Liga Sagres
SL Benfica 2 - 1 Leixões
(Elvis p. b., Nuno Gomes)
Ao vencer o Leixões (antes do início do jogo, quarto classificado), o Benfica sacudiu o Leixões da sua posição e, com o empate entre FC Porto e Sporting, ganhou pontos ao líder e ao eterno rival de Lisboa.
A equipa entrou muito bem, com uma primeira meia-hora de grande nível. O primeiro golo, aos 16 minutos, não foi grande surpresa. Elvis, em situação extremamente complicada perante cruzamento de Reyes (e com Cardozo nas costas), jogou para onde podia - só que resultou em autogolo.
Rúben Amorim pôde jogar na sua posição, que tantas vezes é tapada por Yebda (pelo poderio físico) ou por Carlos Martins (pela colocação das bolas paradas), e jogou bem... até ter de sair, por lesão. A posição estava amaldiçoada, já que Carlos Martins, ao entrar, levou com um cartão amarelo por ter entrado sem autorização. Amadorismos... Ainda assim, fica longe do lance que protagonizou no Sporting, quando conseguiu ser expulso em 5 minutos (no Restelo).
Na segunda parte, o Benfica entrou novamente bem, com Reyes a querer recriar o lance em que marcou ao Sporting. Desta vez, o guarda-redes chamava-se Beto e defendeu com mestria. Sem sentir a pressão de se arriscar a empatar, ou talvez por causa disso mesmo, o Benfica procurou o segundo golo e conseguiu-o. Após cruzamento de Cardozo ("ai, se ele soubesse usar o pé direito..."), o recém-entrado Nuno Gomes "partiu" o keeper leixonense com um cabeceamento corajoso (aquele pé malandro do defesa...) contra o movimento de Beto. Tal como no primeiro golo, o guarda-redes do Leixões fcou a ver navios após um cruzamento.
Com dois golos na sacola, apesar da história bem recente (tantas vantagens de dois golos esbanjadas, em casa), Quique decidiu mexer na equipa, esgotando as substituições. Balboa entrou, por Di Maria (está a crescer...). O pior foi que, depois do golo de Nuno Gomes, Carlos Martins "berrou" e teve de sair. A equipa teve de jogar 20 perigosos minutos em desvantagem numérica - eu não disse que a posição estava almadiçoada?
Mais perigoso ficou o resultado quando, num lance confuso, Balboa (sempre ele...) não consegue aliviar a bola que sobra para Rodrigo, que finaliza sem rodeios. Já com Chumbinho em campo - a estrela que quer "sair para um clube grande" no fim da época -, a equipa de José Mota fez tudo para chegar ao empate.
O Benfica serviu-se do que tinha, incluindo o anti-jogo. Razão teve José Mota quando barafustou com a falsa lesão de Katsouranis (fez o que lhe cabia, tentando quebrar o ímpeto do ataque leixonense; se alguém quisesse "acreditar" que o fizesse a seu risco...) - o grego não tinha nada.
O jogo acabou com a vitória do Benfica. Os ânimos não serenaram. Entrou a polícia de choque pelo túnel de acesso aos balneários. Treinadores e jogadores demoraram a chegar À flash interview. Com ar de quem nos quer comer por parvos, treinadores e jogadores disseram que não se passou nada. Terá havido acordo de bastidores (literalmente), para surpresa e desgoto de muitos? Sabe-se que Rui Costa e João Gabriel foram identificados pela polícia. O Director Desportivo do Benfica vai ser novamente multado - parece que não lhe dói, que andar por onde não deve, a fazer o que não se sabe, vale o risco e a coima. Eles lá sabem...
Para a semana, há Leixões-FC Porto. É o jogo do ano, até ver. Talvez seja a última equipa que resta, em calendário, com capacidade para ganhar à equipa de Jesualdo Ferreira. A apimentar o jogo que até já teve o seu ponto alto numa final da Taça de Portugal ganha pela equipa de Matosinhos... nas Antas (!!), sabe-se que o FC Porto já revelou interesse na contratação de Beto. Agora já nem estão a gozar connosco, estão a gozar com ele.
Mostrar mensagens com a etiqueta FC Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FC Porto. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, março 02, 2009
Benfica ganha pontos a três adversários directos
Jogada pensada por
RA
à(s)
3/02/2009 04:30:00 p.m.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Ah... ok
«Porque o árbitro se encontrava bem colocado e perto, cerca de 3/4 metros, e foi peremptório a assinalar a grande penalidade, aliado ao facto de não terem existido protestos de jogadores da equipa penalizada, que aceitaram pacificamente a decisão, com excepção do faltoso, único a esboçar contrariedade, damos-lhe o benefício da dúvida.»Se isto é critério, está tudo dito. Mais vale atirar com uma chuteira ao árbitro, seus patos...
- Relatório do observador de Pedro Proença
Jogada pensada por
RA
à(s)
2/17/2009 02:38:00 p.m.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Clássico Roubo
Liga Sagres
FC Porto 1 - 1 SL Benfica
(Yebda)

FC Porto 1 - 1 SL Benfica
(Yebda)

Novo clássico, novo penalty cavadíssimo a favorecer o FC Porto, que não consegue marcar de outra forma ao Benfica. Pedro Proença ("o árbitro do Benfica que ajuda o Porto") acabou por ser o protagonista do jogo, ao crer na trafulhice de Lisandro. Clássico roubo: na frente do campeonato, tudo na mesma. No futebol português, também.
Gostei da atitude do Benfica e da táctica montada por Quique Flores. Depois de resistir ao pressing inicial da equipa de Jesualdo Ferreira, os jogadores encarnados também deram ares da sua graça e acabaram a primeira parte na liderança. No seguimento de um canto, Yebda, sozinho na área portista, fez um golo à Katsouranis: à entrada da pequena área, e ao FC Porto...
A defesa do Benfica esteve em muito bom plano. Moreira mostrou a segurança que alimentou as esperanças de muitos benfiquistas, quando este guarda-redes ainda era (mais) jovem. Defendeu o que havia para defender, à excepção do penalty. Não se lhe podia pedir mais.
Sidnei e Luisão foram sólidos e eficazes. Luisão continua a ser a voz de comando daquele bloco defensivo, e está em grande forma. Sidnei, regressado à equipa, mostrou que (até) um lentinho consegue ganhar um sprint ao Hulk. Aquele despique com Hulk, em que come porrada e ainda assim bate o super-herói e fica com o esférico, foi assinalável.
Nas laterais, Maxi e David Luiz são duas soluções de recurso que, cada vez mais, jogam como primeiras escolhas. Sem amuos por jogarem fora da posição...
