comentadores da TVI – os mesmos de sempre –, para nos convencerem da impossibilidade de discutir, actualmente, taco-a-taco, o resultado de um jogo de futebol com a selecção brasileira. Para aqueles indivíduos, jogámos contra extraterrestres.

A equipa foi mal escolhida; mal montada; e sobretudo, a maioria revelou falta de disponibilidade física e mental para representar a selecção nacional. Carlos Queiroz voltou a errar; os jogadores voltaram a revelar e a provar incapacidade e falta de vontade.

O sucesso da selecção nacional é, sempre foi, um problema de mentalidade, que parte de dentro para fora (“alimentando” a auto-estima dos portugueses). Não falta talento ao nosso futebol (temos presente e futuro, como se viu na véspera)! Mas esta equipa carece de disciplina e humildade. Aguardamos impotente e pacientemente pelas correcções – e pelos jogos oficiais.

Viva o Benfica! Fora com os oportunistas!

As claques de futebol – dos clubes “grandes” – servem, e sempre serviram, para alguns indivíduos praticarem, livre e anonimamente, junto dos mais jovens, os mais variados actos ilícitos, onde se inclui o tráfico de drogas e armas. (porquê tanto espanto?)

A acção junto dos No Name Boys deixa o povo (onde me incluo) mais satisfeito e seguro. Eu sou do Benfica: gosto da opção da actual direcção – na figura do presidente Luís Filipe Vieira – ao não reconhecer nem apoiar, dentro e fora dos recintos desportivos, claques ilegalizadas ou grupos de criminosos.

Ao que parece, o DIAP de Lisboa funciona. Ainda bem! Resta saber, como cidadão português, se os outros departamentos – a polícia e a justiça – também. Sem influências ou intervenções de ricos e poderosos. Entretanto, fica uma sugestão de leitura (na foto), dirigida ao nosso Ministério Público, que pode desbravar algum caminho.
p.s.: num blog benfiquista esperava-se, certamente, refrerências à claque oficial SuperDragões, pelo facto dos seus elementos já terem roubado e espancado, de Norte a Sul do país, pese terem servido como escolta pessoal dos dirigentes do FC Porto aquando das repetidas presenças em tribunais. Ou então, ao facto de Fernando Madureira, líder do referido grupo oficializado de adeptos, ter adquirido, recentemente, a pronto e em dinheiro vivo, um restaurante na zona do Grande Porto, pela quantia de 25o mil euros. O dito dirigente - dono de automóvel da marca Porshe - declarou, à direcção-geral de impostos e contribuições, que ganha o ordenado mínimo (recordo que, actualmente, é de 425 euros).

Rude acordar



No dia em que a Selecção Nacional perdeu por seis, eu estava a dormir.

Pelos vistos, não era o único.

E a culpa, não se casa?

segunda-feira, novembro 17, 2008

Outro Benfica... outro Estrela... outros tempos!

Parabéns, Manuel José!



O Mister que, um dia, disse que «para treinar o Benfica até abdicava do salário», teve de emigrar para o Cairo, onde treina o "Benfica do Egipto".

Manuel José acaba de ganhar a quarta "Champions Africana", a sua 17ª final ganha, em 18 (!!!) pelo Al-Ahly. O desatino com o Sistema ostracizou o treinador que fez furor com o Boavista, no início dos anos 90.

No dia da vitória, dedicou-a a todos os portugueses que gostam de futebol. Parabéns, Manuel José!

Sidnei resolve

Liga Sagres
Benfica 1 - 0 Estrela da Amadora
(Sidnei)



O Benfica levou de vencida o Estrela da Amadora, uma equipa composta por jogadores que estão a trabalhar de borla desde o início da época. Apesar de continuar no segundo lugar, a um ponto do Leixões (que ganhou em Alvalade), a turma de Quique Flores mantém uma invulgar distância para os seus rivais históricos: quatro pontos de vantagem sobre o Porto, e cinco sobre o Sporting.

Não vi a segunda parte do jogo. A segunda parte, ouvi-a pela Antena 1. Do que vi, deu para reparar que a equipa entrou muito bem, com uma fluidez de jogo assinalável e que permitia criar lances perigosos, apesar da falta de acerto nos últimos metros. Ainda deu para ver Suazo a falhar um golo "certo" - lances típicos de equipas que acham que "o golo há-de acabar por chegar".

A fórmula da segunda parte terá sido algo baseado em transpiração, mais do que inspiração. O que importa é a vitória, pois, no fim das contas, o que importa são os pontos e não as vitórias morais - são os pontos que dão tranquilidade para treinar e jogar sem pressão, são os pontos que dão os campeonatos. Ainda falta muito para se jogar... há que continuar com os pés bem assentes na relva!

quinta-feira, novembro 13, 2008

Fogo Posto

«A venda de bilhetes está fraca e ainda não chegámos aos 200 bilhetes vendidos, mas as claques também ainda não estão inseridas, daí a estimativa de 500 adeptos do Vitória no Dragão. Os bilhetes são caros e o FC Porto, pela primeira vez, não aceitou fazer nenhum protocolo connosco, nem nenhuma permuta. Quando vierem cá vamos fazer a mesma coisa e vamos pôr os preços dos bilhetes a 15, 20 euros, conforme na altura nos der na real gana»

«esta posição do FC Porto está relacionada com o caso no TAS, só pode ser isso, porque pedimos atempadamente e insistimos esta semana apenas nos 200 convites para as claques e nem isso tivemos. O ano passado os bilhetes custavam 10 euros ao abrigo da permuta que também fizemos com o Benfica e demais clubes e foram 2500 adeptos ao Dragão»

«Nem resposta tivemos, foi tudo via telefone, através da nossa insistência. Por duas vezes disseram que não nos dariam bilhetes mais baratos e, sinceramente, não esperamos isto, porque quando vierem cá também vão ter necessidade e nós vamos dizer que não. Estão a confundir as coisas, aliás, são coisas mesquinhas e as permutas acontecem com qualquer clube e em todos os jogos, porque todos têm a ganhar com isso. Precisam de nós e nós precisamos deles, é uma estupidez andar aqui com estas guerrinhas. O FC Porto quis dizer que não quer nada com o V. Guimarães e está de relações cortadas. Oficialmente não tiveram coragem de dizer isto, o problema é deles»

«O FC Porto é obrigado a mandar os convites para a Direcção e convites de bancada. O presidente do Vitória e a Direcção vão ficar na tribuna do Dragão, mas não deve ser ao lado. O regulamente diz que o FC Porto tem de dar oito convites presidenciais. O FC Porto estava habituado a pedir oito, mais dez, mais um camarote e quando vier a Guimarães não levará nada, como imaginam. Levam os convites do regulamente e chapéu, porque os grandes clubes trazem um staff muito numeroso e nós cedíamos a tudo, mas com o FC Porto teremos de rever a situação»

«Quem não deve, não teme e vamos estar no Dragão. Na altura [recursos no TAS] o FC Porto olhou pelos seus interesses, como o V. Guimarães olhou pelos seus. Senão não andavam a correr para os tribunais da Suíça. Se ninguém nos receber no Dragão será normal. É preciso separar o trigo do joio, cada macaco no seu galho. Qualquer pessoa de bom senso sabe que é assim: o FC Porto não tinha nada que ter este comportamento, querem continuar a ser os reis do Norte, que o sejam à maneira deles»


Aberto Oliveira,
Vice-Presidente do Vitória (de Guimarães)

quarta-feira, novembro 12, 2008

O Penafiel que (não) chegou a acontecer




Não é o Flamengo, é o Union: o Real Madrid foi eliminado da Taça do Rei (que é adepto do clube madrileno...) por um clube da II-B!

terça-feira, novembro 11, 2008

Então, meninas?

Não se peguem...

E a "dobradinha" aqui tão perto...

Dispenso referir – ou até sublinhar – males alheios; mas este fim-de-semana teve momentos risíveis.:

1. Paulo Bento criticou Bruno Paixão – e incentivou à violência (o que é crime público). Fez bem (no caso do árbitro, obviamente)! O juiz setubalense é obviamente incompetente e, mais uma vez, prejudicou o espectáculo. Mas atenção: de três penáltis não assinalados, dois beneficiaram o FC Porto (refiro-me às faltas de Anderson Polga e Rui Patrício, ambas sobre Hulk; a outra é a de Rolando, por mão na bola. No lance entre Rochemback e Rolando, já no prolongamento, o jogo estava parado). E as expulsões são todas bem avaliadas – embora o critério disciplinar tivesse carregado de incoerência.