Meio-campo: Katso e Yebda foram os primeiros tampões para a enxurrada de ataque com que o Porto começou o jogo. O grego está para o meio-campo como Luisão está para a defesa: não deslumbra, mas a solidez e os recursos que apresenta são de uma competência que serão sempre uma garantia para qualquer treinador. Yebda fica relacionado com os dois golos, mas só teve mérito num, e nenhuma culpa no outro.
Reys e Amorim. O artista e o operário. O pianista e o homem das mudanças. Com a bola nos pés, o espanhol é um regalo para os olhos. Ao contrário do que acontece com Di Maria, o cigano percebe que o percurso da bola tem um fim e um destino. Não fez um jogo deslumbrante, mas fica registado que fez a assistência para o golo de Yebda. Já Amorim é uma espécie de João Moutinho do Benfica: uma técnica assinalável, sem exageros fúteis e inconsequentes, uma qualidade de passe exemplar, a atitude de "primeiro a equipa"... Excelente contratação.
No ataque, Aimar e Suazo. O argentino confirma a ascendência da sua forma, revelando armas que até então não tinha conseguido aplicar em campo. A paz com que brindou os companheiros, na altura do sufoco provocado pelo ataque portista no início da primeira parte, pausando e pautando o jogo, foi providencial. Suazo, regressado de uma lesão, fez um bom cabeceamento ao abrir da segunda parte. That's it.
Os suplentes: Di Maria, Nuno Gomes e Carlos Martins. O argentino foi mais do mesmo: de assinalar, mais uma lance de perigo desperdiçada e a deixar Aimar à beira de um ataque de nervos, quando se assistia a um "dois-para-dois" contra a defesa portista. Nuno Gomes não entrou a tempo de alterar o desfecho do jogo, mas fez aquilo que os 10 minutos em campo permitiram, segurando e trocando a bola na frente do ataque. Carlos Martins teve o privilégio de ver o árbitro parar o jogo para que o jogador entrasse para bater o último livre do encontro. Sem arregaçamentos, desta vez.
O que fica para a história é o empate, mais um empate injusto para o Benfica (lembro-me de mais dois, assim de repente...) e que puxa a equipa de Lisboa para baixo. Foi um clássico à imagem das últimas três décadas de futebol em Portugal: clássico roubo, claro está...
Gostei da atitude do Benfica e da táctica montada por Quique Flores. Depois de resistir ao pressing inicial da equipa de Jesualdo Ferreira, os jogadores encarnados também deram ares da sua graça e acabaram a primeira parte na liderança. No seguimento de um canto, Yebda, sozinho na área portista, fez um golo à Katsouranis: à entrada da pequena área, e ao FC Porto...
A defesa do Benfica esteve em muito bom plano. Moreira mostrou a segurança que alimentou as esperanças de muitos benfiquistas, quando este guarda-redes ainda era (mais) jovem. Defendeu o que havia para defender, à excepção do penalty. Não se lhe podia pedir mais.
Sidnei e Luisão foram sólidos e eficazes. Luisão continua a ser a voz de comando daquele bloco defensivo, e está em grande forma. Sidnei, regressado à equipa, mostrou que (até) um lentinho consegue ganhar um sprint ao Hulk. Aquele despique com Hulk, em que come porrada e ainda assim bate o super-herói e fica com o esférico, foi assinalável.
Nas laterais, Maxi e David Luiz são duas soluções de recurso que, cada vez mais, jogam como primeiras escolhas. Sem amuos por jogarem fora da posição...
Meio-campo: Katso e Yebda foram os primeiros tampões para a enxurrada de ataque com que o Porto começou o jogo. O grego está para o meio-campo como Luisão está para a defesa: não deslumbra, mas a solidez e os recursos que apresenta são de uma competência que serão sempre uma garantia para qualquer treinador. Yebda fica relacionado com os dois golos, mas só teve mérito num, e nenhuma culpa no outro.
Reys e Amorim. O artista e o operário. O pianista e o homem das mudanças. Com a bola nos pés, o espanhol é um regalo para os olhos. Ao contrário do que acontece com Di Maria, o cigano percebe que o percurso da bola tem um fim e um destino. Não fez um jogo deslumbrante, mas fica registado que fez a assistência para o golo de Yebda. Já Amorim é uma espécie de João Moutinho do Benfica: uma técnica assinalável, sem exageros fúteis e inconsequentes, uma qualidade de passe exemplar, a atitude de "primeiro a equipa"... Excelente contratação.
No ataque, Aimar e Suazo. O argentino confirma a ascendência da sua forma, revelando armas que até então não tinha conseguido aplicar em campo. A paz com que brindou os companheiros, na altura do sufoco provocado pelo ataque portista no início da primeira parte, pausando e pautando o jogo, foi providencial. Suazo, regressado de uma lesão, fez um bom cabeceamento ao abrir da segunda parte. That's it.
Os suplentes: Di Maria, Nuno Gomes e Carlos Martins. O argentino foi mais do mesmo: de assinalar, mais uma lance de perigo desperdiçada e a deixar Aimar à beira de um ataque de nervos, quando se assistia a um "dois-para-dois" contra a defesa portista. Nuno Gomes não entrou a tempo de alterar o desfecho do jogo, mas fez aquilo que os 10 minutos em campo permitiram, segurando e trocando a bola na frente do ataque. Carlos Martins teve o privilégio de ver o árbitro parar o jogo para que o jogador entrasse para bater o último livre do encontro. Sem arregaçamentos, desta vez.
O que fica para a história é o empate, mais um empate injusto para o Benfica (lembro-me de mais dois, assim de repente...) e que puxa a equipa de Lisboa para baixo. Foi um clássico à imagem das últimas três décadas de futebol em Portugal: clássico roubo, claro está...
Jogada pensada por
RA
à(s)
2/09/2009 09:23:00 a.m.
FP Memória: para os portistas, com naftalina
Quando Suazo, após ligeira carga de Júlio César, não aproveitou para se deixar cair na área do Belenenses, cavando um penalty por explorar um toque demasiado tímido para impedir que conseguisse acabar a sua jogada, o que se disse?
A) é bem feito, devia ter-se mandado ao chão;
B) este gajo é um Senhor, continuou a fazer-se ao lance em vez de tentar enganar o árbitro.
Enfim, ninguém achou que fosse verdadeiramente penalty. Tanto, que o jogador prosseguiu com a jogada. Nem é um caso de lei-da-vantagem. Simplesmente não houve penalty.
Agora, mudem o nome dos protagonistas para David Luiz e Lucho Gonzalez (que nem um protesto esboçou), e lá se vai a resposta dos "azuis-e-brancos" menos iluminados, quando confrontados com a obscenidade da grande-penalidade assinalada contra o Benfica, esta noite...
A) é bem feito, devia ter-se mandado ao chão;
B) este gajo é um Senhor, continuou a fazer-se ao lance em vez de tentar enganar o árbitro.
Enfim, ninguém achou que fosse verdadeiramente penalty. Tanto, que o jogador prosseguiu com a jogada. Nem é um caso de lei-da-vantagem. Simplesmente não houve penalty.
Agora, mudem o nome dos protagonistas para David Luiz e Lucho Gonzalez (que nem um protesto esboçou), e lá se vai a resposta dos "azuis-e-brancos" menos iluminados, quando confrontados com a obscenidade da grande-penalidade assinalada contra o Benfica, esta noite...
Jogada pensada por
RA
à(s)
2/09/2009 12:06:00 a.m.
domingo, fevereiro 08, 2009
Hoje não é um dia qualquer...

...hoje joga o Benfica!
Força, rapazes!
A minha aposta: um jogo com muitos golos, se alguém marcar antes dos 20... ou um empate italiano, se as equipas tiverem tempo para se ajustarem entre si...
Quim
Luisão, Sidnei
Miguel Vítor, David Luiz
Katso, Carlos Martins
Amorim, Reyes
Suazo e Cardozo
Jogada pensada por
RA
à(s)
2/08/2009 02:56:00 p.m.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Primeira dérbi numa final da Taça da Liga será este ano
Taça da Liga
Benfica 2 - 1 Vitória SC
(Gregory, Aimar)

Na outra meia-final, o Sporting de Paulo Bento vergou o FC Porto de Jesualdo Ferreira. Num encontro que marcou a diferença de atitudes perante a competição em disputa, o Sporting levou a sério um jogo que à equipa do Norte não interessa interessar (ainda o Apito Dourado...).
O Porto apresentou uma equipa de segunda linha (faltaram Helton, Bruno Alves, Fucile, Fernando, Meireles, Hulk, Lisandro, Lucho... enfim, apenas sobrou Mariano, do último onze azul-e-branco) contra a equipa de Lisboa, que manteve seis titulares. Sapunaru, Emanuel e Tarik não fazem uma equipa, e as rotinas de jogo esvoaçaram com o onze inicial de hoje.
Ainda assim, foi a equipa de Jesualdo que inaugurou o marcador, em mais um lance de aparente sonolência por parte do Sporting. Depois, vieram os penaltis ridículos - mas bem assinalados - que colocaram o Sporting em vantagem. O Porto perdera a escassa moral que havia, para tentar ganhar o jogo, e coube aos lisboetas humilhar os dragões com mais dois golos e um resultado bem expressivo: 4-1.
Não se pense que estou a tentar tirar valor à vitória dos sportinguistas, que ainda deve estar a ser saboreada: tal como o treinador do Porto lembrou, aquando da vitória sobre o Arsenal, para a Champions, será este resultado que vai ficar para a História, e não quem entrou de início. Além do mais, Jesualdo levou para Alvalade o onze que bem entendeu.
O Porto fica de fora da final no Algarve, que o Sporting repete, enquanto procura poupar recursos para a Liga Sagres - às 23h00 de Domingo saberemos se terá valido a pena. Espero que não.
Benfica 2 - 1 Vitória SC
(Gregory, Aimar)

O Benfica conseguiu vencer o Guimarães, esta noite, e marcará presença no Estádio do Algarve, para a final da Taça da Liga. Um auto-golo de Gregory (de ombro, pareceu-me) e um belo golo de Aimar (finalmente) conseguiram criar a vantagem suficiente para ganhar o jogo, pois o Guimarães ainda marcou o golito que ainda trouxe animação para os minutos finais.
A exibição não foi especialmente agradável (outra vez...), mas foi competente QB, uma vez que o adversário era de nível, orientado por um treinador que sabe da poda. Fica a sensação que a defesa está bem, que o meio-campo pressiona pouco e é pouco previsível na altura de criar jogadas de ataque, que Aimar renderia mais a jogar na posição de Rui Costa deixou vaga (não foi o que lhe prometeram?!), e que Cardozo é um jogador que tem qualidades que estão a ser sub-aproveitadas.

A exibição não foi especialmente agradável (outra vez...), mas foi competente QB, uma vez que o adversário era de nível, orientado por um treinador que sabe da poda. Fica a sensação que a defesa está bem, que o meio-campo pressiona pouco e é pouco previsível na altura de criar jogadas de ataque, que Aimar renderia mais a jogar na posição de Rui Costa deixou vaga (não foi o que lhe prometeram?!), e que Cardozo é um jogador que tem qualidades que estão a ser sub-aproveitadas.

Na outra meia-final, o Sporting de Paulo Bento vergou o FC Porto de Jesualdo Ferreira. Num encontro que marcou a diferença de atitudes perante a competição em disputa, o Sporting levou a sério um jogo que à equipa do Norte não interessa interessar (ainda o Apito Dourado...).
O Porto apresentou uma equipa de segunda linha (faltaram Helton, Bruno Alves, Fucile, Fernando, Meireles, Hulk, Lisandro, Lucho... enfim, apenas sobrou Mariano, do último onze azul-e-branco) contra a equipa de Lisboa, que manteve seis titulares. Sapunaru, Emanuel e Tarik não fazem uma equipa, e as rotinas de jogo esvoaçaram com o onze inicial de hoje.
Ainda assim, foi a equipa de Jesualdo que inaugurou o marcador, em mais um lance de aparente sonolência por parte do Sporting. Depois, vieram os penaltis ridículos - mas bem assinalados - que colocaram o Sporting em vantagem. O Porto perdera a escassa moral que havia, para tentar ganhar o jogo, e coube aos lisboetas humilhar os dragões com mais dois golos e um resultado bem expressivo: 4-1.
Não se pense que estou a tentar tirar valor à vitória dos sportinguistas, que ainda deve estar a ser saboreada: tal como o treinador do Porto lembrou, aquando da vitória sobre o Arsenal, para a Champions, será este resultado que vai ficar para a História, e não quem entrou de início. Além do mais, Jesualdo levou para Alvalade o onze que bem entendeu.
O Porto fica de fora da final no Algarve, que o Sporting repete, enquanto procura poupar recursos para a Liga Sagres - às 23h00 de Domingo saberemos se terá valido a pena. Espero que não.
Jogada pensada por
RA
à(s)
2/04/2009 10:05:00 p.m.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Benfica não consegue segurar a liderança
Liga Sagres
Belenenses 0 - 0 SL Benfica

O Benfica voltou a deixar escapar a liderança do campeonato para o FC Porto, depois de ter empatado no Restelo. A equipa de Quique Flores não soube aproveitar as boas oportunidades de que dispôs e acabou por se sujeitar ao perigo belenense.