2. O Núcleo do Sporting na Pedrulha (Coimbra) assinalou, este fim-de-semana, mais um aniversário. O "ponto alto" foram as homenagens a duas figuras ímpares na história do clube: o ex-presidente Jorge Gonçalves e o ex-jogador João Vieira Pinto. Boas escolhas (que dizem tanto)!

3. O FC Porto - o que ganhou em Kiev e em Lisboa - ainda é o pior dos últimos 10 anos; estou curioso, actualmente, para perceber quem "manda" naquele balneário: Bruno Alves, Pedro Emanuel ou o clã argentino. Entretanto, já se percebeu que Nuno "manda" no "banco" (na asuência de Pedro Emanuel). O aparecimento de Hulk - jogador com enorme potencial, pese a sua imaturidade táctica -, com um valente "vai tomá no cú", bem dirigdo a Lisandro Lopez, poderá complicar as contas.

Benfica pass(ei)a na Taça

Benfica 3 - 0 Desportivo das Aves (Liga Vitalis)
Yebda, Luisão, Maxi Pereira


Depois do jogo sofrível contra o Penafiel, o Benfica de Quique apresentou a sua outra "primeira equipa", decidido a ganhar o jogo desde cedo. Yebda encarregou-se de marcar ainda antes dos 5 minutos, com um cabeceamento de alto requinte técnico (ao contrário do "lendário" golo do Marcelo, este tinha mesmo de ser marcado com a cabeça).

As facilidades continuaram durante a primeira meia-hora, que foi o tempo necessário para o Benfica ampliar a sua vantagem para 3-0. Curiosamente, não foi nenhum avançado a marcar os restantes golos. A impressão que fica é que Suazo não quis e Cardozo não conseguiu...

O paraguaio não atravessa um bom momento - as suas movimentações são perras (é um jogador para o toque final) e nota-se que não há prazer em jogar futebol. Algo se passa com Cardozo.

Como nota positiva, realce-se o regresso de David Luiz, que terá de lutar (muito) para roubar o lugar a Sidnei. Diria mesmo que está atrás de Miguel Vítor, na lista das prioridades de Quique, para o sector central da defesa.

Costuma dizer-se que é difícil encontrar-se motivação para os jogadores das equipas "grandes" defrontarem equipas "inferiores". Quique terá passado a mensagem e, se o jogo foi fácil, mérito haverá para todo o conjunto encarnado, que o tornou fácil.

O Jamor já esteve mais longe... mas o que eu quero mesmo é ganhar o campeonato.

Novo layout do blog

Lamento, mas com esta mudança de layout (em permanente actualização), os comentários do Haloscan foram-se. Tinha de ser.

segunda-feira, novembro 10, 2008

sexta-feira, novembro 07, 2008

Força Benfica!

O Benfica nunca terá tocado no céu; muito menos chegou agora ao Inferno – como parece hoje afirmar, em uníssono, a imprensa da especialidade (e, é claro, os adeptos adversários).

O Benfica tem o melhor conjunto de atletas do futebol português. A melhor equipa técnica, se comparada com a dos outros “grandes”. E a melhor estrutura – competente e honesta –, sobretudo aquela “ponte” personificada em Rui Costa, entre balneário e direcção.

Ainda falta, obviamente, espaço e tempo para a equipa alcançar regularidade exibicional e estabilidade emocional, qualquer seja o jogo ou competição. É necessária paciência: e ontem, os sócios e adeptos do Benfica, presentes no Estádio da Luz, provaram, finalmente, disposição para aguardar, renovando – através da ovação a terminar o encontro – a confiança neste projecto e nos seus protagonistas.

O Benfica está no bom caminho; e acredito que surjam as primeiras (de muitas) alegrias, já a curto prazo. Viva o Benfica!

A análise do "Menino de Ouro"

A análise de JVP

Benfica | Galatasaray
1 | Velocidade a funcionar

Este é um daqueles jogos que têm de ser partidos para melhor se tentar explicar o que aconteceu, porque ontem houve dois Benficas: um veloz e vivo que criou oportunidades que não concretizou; outro que se anarquizou, foi dominado e permitiu que o adversário criasse situações de golo que só é costume ver nas peladas, durante os treinos.

Depois de um começo equilibrado, com uma oportunidade para cada lado, o Benfica foi-se superiorizando e criou mais oportunidades de golo, principalmente quando jogava em velocidade e utilizava lançamentos em profundidade, para aproveitar as características de Suazo. Foram 45 minutos muito interessantes por parte do Benfica, que conseguiu pôr a nu as limitações do Galatasaray, uma equipa bastante experiente nestas andanças das competições europeias, mas que se deu mal sempre que foi pressionada. Só que a equipa portuguesa não aproveitou a metade do jogo em que foi melhor e depois sentiu amargos de boca.

2 | Desorganização e anarquia benfiquista

Depois do jogo com o Guimarães, pode pensar-se que Quique Flores arriscou demasiado ao introduzir alterações no onze, mas não creio que estivesse aí o problema. Este plantel do Benfica permite ao treinador, pelo menos do meio-campo para a frente, fazer a rotatividade que entender. Além de que as alterações feitas não foram propriamente decisões de risco, pois o Nuno Gomes antes de sair da equipa em Guimarães estava a jogar muito bem e o Di María é sempre uma incógnita, podendo-se sempre esperar que faça coisas diferentes. O bom resultado e a exibição de Guimarães não eram razões suficientes para que o treinador não mexesse na equipa. O problema foi a falta de organização e também não me pareceu que houvesse voz de comando. Pelo menos dentro do campo.

3 | Oportunidades que só se vêem em peladas

Com o Benfica incapaz de perceber o que se passava à sua volta, mesmo depois das entradas de Aimar, Carlos Martins e Cardozo - numa equipa à deriva nada acrescentaram, o que fizeram foi mais do mesmo -, o Galatasaray jogou tão à vontade no meio campo benfiquista que criou situações de golo que pareciam coisa de pelada durante um treino. Lances de todo invulgares a este nível, mas a verdade é que aconteceram. Era fácil perceber que os turcos estavam mais perto do segundo golo do que os benfiquistas de chegarem ao empate, até que chegou o segundo golo, de uma forma fácil, com a defesa do Benfica em linha e muito junta, fazendo uma oposição passiva. Culpa do meio-campo, que não pressionou o portador da bola, do Di María que não acompanhou a entrada de Akman no corredor esquerdo, e dos centrais, que deixaram Umit Karan isolado. Vi e revi as imagens do segundo golo, que são o retrato fiel do que é uma equipa partida. De resto, o Benfica atacava com cinco unidades que não voltavam para trás, deixando as questões defensivas para os quatro defesas mais o trinco. Uma desorganização crescente que levou à total perda de controlo. Enquanto isso, o Galatasaray da segunda parte foi uma equipa madura, que soube esperar pelos momentos certos para desferir os seus golpes e ganhar com justiça.

4 | Plantel permite rotatividade tranquila

Depois do intervalo, o Benfica voltou a revelar problemas que já se lhe tinham visto nos jogos iniciais da época mas que nos últimos jogos pareciam estar ultrapassados. A equipa regressou ao campo apática. Incompreensivelmente, deixou de pressionar, deixou de aplicar velocidade nos movimentos ofensivos e passou a ter mais dificuldade em comandar o jogo, ataque que acabou mesmo por ceder o controlo aos turcos. Experiente, o Galatasaray percebeu as fragilidades do Benfica, cresceu, pegou no jogo a seu bel-prazer e abriu o activo. Um golo que se adivinhava, pela forma desligada como jogava a equipa da Luz. Após o golo, quando se pensava que iria reagir de forma positiva, o Benfica desorganizou-se, anarquizou-se, a equipa partiu-se e o Galatasaray jogou como quis, utilizando a possa de bola como arma e chegando à área encarnada com facilidade e sem oposição.

5 | O Meira que se esperava

Sobre o Galatasaray vou dedicar algumas linhas ao Fernando Meira, que fez na Luz a exibição que sempre se espera dele. Certinho, prático, utilizando processos simples e eficazes, liderou a equipa turca em termos defensivos, mas não limitou o seu papel às tarefas de médio mais recuado. Pelo contrário, acompanhou a equipa nas saídas para o ataque e pudemos até vê-lo junto à área do Benfica.

6 | Parabéns ao Braga

Uma referência também ao Sporting de Braga, que está de parabéns, pela atitude que demonstrou num estádio sempre difícil e frente a um adversário mítico e sempre muito forte. O resultado foi uma tremenda injustiça, pois a haver um vencedor deveria ter sido o Braga. Parabéns também ao Jorge Jesus, que foi a S. Siro jogar com cinco elementos de características ofensivas no cinco inicial. Ou seja, manteve-se na senda daquilo que tem sido o brilhante comportamento do Braga nas competições europeias.