Tanto Aimar como Suazo dispuseram de excelentes ocasiões para colocar o Benfica em vantagem, mas desperdiçaram as chances de forma quase escandalosa. O que me leva a perguntar - apesar de mais uma exibição banal contra uma equipa que já estudara o líder para a Taça da Liga, dias antes, qual é o treinador que resiste a isto? Se, a isto, somarmos mais uns desacertos por parte da equipa de arbitragem (excelente placagem impune sobre Suazo), estamos conversados...
Para a semana, o Benfica visita o FC Porto, onde pode reconquistar a liderança. A equipa de Jesualdo jogou bem contra o Braga, mas voltou a ser escandalosamente beneficiada. Como Rui Santos apontou, e bem, assim é mais fácil jogar bem. Hulk está fora-de-jogo quando assiste Rodriguez para o 1-0. Helton faz penalty sobre Meyong, com uma bela palhetada nas pernas do camaronês. Alan é puxado dentro da área portista de tantas formas e feitos que teve de se atirar ao chão para se certificar que o árbitro não estava a olhar para as bancadas. Há um defesa do FC Porto que corta um lance dentro da área com o braço, impunemente. O filme dos últimos 30 anos repete-se.
Vá lá, que António Salvador não esteve com meias medidas e teve a coerência de se voltar (e bem) a vitimizar pelo roubo de que o clube que preside fora alvo - já Jorge Jesus quase que pediu desculpas para apontar os erros do árbitro, em claro contraste com algumas das justas queixas que fez, em Lisboa. O mesmo Jorge Jesus que não se importou que Juninho Petrolina fosse expulso no Dragão, quando havia sofrido uma falta, ainda na primeira-parte do jogo. Pode ser que a memória selectiva coloque a sportinguista Paula Rego num poleiro do Norte mais apetecível...
Belenenses 0 - 0 SL Benfica

O Benfica voltou a deixar escapar a liderança do campeonato para o FC Porto, depois de ter empatado no Restelo. A equipa de Quique Flores não soube aproveitar as boas oportunidades de que dispôs e acabou por se sujeitar ao perigo belenense.
Tanto Aimar como Suazo dispuseram de excelentes ocasiões para colocar o Benfica em vantagem, mas desperdiçaram as chances de forma quase escandalosa. O que me leva a perguntar - apesar de mais uma exibição banal contra uma equipa que já estudara o líder para a Taça da Liga, dias antes, qual é o treinador que resiste a isto? Se, a isto, somarmos mais uns desacertos por parte da equipa de arbitragem (excelente placagem impune sobre Suazo), estamos conversados...
Para a semana, o Benfica visita o FC Porto, onde pode reconquistar a liderança. A equipa de Jesualdo jogou bem contra o Braga, mas voltou a ser escandalosamente beneficiada. Como Rui Santos apontou, e bem, assim é mais fácil jogar bem. Hulk está fora-de-jogo quando assiste Rodriguez para o 1-0. Helton faz penalty sobre Meyong, com uma bela palhetada nas pernas do camaronês. Alan é puxado dentro da área portista de tantas formas e feitos que teve de se atirar ao chão para se certificar que o árbitro não estava a olhar para as bancadas. Há um defesa do FC Porto que corta um lance dentro da área com o braço, impunemente. O filme dos últimos 30 anos repete-se.
Vá lá, que António Salvador não esteve com meias medidas e teve a coerência de se voltar (e bem) a vitimizar pelo roubo de que o clube que preside fora alvo - já Jorge Jesus quase que pediu desculpas para apontar os erros do árbitro, em claro contraste com algumas das justas queixas que fez, em Lisboa. O mesmo Jorge Jesus que não se importou que Juninho Petrolina fosse expulso no Dragão, quando havia sofrido uma falta, ainda na primeira-parte do jogo. Pode ser que a memória selectiva coloque a sportinguista Paula Rego num poleiro do Norte mais apetecível...
Jogada pensada por
RA
à(s)
1/26/2009 03:35:00 p.m.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Regresso ao passado
«O árbitro Duarte Gomes terá dado conta, no seu relatório, de toda a confusão ocorrida no final da partida e da qual se destaca uma agressão ao motorista dos árbitros que levou à identificação, por parte da polícia, do assessor de imprensa do FC Porto, Rui Carvalho.Há coisas que nunca mudam. Já dizia Jesualdo que estava «toda a gente assustada com a possibilidade do FC Porto ganhar qualquer coisa».
As trocas de palavras azedas entre vários elementos das equipas começaram à entrada do túnel, onde o delegado do Marítimo, Jacinto Vasconcelos, se desentendeu com elementos do “staff” portista perante o delegado da Liga, Manuel Armindo, que se encontrava no local.
A agitação prosseguiu no túnel e, a dada altura, a equipa de arbitragem fez sinal de que seria necessário desimpedir aquele espaço para serem criadas condições de abandonar o relvado.
Segundo fontes do Marítimo, Nuno e Stepanov foram dos jogadores mais exaltados do lado azul e branco.
O episódio mais insólito, porém, verificou-se nos bastidores do Dragão, no corredor onde ficam estacionados os veículos dos árbitros. O motorista designado pela Liga para transportar Duarte Gomes e seus pares, funcionário de uma empresa de aluguer de automóveis, foi instado a abandonar a zona dos balneários, o que fez na companhia de um “steward”.
Todavia, já junto ao veículo, foi agredido pelo assessor de imprensa portista, Rui Carvalho, gerando-se um tumulto que levou a polícia a comparecer no local. Alega o funcionário dos dragões que foi provocado e insultado. A dada altura, até a porta da sala de imprensa foi fechada.»
- Record
Nota-se. Até tremem com a probabilidade de não ganharem nada!
Jogada pensada por
RA
à(s)
12/22/2008 09:45:00 a.m.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Portugal nas competições europeias
O FC Porto e o Sporting conseguiram a proeza inédita de conseguirem que Portugal tivesse duas equipas apuradas para a fase de eliminatórias da Liga dos Campeões.
Se a campanha dos nortenhos não surpreende ninguém (ok, talvez não se contasse com o primeiro lugar do grupo), já o Sporting foi uma agradável surpresa (mais pelos pontos que amealhou do que pela qualidade das exibições), ao conseguir ganhar todos os jogos excepto os confrontos com o Barcelona.
É aqui que reside a diferença entre estas duas equipas. O FC Porto terá maior estofo europeu para aguentar a violência dos embates contra os "segundos classificados" (de primeiríssima linha do futebol europeu); já para o Sporting talvez seja melhor rezar por um duelo contra gregos (logo esses...), pois as restantes equipas são todas "Barcelonas".
No que diz respeito ao meu Benfica: quem marca seis, marca oito! Brinco... resta sair desta competição com uma réstia de dignidade e apostar tudo na Liga e na Taça. Ainda assim, FORÇA BENFICA!
Se a campanha dos nortenhos não surpreende ninguém (ok, talvez não se contasse com o primeiro lugar do grupo), já o Sporting foi uma agradável surpresa (mais pelos pontos que amealhou do que pela qualidade das exibições), ao conseguir ganhar todos os jogos excepto os confrontos com o Barcelona.
É aqui que reside a diferença entre estas duas equipas. O FC Porto terá maior estofo europeu para aguentar a violência dos embates contra os "segundos classificados" (de primeiríssima linha do futebol europeu); já para o Sporting talvez seja melhor rezar por um duelo contra gregos (logo esses...), pois as restantes equipas são todas "Barcelonas".
No que diz respeito ao meu Benfica: quem marca seis, marca oito! Brinco... resta sair desta competição com uma réstia de dignidade e apostar tudo na Liga e na Taça. Ainda assim, FORÇA BENFICA!
Jogada pensada por
RA
à(s)
12/11/2008 10:27:00 a.m.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Todos temos direito a uma teoria (da conspiração)
Já tinha alertado para isto – se estiver a ser paranóico digam-me. As ausências de Wesley, do Leixões, e Marcelinho, da Naval, melhores marcadores das respectivas equipas, nos jogos frente ao FC Porto voltaram a alertar-me para as alianças mantidas, ora por FC Porto ora por Benfica, no principal campeonato português.
A situação do último fim-de-semana – e que me é mais próxima do que as anteriores – esclareceu grande parte das dúvidas que mantinha em relação a este assunto. No jogo FC Porto-Académica não podem passar em claro as ausências, do lado da equipa de Coimbra, do defesa Edson (jogador emprestado pelo FC Porto) e do médio Nuno Piloto, que, segundo alguns jornais desportivos, terá ficado de fora por ordem expressa do presidente do clube, José Eduardo Simões, na sequência das negociações (pelos vistos falhadas) de renovação do seu contrato.
Estas alianças; estas ausências, por lesões duvidosas (normalmente sofridas em treinos, longe da vista de jornalistas e adeptos) e temporárias; esta submissão de metade das equipas da Liga (como pagamento aos empréstimos do defeso), são nada mais do que uma nova forma de batotice, onde se define, fora das quatro linhas, quem pode ou não defrontar os dragões de Pinto da Costa.
p.s.1: entretanto, Sandro, “capitão” do V. Setúbal e ex-jogador do FC Porto, foi bem expulso no jogo com o Benfica; e na altura, certa, mesmo a tempo de cumprir castigo na recepção ao FC Porto. Falta aguardar, até ao próximo fim-de-semana, pelo anúncio da lesão de Bruno Gama e/ou Leandro Lima.
p.s.2: lamento, profundamente, ver a Académica, instituição com que aprendi a defender outros valores, que não apenas o “bola na rede”, associada a esta instituição. Mas as pessoas vão… e a Académica fica! É tudo uma questão de tempo.
A situação do último fim-de-semana – e que me é mais próxima do que as anteriores – esclareceu grande parte das dúvidas que mantinha em relação a este assunto. No jogo FC Porto-Académica não podem passar em claro as ausências, do lado da equipa de Coimbra, do defesa Edson (jogador emprestado pelo FC Porto) e do médio Nuno Piloto, que, segundo alguns jornais desportivos, terá ficado de fora por ordem expressa do presidente do clube, José Eduardo Simões, na sequência das negociações (pelos vistos falhadas) de renovação do seu contrato.
Estas alianças; estas ausências, por lesões duvidosas (normalmente sofridas em treinos, longe da vista de jornalistas e adeptos) e temporárias; esta submissão de metade das equipas da Liga (como pagamento aos empréstimos do defeso), são nada mais do que uma nova forma de batotice, onde se define, fora das quatro linhas, quem pode ou não defrontar os dragões de Pinto da Costa.
p.s.1: entretanto, Sandro, “capitão” do V. Setúbal e ex-jogador do FC Porto, foi bem expulso no jogo com o Benfica; e na altura, certa, mesmo a tempo de cumprir castigo na recepção ao FC Porto. Falta aguardar, até ao próximo fim-de-semana, pelo anúncio da lesão de Bruno Gama e/ou Leandro Lima.
p.s.2: lamento, profundamente, ver a Académica, instituição com que aprendi a defender outros valores, que não apenas o “bola na rede”, associada a esta instituição. Mas as pessoas vão… e a Académica fica! É tudo uma questão de tempo.
Jogada pensada por
J.
à(s)
12/03/2008 11:53:00 a.m.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Ontem, hoje e amanhã

...Dois dias depois do FC Porto ter vencido justamente o Fenerbace, na Turquia, (excelente recepção em manchete, a repetir um gesto técnico que já se vira o ano passado - o homem é especialista!)...
...Um dia depois do pior resultado europeu de sempre, em Alvalade (com direito a olés dos sportinguistas à própria equipa!! e cânticos do Benfica por parte dos adeptos catalães - momentos históricos à sua maneira)...
...o Benfica prepara-se para defrontar o Olimpiacos, da Grécia, num grupo da UEFA que tem tantos campeões nacionais quanto o grupo do Sporting, na Champions (já nem menciono o FCP, único campeão nacional do seu grupo).
Pela primeira vez em muitos anos, o Benfica tem possibilidades (e estatuto para se dar ao luxo) de ter um banco com alternativas credíveis aos habituais titulares, à excepção do sector direito do terreno. David Luiz deverá ser o substituto de Luisão, assumindo Nuno Gomes a tarefa de pensar e escoar as jogadas atacantes dos encarnados.
Apesar de não acreditar nos vôos europeus desta equipa (principalmente após o desaire contra o Galatasaray, em casa), pode ser que se repita a vitória de há nove anos, já Nuno Gomes facturava pelo Benfica. Continuo a preferir sonhar com o campeonato - e, mesmo assim, não o exijo.
Força, Benfica!
Boa sorte, Braga!