- João Vieira Pinto, in O JOGO

O golaço de Ronaldinho contra o Braga

Galatasaray congela ambições europeias do Benfica

Benfica 0 - 2 Galatasaray (Turquia)
Taça UEFA - Fase de Grupos
2º Jogo



O Benfica perdeu justamente contra o Galatasaray que, segundo Fernando Meira, terá feito a melhor exibição da época.

Apesar do talento de Suazo, o resto da equipa não encontrou soluções para o ataque - não se viram jogadas básicas e características do bom futebol. Na defesa, ficam na retina os lances que colocaram a nú as fragilidades encarnadas: a falta de rapidez dos defesas, nos passes a rasgar (principalmente no lado de Maxi e Luisão), e a falta de reacção (patente nos dois golos turcos).

Não é o fim do mundo: não temos de ir à Turquia vencer por três, e ainda temos mais dois jogos (Olimpiakos da Grécia e Metalist da Ucrânia, se não estou em erro) para provar que merecemos um lugar na fase seguinte.

Antes do jogo começar, refreei os ânimos de um amigo benfiquista: não se pode exigir o título nacional nesta época; muito menos um título europeu. Quique já avisava que este Benfica ainda não tinha asas para voar, e é bom que os benfiquistas também o saibam. Se a nossa luta for "apenas" a Liga Sagres, a Taça do Banco e a Taça da Cerveja, que seja.

PS: parabéns ao Braga, que ontem se bateu com um colosso mundial recheado de estrelas no seu reduto, e que se bateu de igual para igual. Jesus terá a sua hipótese.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Hoje não é um dia qualquer...



...HOJE JOGA O BENFICA!
Na Benfica TV, está claro!

A minha aposta:
Quim
Jorge Ribeiro, Sidnei, Luisão e Maxi
Yebda e Katsouranis
Reyes e Amorim
Aimar
Suazo.

Suicida



«Temos muita coisa para lhe oferecer. Praia, casino, a Espanha aqui mesmo ao lado¿ Não lhe faltaria nada.»

Carlos Martins, presidente do Beira-Mar de Monte Gordo, que pretende contratar Mário Jardel

A publicidade já ninguém lha tira.

É preciso o André Luiz fazer bosta (uma zequinhada)...



...para se ver que o Carlos Alberto até tem "cabecinha".

segunda-feira, novembro 03, 2008

1887-2008; a Académica faz hoje 121 anos

Sou de Coimbra: nascido e criado – o que me “enche” de orgulho. Não entendam esta última frase como presunçosa ou vaidosa (como já me acusaram por diversas vezes). Simplesmente nutro um sentimento – alheio racionalmente a mim próprio –, que me faz adorar, mais do que a qualquer outro ponto do país, a cidade e o distrito de Coimbra. O que, aliás, não me impede de reconhecer, talvez até com mais facilidade, virtudes e defeitos daquela terra e daquela gente.

Gosto de Portugal e dos portugueses. Mas a minha casa é Coimbra. Por isso mesmo, as pessoas e as pedras da minha cidade são, para mim, especiais. Assim como o azul do "seu" céu ou o verde das "suas" árvores; ou até mesmo o ar que por lá respiro.

Sou do Benfica e da Académica. Da Académica ou do Benfica. Nunca me importei com pormenores; nem aceito criticas: afinal, o coração é meu e, ainda assim, não o consigo controlar. De qualquer das formas, em dias de encontros a vermelho e preto fecho as janelas e as luzes, desligo televisões, rádios e telemóveis. E vou para a cama mais cedinho. Costumo saber das coisas no dia seguinte – quando me é permitido – e passo a prestar atenção ao quadradinho que me indica a “Próxima Jornada” e me acaba com o sofrimento. Enfim, são só algumas horas de total descontrolo físico e emocional (depois volto tudo ao normal, penso eu!)

A Associação Académica de Coimbra comemora hoje (dia 3 de Novembro) 121 anos de vida! Para quem não sabe, o meu sonho (realista) é ver a Briosa vencer no Jamor (a exemplo de 1939) e a regressar às competições europeias.

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...

Não quero estragar este (bom) momento desportivo – recheado de entusiasmo e optimismo –, fazendo referência aos árbitros do “nosso” futebol ou, pior ainda, aos critérios adoptados pela Comissão Disciplinar da Liga, na aplicação de processos sumaríssimos.

Os factos, ocorridos nas duas últimas jornadas, falam por si: os penáltis sobre Ruben Amorim (Naval) e Pablo Aimar (V. Guimarães); ou os lances protagonizados pelo “leal e forte” Bruno Alves, “capitão” do FC Porto – e recentemente promovido às funções de tradutor, entre plantel e elementos da guarda Pretoriana de Pinto da Costa.

Alerto para duas situações que, apesar de justificadas oficialmente, não posso deixar de classificar como “anormais”: as lesões não especificadas – nem públicas, já que ambas ocorreram durante treinos – de Wesley, do Leixões, e de Marcelinho, da Naval, em vésperas de recepção ao FC Porto.

Dois jogadores que, felizmente, não sofriam de qualquer mazela por altura do encontro com o Benfica. Ambos marcaram ao nosso clube, justificando o estatuto de melhores finalizadores e marcadores das respectivas equipas; Wesley recuperou, este fim-de-semana, totalmente (e voltou a marcar); certamente que Marcelinho, dentro de oito dias, também já estará a 100 por cento.

Haja coragem*...

“Há uma promessa que antes de acabar o meu mandato, ou a passagem pelo Benfica, vou concretizar, e passa por voltarmos ao passado. Quando era miúdo via jogos no estádio da Luz, as 15 ou 16 horas. Essa foi uma coisa que prometi ao meu pai, que faleceu, e vou cumprir.”
- Luís Filipe Vieira


*chega de promessas. Quero jogos à tarde!

Jardim de Rodin # 3



Força, master kodro... do your best.

(Nem) Freud Explica

Para a posteridade

Benfica entre gala e trabalhos forçados

Vitória SC - SL Benfica
1 - 2

(Suazo, Sidnei)




O Benfica conseguiu manter-se à frente dos seus rivais históricos, após exibição personalizada e inteligente em Guimarães. Durante a primeira parte viu-se um bom jogo de futebol, com o Benfica a dar a iniciativa do jogo ao Vitória (a estatística da posse de bola merece análise própria), mas com uma pressão imediata sobre o sector defensivo dos vimaranenses, que se viam forçados a jogar mal.

Aos 15', o regressado Aimar mostrou o que pode trazer ao Benfica - classe. Através de uma assistência "de letra", coloca Suazo perante dois defesas vitorianos que, incapazes de susterem o misto de técnica e força do hondurenho, não conseguem impedir o primeiro golo do Benfica. Aquele movimento do Suazo já eu tinha visto no YouTube... agora, serão os centrais do Vitória a ter pesadelos... negros.

Três minutos depois, Aimar sofre (nova) carga e arranca uma falta do lado direito do ataque benfiquista. Reyes consegue mais uma assistência para golo, ao servir Sidnei com um cruzamento açucarado. Previsível, para quem vinha a acompanhar os últimos jogos do Benfica - os pupilos de Cajuda estavam a dormir durante a palestra.

Douglas ainda consegue reduzir para o Guimarães, pouco tempo antes de Reyes ser expulso. O espanhol foi (justamente) sancionado com dois cartões amarelos em cinco minutos e comprometeu toda a segunda parte do Benfica.

Com um jogador a menos para os últimos 45 minutos, Quique abdicou do ataque. Parece que a palestra administrada ao intervalo foi bem recebida pelos jogadores, que foram solidários entre si e ajudaram-se mutuamente de forma a conseguir arrancar uma preciosa vitória fora de portas. Já sem Aimar em campo, o Benfica conseguiu manter o perigo longe da sua área. Para ser sincero, só comecei a "sofrer" a cinco minutos do fim (que só chegaria dez minutos depois) - e apenas por ver o avançar do tempo.

O treinador do Benfica e o resto da equipa estão de parabéns. Até Paco entrou em campo para ganhar uns segundos! Talvez não devesse ter continuado no banco, mas isso é um erro menor para quem não assinalou um penalty sobre Aimar (que, valha a verdade, já ia em queda quando foi varrido dentro da área vitoriana) e não expulsou quem pontapeou Suazo na face. Ia dando, Xistra...


quinta-feira, outubro 30, 2008

Feliz Natal!

Provocação #2*


"Isso é daquelas perguntas a que não sei bem o que responder, até porque nunca se sabe"
João Moutinho, capitão do Sporting, quando questionado se gostaria de jogar no Benfica

Ó Moutinho... até te tenho como bom rapaz e gosto das tuas qualidades humanas e futebolísticas.