Jogada pensada por
RA
à(s)
11/27/2008 10:21:00 a.m.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Fogo Posto
«A venda de bilhetes está fraca e ainda não chegámos aos 200 bilhetes vendidos, mas as claques também ainda não estão inseridas, daí a estimativa de 500 adeptos do Vitória no Dragão. Os bilhetes são caros e o FC Porto, pela primeira vez, não aceitou fazer nenhum protocolo connosco, nem nenhuma permuta. Quando vierem cá vamos fazer a mesma coisa e vamos pôr os preços dos bilhetes a 15, 20 euros, conforme na altura nos der na real gana»
«esta posição do FC Porto está relacionada com o caso no TAS, só pode ser isso, porque pedimos atempadamente e insistimos esta semana apenas nos 200 convites para as claques e nem isso tivemos. O ano passado os bilhetes custavam 10 euros ao abrigo da permuta que também fizemos com o Benfica e demais clubes e foram 2500 adeptos ao Dragão»
«Nem resposta tivemos, foi tudo via telefone, através da nossa insistência. Por duas vezes disseram que não nos dariam bilhetes mais baratos e, sinceramente, não esperamos isto, porque quando vierem cá também vão ter necessidade e nós vamos dizer que não. Estão a confundir as coisas, aliás, são coisas mesquinhas e as permutas acontecem com qualquer clube e em todos os jogos, porque todos têm a ganhar com isso. Precisam de nós e nós precisamos deles, é uma estupidez andar aqui com estas guerrinhas. O FC Porto quis dizer que não quer nada com o V. Guimarães e está de relações cortadas. Oficialmente não tiveram coragem de dizer isto, o problema é deles»
«O FC Porto é obrigado a mandar os convites para a Direcção e convites de bancada. O presidente do Vitória e a Direcção vão ficar na tribuna do Dragão, mas não deve ser ao lado. O regulamente diz que o FC Porto tem de dar oito convites presidenciais. O FC Porto estava habituado a pedir oito, mais dez, mais um camarote e quando vier a Guimarães não levará nada, como imaginam. Levam os convites do regulamente e chapéu, porque os grandes clubes trazem um staff muito numeroso e nós cedíamos a tudo, mas com o FC Porto teremos de rever a situação»
«Quem não deve, não teme e vamos estar no Dragão. Na altura [recursos no TAS] o FC Porto olhou pelos seus interesses, como o V. Guimarães olhou pelos seus. Senão não andavam a correr para os tribunais da Suíça. Se ninguém nos receber no Dragão será normal. É preciso separar o trigo do joio, cada macaco no seu galho. Qualquer pessoa de bom senso sabe que é assim: o FC Porto não tinha nada que ter este comportamento, querem continuar a ser os reis do Norte, que o sejam à maneira deles»
Aberto Oliveira,
Vice-Presidente do Vitória (de Guimarães)
Jogada pensada por
RA
à(s)
11/13/2008 04:14:00 p.m.
terça-feira, novembro 11, 2008
E a "dobradinha" aqui tão perto...
Dispenso referir – ou até sublinhar – males alheios; mas este fim-de-semana teve momentos risíveis.:
1. Paulo Bento criticou Bruno Paixão – e incentivou à violência (o que é crime público). Fez bem (no caso do árbitro, obviamente)! O juiz setubalense é obviamente incompetente e, mais uma vez, prejudicou o espectáculo. Mas atenção: de três penáltis não assinalados, dois beneficiaram o FC Porto (refiro-me às faltas de Anderson Polga e Rui Patrício, ambas sobre Hulk; a outra é a de Rolando, por mão na bola. No lance entre Rochemback e Rolando, já no prolongamento, o jogo estava parado). E as expulsões são todas bem avaliadas – embora o critério disciplinar tivesse carregado de incoerência.
2. O Núcleo do Sporting na Pedrulha (Coimbra) assinalou, este fim-de-semana, mais um aniversário. O "ponto alto" foram as homenagens a duas figuras ímpares na história do clube: o ex-presidente Jorge Gonçalves e o ex-jogador João Vieira Pinto. Boas escolhas (que dizem tanto)!
3. O FC Porto - o que ganhou em Kiev e em Lisboa - ainda é o pior dos últimos 10 anos; estou curioso, actualmente, para perceber quem "manda" naquele balneário: Bruno Alves, Pedro Emanuel ou o clã argentino. Entretanto, já se percebeu que Nuno "manda" no "banco" (na asuência de Pedro Emanuel). O aparecimento de Hulk - jogador com enorme potencial, pese a sua imaturidade táctica -, com um valente "vai tomá no cú", bem dirigdo a Lisandro Lopez, poderá complicar as contas.
1. Paulo Bento criticou Bruno Paixão – e incentivou à violência (o que é crime público). Fez bem (no caso do árbitro, obviamente)! O juiz setubalense é obviamente incompetente e, mais uma vez, prejudicou o espectáculo. Mas atenção: de três penáltis não assinalados, dois beneficiaram o FC Porto (refiro-me às faltas de Anderson Polga e Rui Patrício, ambas sobre Hulk; a outra é a de Rolando, por mão na bola. No lance entre Rochemback e Rolando, já no prolongamento, o jogo estava parado). E as expulsões são todas bem avaliadas – embora o critério disciplinar tivesse carregado de incoerência.
2. O Núcleo do Sporting na Pedrulha (Coimbra) assinalou, este fim-de-semana, mais um aniversário. O "ponto alto" foram as homenagens a duas figuras ímpares na história do clube: o ex-presidente Jorge Gonçalves e o ex-jogador João Vieira Pinto. Boas escolhas (que dizem tanto)!
3. O FC Porto - o que ganhou em Kiev e em Lisboa - ainda é o pior dos últimos 10 anos; estou curioso, actualmente, para perceber quem "manda" naquele balneário: Bruno Alves, Pedro Emanuel ou o clã argentino. Entretanto, já se percebeu que Nuno "manda" no "banco" (na asuência de Pedro Emanuel). O aparecimento de Hulk - jogador com enorme potencial, pese a sua imaturidade táctica -, com um valente "vai tomá no cú", bem dirigdo a Lisandro Lopez, poderá complicar as contas.
Jogada pensada por
Kal-el
à(s)
11/11/2008 05:38:00 p.m.
segunda-feira, novembro 10, 2008
Sporting CP 1 - 1 FC Porto
Jogada pensada por
RA
à(s)
11/10/2008 12:54:00 a.m.
quarta-feira, novembro 05, 2008
O que é o «regime» de que tanto se fala?
É isto: Martins dos Santos condenado a 20 meses de prisão com pena suspensa.
Crime e castigo. Há sempre alguém que diz "basta".
Crime e castigo. Há sempre alguém que diz "basta".
Jogada pensada por
RA
à(s)
11/05/2008 11:58:00 a.m.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...
Não quero estragar este (bom) momento desportivo – recheado de entusiasmo e optimismo –, fazendo referência aos árbitros do “nosso” futebol ou, pior ainda, aos critérios adoptados pela Comissão Disciplinar da Liga, na aplicação de processos sumaríssimos.
Os factos, ocorridos nas duas últimas jornadas, falam por si: os penáltis sobre Ruben Amorim (Naval) e Pablo Aimar (V. Guimarães); ou os lances protagonizados pelo “leal e forte” Bruno Alves, “capitão” do FC Porto – e recentemente promovido às funções de tradutor, entre plantel e elementos da guarda Pretoriana de Pinto da Costa.