Mas... não sabes que não se deve responder a este tipo de perguntas? Quando é assim, chuta para canto, diz que não pensas nessa hipótese pois agora és capitão do Sporting e representar o eterno rival é um cenário muito improvável, etc.

Caíste na esparrela de ser politicamente correcto, em vez de seres simplesmente mentiroso. Até porque NINGUÉM vai querer saber do resto que dizes, que é:

O que é certo é que estou muito bem no Sporting e se um dia sair, a minha prioridade, se tiver de voltar a Portugal, será o Sporting. Isso sem dúvida nenhuma.


Fala-se do trabalho de João Gabriel no Benfica, mas, houvesse um director de comunicação no Sporting, e este episódio nunca aconteceria... Mais uma acha para a gigante fogueira de Paulo Bento...

*A outra provocação foi o devaneio que foi o post anterior. Tendo em consideração que este blog é frequentado por cerca de 20/40 pessoas por dia, fico triste que ninguém tenha dito sequer um "ai"...

terça-feira, outubro 28, 2008

E se...

O Benfica contratasse Lucho ou Lisandro no fim da época?

Digam lá que não era giro...

segunda-feira, outubro 27, 2008

A vida não está fácil (ou coisas do futebol "deles" 2)

Não parecem de resolução fácil, ou pelo menos imediata, os “problemas” que Paulo Bento tem em mãos. O técnico do Sporting tem valorizado – acima de qualquer outra questão – o cumprimento das regras internas, procurando na disciplina do plantel a obtenção e consolidação de (bons) resultados desportivos.

Stojkovic e Vukcevic foram “riscados”, depois de reivindicarem publicamente a titularidade; o “braço-de-ferro” resultou, na prática, no enfraquecimento da equipa, do ponto de vista desportivo (aliás, o único ponto de vista visível). Ao Sporting falta qualidade e confiança. As opções são poucas, e muitas das que resistem, mantendo a confiança de Paulo Bento, mais parecem esperar pelo final da época – esperançados em, ao contrário do sucedido no último defeso, finalmente conseguir o tão desejado “salto” na carreira.

O técnico Paulo Bento já provou ser teimoso. O (melhor) exemplo prático deste facto é mesmo a opção pelo moderno 4x4x2 losango; esta insistência, tem contribuído decisivamente para a anulação, fácil e recorrente, por parte de qualquer adversário, da construção do seu jogo ofensivo. Torna-se mais fácil defender, mas também atacar (uma rápida transposição, com abertura das alas e apoio das laterais, criará sempre desequilíbrios perante as dificuldades de movimentação de alguns dos habituais médios interiores leoninos).

Não me importando, em demasia, com os “problemas” dos outros, fica a minha declaração, numa fase ainda embrionária (mas cada vez mais optimista) do campeonato: isto fica para decidir entre FC Porto e Benfica; considerando que os dragões estão no seu “ano não” (há que aproveitar rapaziada!, mesmo que o projecto esteja ainda no início). Se não houver alterações em Alvalade, na forma e no conteúdo – na táctica e nos nomes (de treinadores e jogadores) –, este Sporting é “presa fácil”. E, certamente, perderá muitos mais pontos por outras capitais portuguesas (dos Móveis e não só).

Saudações benfiquistas

Sem comentários (ou coisas do futebol "deles")

Benfica encontra Vitória a minutos do fim

Liga Sagres
Benfica 2 - 1 Naval
(Luisão, Cardozo)



1. O desaparecimento da águia Vitória, assustada com os confétis da festa dos cinco anos do novo Estádio da Luz, foi um mau prenúncio para o jogo de ontem. Com Suazo a ocupar o lugar de Cardozo, que havia rubricado uma exibição medíocre na Alemanha, a equipa de Quique contava também com Yebda, que recuperava o seu lugar no onze inicial. Apesar de Maxi Pereira já se assumir como defesa-direito, o treinador espanhol preferiu apostar na ajuda que Rúben Amorim dá ao uruguaio, ao invés de tentar a sorte com a velocidade de Di Maria.

2. Não vi o jogo todo, mas ficam-me na memória alguns erros graves da equipa de arbitragem: um penalty não assinalado sobre Rúben Amorim e um fora-de-jogo mal assinalado à turma da Figueira da Foz. O jogador navalista ficaria isolado perante Quim! Há ainda um toque de Sidnei, com a coxa, num jogador da Naval, que me parece ter tido grande influência na queda deste. O árbitro decidiu punir o jogador Navalista com um cartão amarelo.

3. Mais um passe teleguiado de Reyes, desta vez a assistir Luisão. O xerife voltava a marcar e o público serenava. Por esta altura, já Quique estava com os nervos em flor, pois os jogadores faziam-se de esquecidos em relação às "lições" ministradas durante a semana - palavras dele, adaptação livre.

4. O golo da Naval foi tão caricato quanto previsível. A equipa da Luz estava a defender muito atrás, e a bola queimava nos pés. Nem Katso, nem Martins (os supostos cérebros da equipa) conseguiam gerir a posse de bola como o contexto obrigava, e a Naval marcava... de joelho.

5. Cardozo, sempre ele. Este jogador tem um faro pelo golo como há muito não se via num jogador que vestisse o Manto Sagrado. Por vezes, passa por completo ao lado do jogo, não trabalha, é estático e desplicente. Enerva. Compensa com verdadeiras «solhas» plenas de veneno, e marca muitos golos. Imaginem se soubesse jogar de cabeça...

6. Jorge Ribeiro assistiu Cardozo de forma milimétrica. É neste aspecto que o português se superioriza a Léo, que nem cruza com tanta precisão e intensidade, nem tem no remate a arma temível do irmão de Maniche.

7. Três anos depois, o Benfica ultrapassa o FC Porto na classificação da Liga Sagres. Sinal dos tempos? Esta jornada teve um gosto especial, pois o FC Porto perdeu com o Leixões (lembro-me da risota que o empate do Benfica em Matosinhos provocou aos rivais da turma da Luz), e o Sporting não conseguiu vergar o Paços em casa. Paulo Sérgio pode não ter a equipa mais bela do mundo, mas sabe retirar-lhe um aproveitamento assinalável. Ao assumir que não tinha engenho para atacar decentemente, apostou na solidez defensiva, com sucesso.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Benfica cumpre mínimos...

Taça UEFA - Fase de Grupos
Hertha 1 - 1 Benfica

(Di Maria)



O Benfica continua a não conseguir ganhar na Alemanha. Depois de um início de jogo verdadeiramente auspicioso, a turma de Quique Flores (sem Yebda, por motivos físicos, e com Carlos Martins e Suazo a suplentes) desapareceu depois dos 25 minutos.

Depois do intervalo, a equipa refrescou-se com Suazo (Cardozo funciona melhor em jogos em que o Benfica é a facção dominadora) e conseguiu marcar num lance de contra-ataque. Bom trabalho de Suazo, a preparar a jogada, um passe de morte de Nuno Gomes com força, direcção e timing perfeitos, e a velocidade de Di Maria fez o resto. O remate do argentino foi feliz - a finalização deverá ser uma característica a trabalhar exaustivamente.

A vantagem no marcador surgiu sem que a equipa portuguesa fosse claramente superior à germânica. Pelo contrário, o Benfica jogou na especulação, à espera de um erro do adversário (e foram alguns...).

O sector defensivo dos encarnados caracterizou-se por uma solidez impressionante, em que pontificaram Sidnei e Luisão. Foi, aliás, após mais um bom corte de Sidnei que a bola sobrou para Pantellic, um talento nato que não teve problemas em marcar um golo de levantar um estádio. Voronin ainda falharia de forma escandalosa o golo que decidiria o jogo a favor do Hertha.

No final de contas, Quique foi ganhar um ponto à Alemanha. Para quem não queria perder, é missão cumprida.

"O Nuno Gomes fez um excelente trabalho pela boa leitura do jogo, esteve sempre onde a equipa precisava. Precisamos de jogadores assim. O plantel é jovem, mas acredito que, com o tempo, os jogadores vão crescer e ter uma melhor compreensão do jogo"

Quique Flores

quinta-feira, outubro 23, 2008

O outro Nélson




Gil Gomes. Foi dos primeiros nomes do universo da bola que memorizei.

Parece que está a ter, fora do relvado, a sorte que não conseguiu ter dentro destes.

Boa sorte, eterna promessa.

Hoje não é um dia qualquer...



HOJE JOGA O BENFICA!

O que se passa com David Luiz.



Não é uma pergunta.