Alerto para duas situações que, apesar de justificadas oficialmente, não posso deixar de classificar como “anormais”: as lesões não especificadas – nem públicas, já que ambas ocorreram durante treinos – de Wesley, do Leixões, e de Marcelinho, da Naval, em vésperas de recepção ao FC Porto.
Dois jogadores que, felizmente, não sofriam de qualquer mazela por altura do encontro com o Benfica. Ambos marcaram ao nosso clube, justificando o estatuto de melhores finalizadores e marcadores das respectivas equipas; Wesley recuperou, este fim-de-semana, totalmente (e voltou a marcar); certamente que Marcelinho, dentro de oito dias, também já estará a 100 por cento.
Os factos, ocorridos nas duas últimas jornadas, falam por si: os penáltis sobre Ruben Amorim (Naval) e Pablo Aimar (V. Guimarães); ou os lances protagonizados pelo “leal e forte” Bruno Alves, “capitão” do FC Porto – e recentemente promovido às funções de tradutor, entre plantel e elementos da guarda Pretoriana de Pinto da Costa.
Alerto para duas situações que, apesar de justificadas oficialmente, não posso deixar de classificar como “anormais”: as lesões não especificadas – nem públicas, já que ambas ocorreram durante treinos – de Wesley, do Leixões, e de Marcelinho, da Naval, em vésperas de recepção ao FC Porto.
Dois jogadores que, felizmente, não sofriam de qualquer mazela por altura do encontro com o Benfica. Ambos marcaram ao nosso clube, justificando o estatuto de melhores finalizadores e marcadores das respectivas equipas; Wesley recuperou, este fim-de-semana, totalmente (e voltou a marcar); certamente que Marcelinho, dentro de oito dias, também já estará a 100 por cento.
Jogada pensada por
Kal-el
à(s)
11/03/2008 03:36:00 p.m.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Sem comentários (ou coisas do futebol "deles")
Jogada pensada por
Kal-el
à(s)
10/27/2008 04:30:00 p.m.
Benfica encontra Vitória a minutos do fim
Liga Sagres
Benfica 2 - 1 Naval
(Luisão, Cardozo)

1. O desaparecimento da águia Vitória, assustada com os confétis da festa dos cinco anos do novo Estádio da Luz, foi um mau prenúncio para o jogo de ontem. Com Suazo a ocupar o lugar de Cardozo, que havia rubricado uma exibição medíocre na Alemanha, a equipa de Quique contava também com Yebda, que recuperava o seu lugar no onze inicial. Apesar de Maxi Pereira já se assumir como defesa-direito, o treinador espanhol preferiu apostar na ajuda que Rúben Amorim dá ao uruguaio, ao invés de tentar a sorte com a velocidade de Di Maria.
2. Não vi o jogo todo, mas ficam-me na memória alguns erros graves da equipa de arbitragem: um penalty não assinalado sobre Rúben Amorim e um fora-de-jogo mal assinalado à turma da Figueira da Foz. O jogador navalista ficaria isolado perante Quim! Há ainda um toque de Sidnei, com a coxa, num jogador da Naval, que me parece ter tido grande influência na queda deste. O árbitro decidiu punir o jogador Navalista com um cartão amarelo.
3. Mais um passe teleguiado de Reyes, desta vez a assistir Luisão. O xerife voltava a marcar e o público serenava. Por esta altura, já Quique estava com os nervos em flor, pois os jogadores faziam-se de esquecidos em relação às "lições" ministradas durante a semana - palavras dele, adaptação livre.
4. O golo da Naval foi tão caricato quanto previsível. A equipa da Luz estava a defender muito atrás, e a bola queimava nos pés. Nem Katso, nem Martins (os supostos cérebros da equipa) conseguiam gerir a posse de bola como o contexto obrigava, e a Naval marcava... de joelho.
5. Cardozo, sempre ele. Este jogador tem um faro pelo golo como há muito não se via num jogador que vestisse o Manto Sagrado. Por vezes, passa por completo ao lado do jogo, não trabalha, é estático e desplicente. Enerva. Compensa com verdadeiras «solhas» plenas de veneno, e marca muitos golos. Imaginem se soubesse jogar de cabeça...
6. Jorge Ribeiro assistiu Cardozo de forma milimétrica. É neste aspecto que o português se superioriza a Léo, que nem cruza com tanta precisão e intensidade, nem tem no remate a arma temível do irmão de Maniche.
7. Três anos depois, o Benfica ultrapassa o FC Porto na classificação da Liga Sagres. Sinal dos tempos? Esta jornada teve um gosto especial, pois o FC Porto perdeu com o Leixões (lembro-me da risota que o empate do Benfica em Matosinhos provocou aos rivais da turma da Luz), e o Sporting não conseguiu vergar o Paços em casa. Paulo Sérgio pode não ter a equipa mais bela do mundo, mas sabe retirar-lhe um aproveitamento assinalável. Ao assumir que não tinha engenho para atacar decentemente, apostou na solidez defensiva, com sucesso.
Benfica 2 - 1 Naval
(Luisão, Cardozo)

1. O desaparecimento da águia Vitória, assustada com os confétis da festa dos cinco anos do novo Estádio da Luz, foi um mau prenúncio para o jogo de ontem. Com Suazo a ocupar o lugar de Cardozo, que havia rubricado uma exibição medíocre na Alemanha, a equipa de Quique contava também com Yebda, que recuperava o seu lugar no onze inicial. Apesar de Maxi Pereira já se assumir como defesa-direito, o treinador espanhol preferiu apostar na ajuda que Rúben Amorim dá ao uruguaio, ao invés de tentar a sorte com a velocidade de Di Maria.
2. Não vi o jogo todo, mas ficam-me na memória alguns erros graves da equipa de arbitragem: um penalty não assinalado sobre Rúben Amorim e um fora-de-jogo mal assinalado à turma da Figueira da Foz. O jogador navalista ficaria isolado perante Quim! Há ainda um toque de Sidnei, com a coxa, num jogador da Naval, que me parece ter tido grande influência na queda deste. O árbitro decidiu punir o jogador Navalista com um cartão amarelo.
3. Mais um passe teleguiado de Reyes, desta vez a assistir Luisão. O xerife voltava a marcar e o público serenava. Por esta altura, já Quique estava com os nervos em flor, pois os jogadores faziam-se de esquecidos em relação às "lições" ministradas durante a semana - palavras dele, adaptação livre.