(sim, até o pontinho tem link próprio)

quarta-feira, outubro 22, 2008

Azul bebé



Era por isto que o Rodriguez queria jogar na Champions?
O Dynamo fundiu a tranquilidade europeia de Jesualdo...

segunda-feira, outubro 20, 2008

Moreira mata o suspense

Taça de Portugal
Taça de SL Benfica 0 - 0 Penafiel (II Divisão B)

(5-3)



Os benfiquistas tiveram de esperar pelos penaltis para verem a sua equipa a levar de vencida o Penafiel, uma equipa da II Divisão B, um clube em queda livre pelos escalões secundários... De regresso à titularidade, o guarda-redes Moreira foi o "herói" da noite, ao fazer a defesa que possibilitou a vitória do Benfica.

Quique alinhou numa postura arriscada, ao colocar jogador menos rodados no "onze" inicial. Foram eles Moreira, Bynia, Urreta, Makukula e Balboa. É legítimo querer dar confiança e minutos aos jogadores que têm menos oportunidades na equipa principal. No entanto, também é um jogo perigoso encarar jogos de Taça (de Portugal e da Liga) como jogos de competições menores.

No final, Quique teve meia-vitória: o Benfica passou à fase seguinte, mas os jogadores tiveram de submeter-se a um esforço suplementar, devido ao prolongamento.

Venha o Hertha...

Notas positivas:
- boa casa (20 mil pessoas);
- regresso de Suazo;
- postura de Reyes e Ruben Amorim;
- atitude de Moreira;

Notas negativas:
- lesão de Miguel Vítor (mais uma lesão provocada por uma agressão, depois de Suazo, Reyes...);
- ter de se jogar mais meia-hora;
- ter de se recorrer ao desempate por penaltis.

Palpite

Depois do Chelsea, Scolari vai treinar o Inter de Milão.

sexta-feira, outubro 17, 2008

A Federação precisa de um Abrantes Mendes

Abrantes Mendes é candidato alternativo para a presidência do Sporting. Pode ser uma má alternativa, mas é uma. Quando não há outra. Fala mal, de forma oportunista, mas fala mal.

Se avançar com nova candidatura para as eleições do Sporting, haverá alguém que avançará com candidatura mais credível. Seria catastrófico (para o meu imaginário) se tal não sucedesse. E haverá debate aberto de ideias.

A Federação precisa de um Abrantes Mendes. Urgentemente.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Apesar de tudo, ainda acredito no apuramento para o Mundial' 2010:

Apesar de muito me custar, gostaria de deixar apenas meia dúzia de apontamentos – que correspondem à minha opinião – em relação à exibição da selecção nacional, frente à “modesta” Albânia:

- Carlos Queirós errou; no “onze” titular e nas substituições.

- Os jogadores revelaram, sobretudo, falta de empenhamento, na maioria dos 90 minutos. Optaram por esperar que o golo surgisse naturalmente, sem nada fazerem para o conseguir.

- Cristiano Ronaldo não é, nem nunca será, merecedor de envergar a braçadeira de capitão de equipa (o facto de ser o melhor jogador não lhe garante esse direito); Ricardo Quaresma e Nani revelaram ser pouco mais do que “artistas” da bola.

- Miguel e Manuel Fernandes (como já havia confirmado ao serviço dos sub-21) não são jogadores de selecção nacional (as qualidades futebolísticas não chegam); Hugo Almeida é fraco.

- Nuno Gomes é, de longe, o melhor avançado português (já o era em baixa de forma, quanto mais agora).
p.s.: dispenso comentar a postura, nos momentos difíceis, do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl.

Chamem o Trappatoni (com o P. Bento a adjunto)*

Suécia 0 - 0 Portugal
Portugal 0 - 0 Albânia



Vou ser curto, mas objectivo: apesar de exibições "menos conseguidas", contra penáltis não assinalados e falhanços clamorosos perante o guarda-redes não há treinador que resista.

Queirós pode (e deve), sim, intervir na atitude de alguns jogadores, com tiques de vedeta e excesso de individualismo - que prejudicam a equipa. Razão tem João Pinto (o maior, não o bronco ) quando analisa o jogo e cconclui dizendo ter visto jogadores a "jogarem para si".

Há jogadores que não estão a ser "amigos" de Queirós, e nota-se que existem duas classes de portugueses, nesta Selecção: a vedeta e a operária. Pior, há "cancros" dos sub-21 que se vêm promovidos a titulares da "A"! Vocês sabem de quem estou a falar...

Nada está perdido, mas o melhor será começarmo-nos a mentalizar que não estaremos no Mundial 2010.
____
*Mais vale ganhar a jogar mal, do que perder a jogar bem.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Dias da Cunha dixit

"Quando o empréstimo obrigacionista se converter em acções, o Sporting perde a maioria da SAD. A partir daí, a jóia da coroa do clube é a Academia. São os terrenos de Alcochete que vão ter o novo aeroporto ali ao lado. O meu tempo já passou. Apoiarei quem quer que seja, com uma única condição: que seja honesto. E o actual presidente, não o é. É preciso travar a actual direcção para que o Sporting como todos o conhecemos continue a existir. Em 2005, o passivo não era nada que me preocupasse. Estava negociado com a Banca e o Sporting era perfeitamente viável. Filipe Soares Franco destruiu essa viabilidade, inventando um buraco para se poder candidatar sozinho e fazer crer aos sportinguistas que era necessário vender património. Filipe Soares Franco empobreceu o Sporting. Ele já disse que se não tivesse tomado as medidas que tomou o clube corria o risco de ficar como o Boavista. Isso é falso. O Sporting tinha acabado de negociar a 12/15 anos de vista com os bancos a sua dívida. E estava a cumpri-la. Comigo, nunca fizemos nada que os bancos não aprovassem. A história do buraco é, pois, uma mentira."
in CM de Hoje
(roubado ao futebolartte)

Isto só vem de encontro ao que penso acerca de qualquer presidente dos "três grandes": não confio em nenhum.

terça-feira, outubro 14, 2008

Restos do Benfica que eu aprendi a amar




"Então e o seu Benfica? Tem visto os jogos? Continua benfiquista?

Magnusson pára, olha muito fixamente para ele e pergunta-lhe:

- Você está a brincar comigo?!?! Uma vez benfiquista, PARA SEMPRE (o ênfase foi mesmo assim!) benfiquista!

A conversa lá continuou com ele a recordar os 33 golos em 30 jogos numa época, cinco anos de Benfica, três títulos de campeão, duas finais europeias, os seus planos de vir viver para Portugal quando o filho deixar de jogar hóquei no gelo, até que no final o Nuno Luz lhe pergunta:

Quer deixar alguma mensagem para o Benfica, para os adeptos?

Ele volta a olhar fixamente, desta vez para a câmara, e remata:

- Viva o Benfica! VIVA, VIVA (mais uma vez com ênfase, com uma voz vinda da alma) o Benfica!

- Roubado ao infernodaluz.blogspot.com

segunda-feira, outubro 13, 2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

Antes da selecção...

...alguém sabe quem é o líder da Serie A?

terça-feira, outubro 07, 2008

Sorteio da Taça UEFA (ainda se chama assim?)

Grupo A

Schalke04, Alemanha
PSG, França
Manchester City, Inglaterra
Racing Santander, Espanha
Twente, Holanda

Grupo B

Benfica, Portugal
Olympiacos, Grécia
Galatasaray, Turquia
Hertha Berlim, Alemanha
Metalist Kharkiv, Ucrânia

Grupo C

Sevilha, Espanha
Estugarda, Alemanha
Sampdoria, Itália
Partizan, Sérvia
Standard Liege, Bélgica

Grupo D

Tottenham, Inglaterra
Spartak Moscovo, Rússia
Udinese, Itália
Dinámo Zagreb, Croácia
NEC Nijmegen, Holanda

Grupo E

AC Milan, Itália
Heerenveen, Holanda
Sp. Braga, Portugal
Portsmouth, Inglaterra
Wolfsburgo, Alemanha

Grupo F

Hamburgo, Alemanha
Ajax, Holanda
Slavia Praga, Rep. Chea
Aston Villa, Inglaterra
MSK Zilina, Eslováquia

Grupo G

Valencia, Espanha
Brugge, Bélgica
Rosenborg, Noruega
FC Copenhaga, Dinamarca
Saint-Etienne, França

Grupo H

CSKA Moscovo, Rússia
Deportivo Corunha, Espanha
Feyenoord, Holanda
Nancy, França
Lech Poznan, Polónia
In Record

Será desta que revejo o Milan in loco?

Leixões refreia entusiamo benfiquista

Leixões 1 - 1 Benfica



Quando o Benfica perde (nem que seja "só" pontos"), não me apetece fazer grandes análises. No entanto, aqui ficam as minhas impressões do jogo de ontem:

- Finalmente, Miguel Vítor à direita (até porque não havia mais ninguém);
- Conseguiram arrumar-nos o Reyes (somente o nosso jogador mais influente dos últimos jogos) ainda antes do quarto de hora. De mestre!;
- O Benfica chegou ao golo sem ter feito por isso, e só jogou minimamente bem nos momentos seguintes;
- Com excepção do período de tempo que assinalo acima, o Leixões jogou sempre melhor e mereceu o empate;
- Quique viu (e bem) que não conseguia segurar o jogo e tentou povoar o campo com a agressividade de Bynia. Mas o camaronês nem sabe segurar o jogo, nem jogar para a frente;
- Makukula poderia ter rendido Cardozo;
- O Benfica ganhou um ponto ao (então) líder, e continua a um jogo da liderança.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Hoje não é um dia qualquer...

Hoje joga o Benfica!


SMS das 17H48: "Será errado sentir uma pequena erecção pelo jogador Bruno Alves? Pior que encornar a mulher, é encornar o Benfica! Hoje não é um dia Kkr, temos de ganhar! Abraço"; uma mensagem que, embora não a compreendendo na totalidade, elucida quanto ao actual estado de espírito dos benfiquistas. Daqui a cinco minutos, começamos, todos juntos, a lutar por alcançar o nosso lugar (o 1.º lugar, entenda-se), 1141 dias depois.

domingo, outubro 05, 2008

Sporting, 1 - FC Porto, 2 (ou a reposição da normalidade)

Para um benfiquista, é sempre interessante assistir a um Sporting-FC Porto. Sobretudo, numa fase da época onde, apesar de importante, nenhum clássico pode ser considerado decisivo.

O FC Porto ganhou, em Alvalade, por 1-2, subindo ao 1.º lugar e (re)assumindo-se como principal candidato ao título de campeão nacional. O resultado final é justo. O Sporting revelou as mesmas fragilidades dos jogos frente a Barcelona e Benfica; o FC Porto foi pragmático, gerindo a vantagem com um futebol prático e inteligente.

No caso do Sporting, Paulo Bento parece, ainda, procurar a forma ideal de pressão alta, a meio-campo, e de processos ofensivos, na frente de ataque. Claro que sem alas se torna mais difícil desequilibrar, confiando-se na plasticidade do losango, ou seja, nos movimentos mais agressivos dos médios interiores. O problema, pelo menos, o que melhor se sente, é a irregularidade exibicional desses dois elementos: Rochemback torna-se, a cada jogo, o mais fiel aliado de qualquer defesa adversária, transformando-se, devido à lentidão e passividade, numa presa fácil (e inútil, funcionando como “travão” à transposição defesa/ataque). João Moutinho, protagonista de uma novela de Verão, sempre difícil de digerir (por jogador e sócios e adeptos), está, actualmente, a anos-luz do que já provou ser capaz de fazer. Izmailov e Vukeciv têm alternado entre os bons e os maus momentos: as lesões e os problemas extra-futebol, respectivamente, têm complicado a vida de ambos os jogadores, mas também a de Paulo Bento.

De resto, e apesar de se notar vontade em lutar, do primeiro ao último minuto, importa notar que Liedson, agora de regresso após prolongada paragem (por lesão), continua a fazer falta. Se, antes, ainda decidia em importantes momentos, falta agora recuperar as condições físicas e mentais do melhor avançado do plantel.

Por outro lado, as alterações em termos de posicionamento – se bem se mantenha o esquema táctico – promovidas por Paulo Bento parecem, algumas vezes, confundir os atletas, incapazes de cumprir as suas tarefas. E, muitas vezes, resultar em poucos ou nenhuns efeitos práticos. Falta, claro está, falar do plantel leonino: ao Sporting falta qualidade, principalmente no sector mais recuado (baliza incluída, se não contabilizarmos Stojkovic).

p.s.: o FC Porto provou, outra vez, que tem qualidade para vencer este campeonato. Mas, decididamente, não é tão forte como na época anterior.

Imprensa: jornal "A Bola" (03.10.08)


Esta capa merece uma referência; não concordam? (desculpem o atraso, de alguns dias)

sexta-feira, outubro 03, 2008

Benfica TV começa da melhor maneira

Benfica 2 - 0 Nápoles



O Benfica matou um borrego com 23 anos, e eliminou uma equipa italiana das competições europeias. O Nápoles borrou-se perante o Inferno da Luz (bem composto) e não conseguiu repetir a exibição de há 15 dias.

Em contraste com o jogo de há duas semanas, o Benfica surgiu motivado pela vitória frente ao Sporting, e preparou-se para continuar a "salvar" aquilo que ainda não podia estar "perdido" tão cedo - a época. Quique manteve a sua aposta em Jorge Ribeiro (um passado dos cornos), e devolveu a titularidade a um dos capitães do Benfica (como tem de ser). Sidnei continuou a central, ao passo que Katsouranis roubou o lugar a Carlos Martins, que tinha saído "rebentado" depois do jogo contra o Sporting. Com Suazo, Aimar e David Luís lesionados, e com Cardozo (ainda) castigado, o Benfica dá-se ao luxo de fazer gestão (nalguns casos, forçada) de plantel e ainda tirar algum proveito.

Deixo a crónica do jogo para os "especialistas", mas realço a atitude pressionante da equipa, que remeteu o Nápoles para a sua grande área - a recordar, o pontapé de bicicleta que por pouco não deu em golo, e a bola no poste que antecedeu o um falhanço incrível por parte dos napolitanos.

Quique construiu uma equipa com mentalidade, pois nota-se que se acredita até ao último minuto - todos sabem o quão pertubador pode ser um empate a zero, quando se precisa de facturar, a meio da segunda parte. A equipa não ficou nervosa, nem ansiosa, e continuou com o seu esquema de jogo normal. Muito bem.

Em segundo plano (porque ganhámos), fica a ante-estreia do canal Benfica TV. A realização esteve impecável, e o relato também esteve em ótimo plano. Pormenores como a reportagem e os comentários deverão ser trabalhados de outra forma.

Venha agora a fase de grupos e a liderança no campeonato na segunda-feira!


quinta-feira, outubro 02, 2008

Com o gás todo

O FC Porto comemorou em 28 de Agosto o seu "alegado" 115.º aniversário, para citar um importante jornal desportivo com “uma celebração discreta e muito intimista”, coisa que nos põem a imaginar o seu vitalício presidente a recitar Régio e a esposa, em fundo, a tocar Mozart ao piano. E digo "alegado" porque nem todos os portistas, que durante quase 90 anos se habituaram a comemorar o aniversário do clube no dia 2 de Agosto, aceitam como boa a engenharia histórica que o sr. Pinto da Costa fez em finais dos anos 80, acrescentando nada mais de 13 anos à já longa vida do clube, e tornando-o, de uma assentada, "centenário".

Não sei se o ora suspenso presidente se inspirou numa espécie de repescagem histórica feita anos antes pelo seu rival preferido, o Benfica, que, mais modesto, se contentou em "recuperar" apenas 4 anos da sua história através do parceiro com o qual se fundaria, de facto, em 1908. Sei é que, com este golpe de génio, o insigne e esmagador presidente azul venceria mais uma vez o Benfica, tornando o seu FC Porto centenário antes dos encarnados.

O FC Porto foi fundado realmente em 2 de Agosto de 1906, pelo eng. José Monteiro da Costa, cujos descendentes ainda pensaram, na altura, desmascarar este atropelo à sua memória. Conheci as duas pessoas recrutadas, digamos assim, para montar e dar alguma verosimilhança à nova "versão histórica" da fundação do clube. Uma delas era um curioso jornalista, tenaz coleccionador de histórias, uma espécie de pesquisador de ouro que esmiuçava tudo em que mexia, (cujo não identifico porque ainda é vivo e não lhe pedi autorização para o meter nisto) a outra era, na altura, um conhecido pianista e homem-de-sete-ofícios, que criou ou copiou da televisão italiana a figura de um boneco que teve algum sucesso na RTP, o “Toppo-Giggio”.

A base de trabalho de ambos foi, salvo erro, o recorte de um jornal datado de 1882 ou 1893, em que era referido um certo Foot-Ball Club do Porto, criado por um senhor António Nicolau de Almeida, do qual se perderia totalmente o rasto ou mais referências nos anos que se seguiram e que tudo indica terá desaparecido como uma alma penada. Com ele, Pinto da Costa, aumentou nada menos de 13 anos (cruzes, canhoto) ao FC Porto. Ou seja, não se contentou em “fazer história" no seu clube durante o seu tempo, reescreveu-a andando para trás no tempo até ao século anterior.

- Rui Cartaxana,
in Record

Hoje não é um dia qualquer...



Hoje joga o Benfica!