4. O golo da Naval foi tão caricato quanto previsível. A equipa da Luz estava a defender muito atrás, e a bola queimava nos pés. Nem Katso, nem Martins (os supostos cérebros da equipa) conseguiam gerir a posse de bola como o contexto obrigava, e a Naval marcava... de joelho.
5. Cardozo, sempre ele. Este jogador tem um faro pelo golo como há muito não se via num jogador que vestisse o Manto Sagrado. Por vezes, passa por completo ao lado do jogo, não trabalha, é estático e desplicente. Enerva. Compensa com verdadeiras «solhas» plenas de veneno, e marca muitos golos. Imaginem se soubesse jogar de cabeça...
6. Jorge Ribeiro assistiu Cardozo de forma milimétrica. É neste aspecto que o português se superioriza a Léo, que nem cruza com tanta precisão e intensidade, nem tem no remate a arma temível do irmão de Maniche.
7. Três anos depois, o Benfica ultrapassa o FC Porto na classificação da Liga Sagres. Sinal dos tempos? Esta jornada teve um gosto especial, pois o FC Porto perdeu com o Leixões (lembro-me da risota que o empate do Benfica em Matosinhos provocou aos rivais da turma da Luz), e o Sporting não conseguiu vergar o Paços em casa. Paulo Sérgio pode não ter a equipa mais bela do mundo, mas sabe retirar-lhe um aproveitamento assinalável. Ao assumir que não tinha engenho para atacar decentemente, apostou na solidez defensiva, com sucesso.
Jogada pensada por
RA
à(s)
10/27/2008 10:10:00 a.m.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Azul bebé

Era por isto que o Rodriguez queria jogar na Champions?
O Dynamo fundiu a tranquilidade europeia de Jesualdo...
Jogada pensada por
RA
à(s)
10/22/2008 09:08:00 a.m.
domingo, outubro 05, 2008
Sporting, 1 - FC Porto, 2 (ou a reposição da normalidade)
Para um benfiquista, é sempre interessante assistir a um Sporting-FC Porto. Sobretudo, numa fase da época onde, apesar de importante, nenhum clássico pode ser considerado decisivo.
O FC Porto ganhou, em Alvalade, por 1-2, subindo ao 1.º lugar e (re)assumindo-se como principal candidato ao título de campeão nacional. O resultado final é justo. O Sporting revelou as mesmas fragilidades dos jogos frente a Barcelona e Benfica; o FC Porto foi pragmático, gerindo a vantagem com um futebol prático e inteligente.
No caso do Sporting, Paulo Bento parece, ainda, procurar a forma ideal de pressão alta, a meio-campo, e de processos ofensivos, na frente de ataque. Claro que sem alas se torna mais difícil desequilibrar, confiando-se na plasticidade do losango, ou seja, nos movimentos mais agressivos dos médios interiores. O problema, pelo menos, o que melhor se sente, é a irregularidade exibicional desses dois elementos: Rochemback torna-se, a cada jogo, o mais fiel aliado de qualquer defesa adversária, transformando-se, devido à lentidão e passividade, numa presa fácil (e inútil, funcionando como “travão” à transposição defesa/ataque). João Moutinho, protagonista de uma novela de Verão, sempre difícil de digerir (por jogador e sócios e adeptos), está, actualmente, a anos-luz do que já provou ser capaz de fazer. Izmailov e Vukeciv têm alternado entre os bons e os maus momentos: as lesões e os problemas extra-futebol, respectivamente, têm complicado a vida de ambos os jogadores, mas também a de Paulo Bento.
De resto, e apesar de se notar vontade em lutar, do primeiro ao último minuto, importa notar que Liedson, agora de regresso após prolongada paragem (por lesão), continua a fazer falta. Se, antes, ainda decidia em importantes momentos, falta agora recuperar as condições físicas e mentais do melhor avançado do plantel.
Por outro lado, as alterações em termos de posicionamento – se bem se mantenha o esquema táctico – promovidas por Paulo Bento parecem, algumas vezes, confundir os atletas, incapazes de cumprir as suas tarefas. E, muitas vezes, resultar em poucos ou nenhuns efeitos práticos. Falta, claro está, falar do plantel leonino: ao Sporting falta qualidade, principalmente no sector mais recuado (baliza incluída, se não contabilizarmos Stojkovic).
p.s.: o FC Porto provou, outra vez, que tem qualidade para vencer este campeonato. Mas, decididamente, não é tão forte como na época anterior.
O FC Porto ganhou, em Alvalade, por 1-2, subindo ao 1.º lugar e (re)assumindo-se como principal candidato ao título de campeão nacional. O resultado final é justo. O Sporting revelou as mesmas fragilidades dos jogos frente a Barcelona e Benfica; o FC Porto foi pragmático, gerindo a vantagem com um futebol prático e inteligente.
No caso do Sporting, Paulo Bento parece, ainda, procurar a forma ideal de pressão alta, a meio-campo, e de processos ofensivos, na frente de ataque. Claro que sem alas se torna mais difícil desequilibrar, confiando-se na plasticidade do losango, ou seja, nos movimentos mais agressivos dos médios interiores. O problema, pelo menos, o que melhor se sente, é a irregularidade exibicional desses dois elementos: Rochemback torna-se, a cada jogo, o mais fiel aliado de qualquer defesa adversária, transformando-se, devido à lentidão e passividade, numa presa fácil (e inútil, funcionando como “travão” à transposição defesa/ataque). João Moutinho, protagonista de uma novela de Verão, sempre difícil de digerir (por jogador e sócios e adeptos), está, actualmente, a anos-luz do que já provou ser capaz de fazer. Izmailov e Vukeciv têm alternado entre os bons e os maus momentos: as lesões e os problemas extra-futebol, respectivamente, têm complicado a vida de ambos os jogadores, mas também a de Paulo Bento.
De resto, e apesar de se notar vontade em lutar, do primeiro ao último minuto, importa notar que Liedson, agora de regresso após prolongada paragem (por lesão), continua a fazer falta. Se, antes, ainda decidia em importantes momentos, falta agora recuperar as condições físicas e mentais do melhor avançado do plantel.
Por outro lado, as alterações em termos de posicionamento – se bem se mantenha o esquema táctico – promovidas por Paulo Bento parecem, algumas vezes, confundir os atletas, incapazes de cumprir as suas tarefas. E, muitas vezes, resultar em poucos ou nenhuns efeitos práticos. Falta, claro está, falar do plantel leonino: ao Sporting falta qualidade, principalmente no sector mais recuado (baliza incluída, se não contabilizarmos Stojkovic).
p.s.: o FC Porto provou, outra vez, que tem qualidade para vencer este campeonato. Mas, decididamente, não é tão forte como na época anterior.
Jogada pensada por
Kal-el
à(s)
10/05/2008 11:02:00 p.m.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