Equipa:
Quim

Luisão e Sidnei
Jorge Ribeiro e Miguel Vítor

Katsouranis e Yebda

Reyes e Carlos Martins

Aimar e Nuno Gomes

quarta-feira, outubro 01, 2008

E agora, algo completamente diferente

Será fake?

A nova "vida" do FC Porto, em 2008/2009

O FC Porto perdeu, para a época 2008/2009, Bosingwa, Paulo Assunção e Ricardo Quaresma. O suficiente para, neste momento – sobretudo, após a derrota (0-4) em Londres, com o Arsenal –, se afirmar a entrada num novo ciclo do seu futebol: não só pelas perdas, mas também pela nova capacidade competitiva já demonstrada pelo renovado Benfica.

Ao actual FC Porto falta experiência. Os seus reforços são jovens (casos de Sapunaru, Rolando, Fernando ou Guarin), para mais cumprindo a habitual adaptação à nova realidade (como também acontece com Benitez ou Tomás Costa). Claro que, para além destes factores (absolvidores), a qualidade futebolística destes atletas será – e isto é uma opinião pessoal – bastante menor se comparada com a dos futebolistas que saíram do Dragão. Este grupo terá, obviamente, probabilidades de sucesso bem distintas, se o contextualizarmos nos dois planos competitivos: o interno e o externo.

Continuo a considerar, e já quase não duvido, que Christian Rodriguez – a par de Rolando (ex-Belenenses) e Fernando (ex-E. Amadora) – foi a melhor contratação portista desta época. Continuo a duvidar, todavia, que tenha sido uma boa contratação. Refiro-me, obviamente, aos sete milhões de transferência e aos dois milhões/ano de contrato.

Jackpot?

Terão dos dirigentes do Benfica, finalmente, acertado no treinador?

Perspectivas

O Porto sofreu a derrota mais pesada derrota desde há onze anos a esta parte (os jornais falam apenas de números "europeus", mas alguém se lembra da última vez que o FC Porto perdeu por quatro golos em solo nacional?).

Por outro lado, depois de ter jogado no campo mais difícil do grupo, continua em segundo lugar no grupo...

PS: Lucho já deu o primeiro mote para o clássico contra o Sporting - alguém vai ter de pagar a factura!

ADENDA: há ainda a perspectiva senil.

terça-feira, setembro 30, 2008

Recordar é viver



Reportagem feita por mim e pelo meu colega João Mamede.
Uma prova de como o amor à Briosa pode superar rivalidades entre benfiquistas e portistas!

(Dedico-a a um grande amigo que agora está por Lisboa, também um antigo-colega!
Ele sabe quem é.)

segunda-feira, setembro 29, 2008

As vantagens do campeonato ser fraquinho (pelo menos, do segundo terço para baixo)

O nível exibicional da Académica, neste início de época, alternou entre o medíocre e o suficiente. O início de campeonato merece, ainda assim, balanço positivo: 10.º lugar, com duas vitórias e seis pontos. Para isso bastou manter a base da equipa e a estrutura táctica de Domingos Paciência; as alterações (e adaptações) foram pontuais – apenas quatro reforços (Peskovic, Luiz Nunes, Edson e Sogou) têm sido opção regular –, possibilitando este arranque.

A natural evolução dos adversários, normalmente recheados de “caras novas”, ao longo das primeiras jornadas, diminuiu a diferença entre os concorrentes. E a partir deste momento, será a qualidade dos diversos plánteis (e mais uma ou outra coisa) a definir resultados.

Terá, portanto, de ser este o momento para a Briosa encontrar mais e novos argumentos de qualidade. De bom futebol, entenda-se! O próximo jogo (recepção ao Nacional, no domingo), logo confirmará ou rejeitará as preocupações de responsáveis e adeptos.

Veio mesmo a jeito!



Ronaldinho marca o golo decisivo no jogo do Milan contra os eternos rivais Inter, de Mourinho, na semana em que sai o Fifa09, por quem dá a cara.

Humildade de Flores contraria estatística de Bento

Benfica 2 - 0 Sporting
(Reyes, Sidnei)



O Benfica venceu o principal dérbi do país, e pode ser líder do campeonato já na próxima jornada.

A jogar em casa, Quique Flores decidiu manter a sua aposta nos jogadores que lhe deram a primeira semana de "descanso" desde que chegou à Luz - Miguel Vítor ou Sidnei, Jorge Ribeiro e Nuno Gomes não eram "obrigados" a ser titulares. Mas Quique já foi jogador e saberá por certo o quão arrasador pode ser para um jogador o facto de ficar de fora depois de ter ajudado o colectivo após jogo em bom plano individual. Sentaram-se Katsouranis, Aimar e Léo - no fim de contas, valeu a pena.

O jogo começou com um filme que já se tinha visto nos últimos dérbies caseiros - o Sporting podia ter começado o jogo a ganhar, mas Yannick não teve a estrela que costuma ter, contra o Benfica. Com os passes em profundidade de Miguel Veloso a resultarem bem numa fase inicial, o Sporting acreditou que era possível construir uma boa exibição tendo por base o jogo directo e a velocidade de Djaló. A táctica de Paulo Bento não resultou e, quando acabou a primeira parte, já Nuno Gomes tinha falhado um golo de baliza aberta (...), Yebda tinha sofrido um agarrão na grande área, por parte de Postiga e merecedor de penalty, e Abel tinha aliviado o perigo de um grande remate de Reyes, de fora da área.

O início da segunda parte foi uma continuação da primeira - um jogo bastante equilibrado, com o Sporting a controlar e o Benfica a correr atrás do prejuízo das duas primeiras jornadas. Os lugares-comuns valem o que valem, mas a uma dada altura a turma de Paulo Bento parecia confortável com o empate, e a equipa que "estava pior" (no campeonato, entenda-se) marcou. Depois de uma boa jogada entre Reyes e Aimar, o espanhol bateu Rui Patrício de um ângulo bastante difícil - o remate foi bom, mas o mais extraordinário desta jogada foi mesmo a total displicência de Rochemback ao longo de toda a jogada. Abel já sabe com quem não pode contar.

O golo foi o tónico que a equipa precisava para arrancar uma boa exibição e acordar a Catedral (o ambiente amorfo que até então se presenciara chega a ser embaraçoso, quando comparado com o que os benfiquistas do norte presenteiam a equipa, sempre que o Vermelhão passa o Mondego...). Pouco depois, Sidnei confirma a vitória do Benfica, num cabeceamento em que surge muito bem sobre Polga. A sua felicidade quase infantil na comemoração do golo encheu os benfiquistas de orgulho e esperança - como o futebol é uma práctica consciente de amnésia, meus senhores (revejam os comentários do dia em que se falou do regresso de Fernando Meira)...

No fim do jogo, Quique flores não embandeirou em arco, enaltecendo ter ganho a uma grande equipa. Paulo Bento poderá ter a sua razão quando diz que é uma derrota com números demasiado expressivos, dado o equilíbrio verificado durante grande parte do jogo, mas a verdade é que a segunda parte do Benfica foi muito forte e o Sporting não mostrou soluções para contrariar o jogo vermelho.

Sendo sincero, considero que esta época do Benfica é apenas um mero esboço do que se pode esperar da próxima época, e não esperava tanto da turma de Flores. Já o Sporting, decepcionou-me. Os pupilos de Bento já jogam juntos há alguns anos, e tinham a obrigação de mostrar mais ambição e consistência (a "estaleca" de que se fala).

O Sporting perdeu a oportunidade de se isolar no primeiro lugar (o Nacional perdeu em casa!) e deixar os eternos rivais a sete pontos. Para a semana, recebe o Porto depois de mais um jogo na Champions... habemus campeonato!

Registou-se

domingo, setembro 28, 2008

A sentença de RAP

A chama imensa: Eu acredito na mudança de Quique

Por Ricardo Araújo Pereira

Acabou agora o Benfica-Sporting. Significa isto que, no momento em que começo a escrever esta crónica, o Sporting já não perde um jogo na Luz há cerca de cinco minutos. Sei que o Paulo Bento gosta imenso de estatísticas, e por isso não queria deixar de o manter actualizado. Seis minutos, agora. Outro dado interessante: mesmo sem a presença de Vukcevic e Stojkovic, houve um jogador incompatibilizado com Paulo Bento que mesmo assim conseguiu jogar o derby. O Carlos Martins. Foi um gesto bonito da parte do treinador do Sporting, ter deixado jogar o rapaz.

E neste momento o Sporting já não perde um jogo na Luz há mais de dez minutos. É obra. Quanto ao Benfica, arrisca uma sanção pesada das autoridades competentes. Os nossos centrais, não há que negar, são dois adolescentes. Estou a rever o jogo em alta definição e não consigo ver um único pêlo na barba dos dois petizes. E tenho quase a certeza de que vi o Quique Flores mudar a fralda ao Miguel Vítor ao intervalo. Por tudo isto, receio bem que aquilo que aconteceu ontem possa ser considerado trabalho infantil. Só não é trabalho porque os avançados do Sporting não deram trabalho nenhum. Na segunda parte, o Sidnei até se virou para trás e perguntou: «Sr. Quim, acha que posso ir lá à frente marcar um golo? Eu prometo que não demoro.» E o Quim disse: «Vai lá, pequenino. Não te percas.» E assim foi.

Entretanto, pareceu-me ver no ataque do Sporting um jogador que fazia mesmo lembrar o Liedson, mas completamente inofensivo. Não sei bem se era ele. O rabo do Rochemback tapa-me a visão sobre boa parte do jogo, por isso tenho dificuldade em dar-vos garantias, isto no momento em que o Sporting já não perde um jogo na Luz há quase meia hora.

No entanto, e apesar de tudo, para mim o aspecto mais relevante do jogo foi este: nos ecrãs do Estádio da Luz apareceram várias imagens de Quique Flores e mensagens sobre a mudança que ele está a operar no Benfica. Assim de repente, o Quique parecia-me um Barack Obama pálido. No fim, eu acreditava não só que ele é capaz de mudar o Benfica como estava convencido de que era capaz de dar um bom candidato à presidência dos Estados Unidos. Se os americanos o topam ainda são capazes de o levar para vice-presidente. Currículo tem ele. Toda a gente sabe que, comparado com gerir o Benfica, governar os Estados Unidos é uma brincadeira de Sidneis e Miguéis Vítores. Ou seja, de crianças. E com isto tudo o Sporting já não perde um jogo na Luz há mais de três quartos de hora.

- in A BOLA

quinta-feira, setembro 25, 2008

Dia lento nas redacções dos "desportivos"...

"Bento ameaça recorde de Szabo
MAIS PONTOS CONSECUTIVOS NA LUZ EM JOGO
Paulo Bento pode estar em vias de conseguir um novo máximo no comando da equipa técnica do Sporting. Depois de ter saído invicto da Luz nas últimas três temporadas em jogos do campeonato, o técnico leonino só precisa de conquistar pelo menos um ponto para superar Joseph Szabo, o húngaro que conseguiu estar três épocas consecutivas sem perder fora de portas diante do eterno rival"
- Record

Depois da capa do póquer, de ontem, hoje dá-se honras de capa a uma ida ao baú em busca de um dado que não deve interessar a ninguém. Nunca mais chega a hora do dérbi.

Entretanto, Jorge Andrade continua o seu calvário. Ver um dos mais belos centrais portugueses encostados há dois anos mete dó.

terça-feira, setembro 23, 2008

Benfica sofre para ganhar os primeiros três pontos

Paços de Ferreira 3 - 4 SL Benfica



Custou, mas foi. Ao quarto jogo oficial da época, o Benfica ganhou um jogo. O grau de dificuldade deste jogo assemelhava-se ao da primeira jornada (como o FC Porto bem pôde comprovar): um adversário interessado no jogo, um campo difícil, equipa nova.

Quique Flores surpreendeu ao colocar Jorge Ribeiro, Rúben Amorim e Nuno Gomes. Léo ficou de fora, e a aposta no irmão de Maniche compensou (e de que maneira) - Jorge Ribeiro marcou um golo que transmitiu a tranquilidade que a equipa precisava. É aqui que Ribeiro poderá marcar a diferença em relação a Léo: um remate potente e colocado, que pode servir para a marcação de livres, e um atributo de que o internacional brasileiro não dispõe.

A titularidade de Rúben Amorim poderá ser explicada pela necessidade que o treinador do Benfica viu em ter alguém em campo com capacidade de ajudar o adaptado Maxi Pereira. De assinalar que, mesmo sem subir no terreno como um extremo, os passes de Rúben Amorim fizeram mossa no sector defensivo pacense.

Nuno Gomes terá entrado por falta de frescura física de Pablo Aimar. A verdade é que o ponta-de-lança português consegue transmitir maior clarividência e eficácia às jogadas, em contrário do argentino, que perde (e muito) por jogar de costas para a baliza. O lado direito do ataque irá ser seu - é uma questão de tempo até Quique perceber que não tem nenhum titular "natural" para a posição. Quando Aimar entrou para ganhar ritmo de jogo, a ausência da inteligência do jogo de Nuno Gomes (a sua principal característica) fez-se notar: o ataque encarnado ficou acéfalo e inofensivo.

Num jogo aflitivo em que o Benfica voltou a deixar-se surpreender após ter entrado em vantagem bem cedo, fica a sensação que ainda é preciso fazer muito treino mental, sobretudo no sector do meio-campo, ineficaz na altura de pensar o jogo, especialmente quando sob pressão. Yebda esteve (finalmente) bem, mas Carlos Martins ainda não conseguiu pegar no jogo como se espera.

Quanto à dupla de centrais, esteve em bom plano, para quem tem apenas 19 anos. Sidnei mostrou que consegue sair a jogar, mesmo sob pressão (o que poderá resultar num movimento suicida, quando não sair bem), e Miguel Vítor tem pormenores de desarme e antecipação de bom nível. A culpa dos golos que o Benfica sofreu não passaram por estes dois jovens: o primeiro golo pacense acontece após ressalto (mais um), o segundo foi uma oferta de Quim (mais uma), e o terceiro resulta de um lance de "solteiros-e-casados" após lance de bola parada.

Por fim, Reyes. O espanhol mostrou o porquê da sua contratação: rapidez, enorme capacidade de finta e passes certeiros (a assistência para Nuno Gomes foi excelente). Fez mais neste jogo do que Di Maria em muitos (demasiados) desde que chegou ao Benfica. Venda-se o argentino, insisto.

O Benfica alcançou o FC Porto na classificação. Nos últimos anos, seria um feito - este ano, o Porto está em quinto lugar. Jesualdo mostra um discurso curioso (para treinador do Porto, diga-se), e diz que a liderança à 3ª jornada não interessa - interessa é a classificação final. Tem razão, mas também é verdade que já não me lembro da última vez que os portistas estiveram a quatro pontos do líder.

Continuando o paralelismo, prefiro que o Benfica tenha os mesmos pontos que o FC Porto, tendo vindo de um resultado positivo, do que tendo vindo de um empate. Até porque há Benfica-Sporting para a semana, e quero os encarnados com a moral toda. Entrar a ganhar vale o que vale, está visto...

Nota: os dois avançados do Benfica marcaram. Nuno Gomes facturou o seu 150º golo no campeonato nacional, e Cardozo mostrou competência e tranquilidade na marcação do penalty (também contam). Nada mau, para quem já os tinha (ou desejava) como acabados para o Benfica...

PS: no Dia Seguinte, ontem, deu-se continuação ao mito idiota que há muitos anos se propaga nas conversas de café: "ganhámos por mais do que um, por isso, mesmo que o primeiro tenha sido ilegal, não faz grande diferença". Não faz? Faz toda a diferença! Basta usar a cabeça e pensar. É bem diferente estar com a corda ao pescoço até à segunda parte, e entrar a ganhar ainda na primeira. Faz lembrar o discurso do tal avençado Aguiar que desculpava as "recepções em manchete" de Lisandro, ou as assistências em fora de jogo para os golos que abriam grandes goleadas do FCP, na época passada.

Primeira "chicotada": António Conceição (ex-Trofense)

Falhei nas apostas sobre para quem seria a primeira “chicotada psicológica” da época. Sempre pensei que a “honra” coubesse a Casemiro Mior, do Belenenses – já na próxima jornada. Não por desconfiar das capacidade do técnico brasileiro, mas apenas por não acreditar na eficácia de um projecto com duas dezenas de “caras novas”, a esmagadora maioria oriunda do Brasil (já para não falar da demissão da direcção, que parece dificultar, ainda mais, este arranque de temporada).

Considero a gratidão das mais belas provas de humanidade; nem sequer concebo existência sem tal atributo. Claro que algumas das regras impostas pelo desporto-rei, anos a esta parte, subverteram tais valores: e António Conceição, do Trofense, rescindiu o seu contrato.

Vamos ver: um título de campeão nacional e uma promoção inédita ao principal escalão do futebol português (em 30 jogos na Liga de Honra); três derrotas, uma em Alvalade, frente a um Sporting candidato ao título, e outra na Figueira da Foz, diante de uma Naval a cumprir a sua quarta época consecutiva no escalão, candidata a um campeonto (bem) tranquilo (em três jogos na Liga).
Este percurso, no emblema da Trofa, justifica um pedido de rescisão tão cedo? Não me parece! (pela tal gratidão, e não só)